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Oficinas dos Cras atendem em torno de mil alunos em Volta Redonda

Matéria publicada em 10 de março de 2018, 16:10 horas

 


Crise econômica é atenuada quando as pessoas aprendem e colocam em prática novos ofícios, diz coordenadora

Volta Redonda – A falta de dinheiro e as dificuldades econômicas de muitas famílias são  amenizadas por um trabalho social desenvolvido dentro dos Cras (Centro de Referência de Assistência Social). As oficinas de inclusão produtiva são cada vez mais procuradas e, para atender a demanda, a prefeitura conta com uma ampla na oferta de oportunidades.
De acordo com a coordenadora dos Cras, Thaís Alexandre, em média mil usuários participam das oficinas nas 35 unidades do município. O objetivo é inclusão produtiva e inserção social. Além disso, os programas buscam criar alternativas para atender necessidades das famílias em situação de vulnerabilidade social. De acordo com a coordenadora, os participantes das oficinas redescobrem que podem produzir algo e depois comercializar.
– O nosso trabalho é voltado à integração do mercado de trabalho (conscientização e informações sobre microempreendorismo) e inclusão social, é um trabalho complementar ao atendimento e/ou acompanhamento das famílias como estratégia de emancipação social – explicou.
O perfil desses usuários é de famílias atendidas e/ou acompanhadas pelo Cras, lembra Thaís, sendo um complemento com o trabalho social com famílias.
– Essas oficinas são distribuídas conforme levantamento de interesse nos bairros, podendo ser incluída nos equipamentos uma ou mais oficinas de acordo com a procura, sendo analisado de acordo com maior número de inscritos por Cras. É importante dizer que elas são rotativas – destaca.
A coordenadora dos Cras esclarece que qualquer pessoa pode participar dessas oficinas, porém as vagas variam de acordo com a infraestrutura do local, tendo prioridade àqueles que são atendidos ou acompanhados pelos serviços, programas e projetos do equipamento.
As oficinas iniciam no início do ano, em fevereiro e tem duração entre 5 e 6 meses, metodologia modificado no ano corrente. Anteriormente as oficinas eram com duração menor (3 meses), mas a gestão percebeu a necessidade de ampliar para uma melhor absorção dos temas propostos. Atualmente são 13 modalidades diferentes sendo desenvolvidas, onde cada CRAS possui uma especificidade, sendo assim, os cursos não tem os mesmos dias e horários, pois os profissionais são rotativos.
Segundo Thaís, entre as 13 oficinas oferecidas, os cursos de cabeleireiro, garçom e barbeiro são os mais procurados pela população.

Salão: Corte de cabelo é uma das aulas mais procuradas nas unidades dos Cras (Foto: Júlio Amaral)

Salão: Corte de cabelo é uma das aulas mais procuradas nas unidades dos Cras (Foto: Júlio Amaral)

Voldac tem oito oficinas

Para o coordenador do Cras da Voldac, Maurício Batista Junior, as oficinas são importantes e caíram no gosto da população. A vendedora Adriana Aparecida de Oliveira Santos, por exemplo, está participando da oficina de cabeleireiro na unidade. Ela diz que optou pelo curso para  tentar ganhar dinheiro nas horas vagas.
– Não tinha noção nenhuma e já aprendi bastante coisa. Dá até para arriscar e fazer escova para os vizinhos – comenta satisfeita.
Já a manicure Ketelen Campanate escolheu a oficina de cabeleireiro para se aperfeiçoar.
– Como já trabalho lidando com unha, quando concluir este curso pretendo abrir o meu próprio salão. Nunca tinha trabalhado com cabelo e estou gostando do curso – disse.
A instrutora Vilma de Souza explicou que a grande maioria dos alunos procura as oficinas para entrar no mercado de trabalho: seja montando um salão ou como empregado.
– Quando a pessoa tem um dom aprende mais rápido, mas o aluno pode optar por fazer as aulas novamente. Tem aluno que nunca pegou numa escova e sai com experiência – ressalta.

Por Júlio Amaral
(jamaral@diariodovale.com.br)

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