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Sem ‘gourmetização’, salões tradicionais apostam no atendimento e técnica

Matéria publicada em 4 de fevereiro de 2018, 09:00 horas

 


Atendimento e boa técnica são apostas de quem prefere o tradicionalismo

Atendimento e boa técnica são apostas de quem prefere o tradicionalismo


Volta Redonda – 
A proliferação de barbearias com novos conceitos na oferta de serviços é clara em Volta Redonda. Seria algo como a “gourmetização” das barbearias, que além do tradicional “cabelo e barba”, oferecem massagens, depilação, pigmentação e sobrancelhas, além de Wi-Fi, vendas de bebidas e até mesa de sinuca. Diante desse quadro, as barbearias mais antigas da cidade se mantém firmes. É a questão da fidelidade e cumplicidade criadas entre cliente e barbeiro. Algo muito sério no universo masculino mais tradicional.

Há mais de seis anos atuando na profissão, o barbeiro Valtair Martins Ramos Filho, dono de uma barbearia na Avenida Nossa Senhora do Amparo, em Niterói, acredita que um atendimento de qualidade e um bom corte são os atributos que fazem o cliente se manter fiel ao seu negócio.

– Hoje em dia, com a concorrência aumentando e uma barbearia aparecendo em cada esquina, se o seu trabalho não for diferenciado e bem feito, a concorrência vai atraí-lo. No meu caso, faço corte, sobrancelha, barba e pigmentação. Não tenho medo da concorrência. No início até me preocupava, mas depois criei o meu público e hoje estou tranquilo. Acredito que o segredo deste ramo é a fidelidade dos clientes. Fazendo um bom trabalho, mantenho o meu cliente e obtenho lucro – diz.

Segundo Valtair, hoje em dia o homem está mais vaidoso e se preocupa mais em se cuidar. Isso ajuda a profissão de quem é barbeiro.

– No meu caso, eu não copio os outros, mas desenvolvo a minha própria técnica. Com isso, consigo fazer qualquer tipo de corte de cabelo ou barba de qualquer cliente, independente da idade ou estilo – destaca.

Alair Alves Romeu trabalha com corte de cabelo há mais de 30 anos. Neste período, já montou três barbearias ao longo deste tempo. Apesar da expansão deste ramo e da diversificação de serviços, ele continua acreditando que um bom atendimento faz a diferença neste tipo de negócio.

– Um bom atendimento e um preço acessível são, em minha opinião, os grandes segredos para manter a fidelidade dos meus clientes. Outro fator é a limpeza do local e do material usado – ressalta.

Joel Coutinho é um cliente “não disponível” no mercado, uma vez que se mantém fiel ao seu barbeiro. “É questão de costume também”, diz ele.

O barbeiro Paulo Castro, que possui uma barbearia na Avenida Sávio Gama, buscou aperfeiçoamento.

– Apesar de atuar no ramo de barbearia há 20 anos e manter o mesmo ponto na Sávio Gama há 17, acredito que o profissional que quiser ganhar dinheiro precisa se aperfeiçoar. É preciso estar sempre ligado as tendências e as novas técnicas de cortes. Em fevereiro cheguei a fazer um curso em Vitória e acredito que foi bom para aprimorar novas técnicas – diz.

Três décadas

Atuando há 30 anos na profissão, o cabeleireiro Guilherme, que possui um salão no Edifício Gacemss, disse não se importar com o aumento da concorrência e no surgimento de novas barbearias.

– Acredito que a qualidade do profissional é o que importa. E também acho que a fidelidade dos meus clientes é que me mantém no mercado. Procuro fazer o meu trabalho com qualidade como corte de cabelo, barba e massagem. Penso que tem espaço para todo mundo e apesar de já estar pensando em dar uma reforma na minha barbearia, não pretendo acrescentar novidades como venda de bebidas igual aos concorrentes – comenta.

Guilherme afirma que, como corta muito cabelo de crianças, não fica bem vender bebidas alcoólicas no salão.

4 comentários

  1. E maravilhoso ver esses “novos barbeiros ” que de novo não tem nada sempre estiveram presentes nos cortes de cabelo das periferias e agora toma todos os lugares ,não e um fenômeno insolado de volta redonda existe em todo Brasil, trata-se de dar visibilidade e atendimento a um publico antes ignorado pelos tradicionais barbeiros que diziam NÃO SABER CORTA CABELOS DE NEGROS só queriam passar a maquina zero uns até diziam que cabelo ruim tem que raspar mesmo . Só que inspirado nos salões americanos que respeitavam a diversidade esses salões começaram a surgir por aqui (Brasil) no inicio dos anos 90 sabe por que vcs não viram? Porque não se importavam . A moda de cabelos black e seus cortes variados e lindos sempre estiveram presente , só que em salões improvisados na própria varanda de casa e etc.Eu tenho 43 anos e sempre que ia corta o cabelo escolhia esses salões já que no tradicional o cara não ligava muito pra cabelos crespos e ainda ridicularizava cortes tais como o asa delta , as risquinhas , os desenhos na cabeça etc..admiro esses “novos barbeiros” não e só ‘gourmetização’ e uma resposta do excluído que cria seu próprio mercado.

  2. Sou mais o Mauro bonitão da São João.

  3. sou dono de salao na amaral peixoto e fico satisfeito pela materia divulgada pelo diario do vale pois valoriza o nosso trabalho de mais de 50 anos de tradicao herança que passa de pai para filho

  4. Isso é modismo passageiro. Corto o cabelo no Salão Azul, na rua São João, mais de 30 anos com o mesmo barbeiro. Não preciso falar nada com ele, pois o mesmo sabe o que fazer.

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