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N√ļmero de fam√≠lias endividadas aumentou em m√©dia 0,6% no ano passado

Matéria publicada em 15 de janeiro de 2018, 15:17 horas

 


Rio РA média anual do percentual de famílias endividadas aumentou 0,6%, alcançando a média de 60,8%, após três anos consecutivos de queda. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (14) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e fazem parte da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional), que traça o perfil de endividamento das famílias brasileiras.

Segundo a pesquisa, os indicadores de inadimplência também apresentaram alta no período. A parcela de famílias com contas ou dívidas em atraso aumentou 1,2 ponto percentual em comparação a 2016, alcançando 25,4% na média anual.

J√° o percentual de fam√≠lias que declararam n√£o ter condi√ß√Ķes de pagar suas contas em atraso e que permaneceram inadimplentes aumentou 1,1 ponto percentual ante 2016, chegando a 10,2% na m√©dia de 2017. O patamar mais elevado desse indicador foi registrado no m√™s de setembro, quando atingiu 10,9% das fam√≠lias.

Na avalia√ß√£o da economista de CNC, Marianne Hanson, ‚Äúa recupera√ß√£o, ainda que lenta, da atividade econ√īmica, aliada √† redu√ß√£o das taxas de juros, queda da infla√ß√£o e revers√£o, ainda que modesta, das taxas de desemprego, ajudam a explicar a maior disponibilidade de cr√©dito para as fam√≠lias e consequente mente do endividamento‚ÄĚ.

Cartão de crédito

O atraso no pagamento do cartão de crédito foi a dívida mais frequente no ano passado, sendo citado por 76,7% das famílias brasileiras. A CNC ressalta, porém, que pela primeira vez desde o início da pesquisa, em 2010, houve redução no percentual de famílias que aponta essa modalidade como o principal compromisso.

Em segundo lugar no endividamento, o carnê foi citado por 15,7% das famílias, e, em terceiro, o crédito pessoal, por 10,3%. A CNC destaca, na publicação, a redução do financiamento de veículos, “que caiu da terceira para a quarta posição no ranking de modalidades de dívidas em 2017.

Para Marianna Hanson, ‚Äúa diminui√ß√£o dos juros e a recupera√ß√£o da massa real de sal√°rios permitiram uma redu√ß√£o do comprometimento m√©dio mensal da renda. Isso pode ser visto na queda de 30,6% para 30,1% da parcela m√©dia da renda mensal comprometida como pagamento de d√≠vidas‚ÄĚ.

Para ela, no entanto, apesar destes fatores, ‚Äúa pesquisa mostra que a percep√ß√£o em rela√ß√£o ao endividamento das fam√≠lias piorou e uma parcela maior delas relatou estar muito endividada (14,6%) e mais ou menos endividada (22,5%)‚ÄĚ.

O estudo da CNC foi elaborado com base na Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional), apurada mensalmente pela CNC, desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

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