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Venda de veículos novos cai 31% em Volta Redonda

Matéria publicada em 11 de janeiro de 2017, 21:08 horas

 


Comercialização de usados teve queda de 7%; Anfavea aponta dificuldade no crédito como uma das causas do problema

Queda: Comercialização de veículos novos e usados ficou em baixa no Brasil

Queda: Comercialização de veículos novos e usados ficou em baixa no Brasil

 

Volta Redonda – O mercado de veículos novos em Volta Redonda terminou 2016 com forte queda em relação a 2015. O Detran-RJ registrou, durante todo o ano, 2.463 emplacamentos na cidade, contra 3.598 em 2015. A queda foi de 31,55%, bem acima da registrada em todo o Brasil, que foi de cerca de 20%. Já o mercado de usados teve uma retração menor, de 7%, com 19.989 transferências de propriedade registradas pelo Detran no ano passado, contra 21.602 em 2015.
Considerando o volume de negócios com veículos de modo geral (emplacamentos mais transferências), houve 22.452 transações em 2016, contra 25.200 no ano anterior, o que aponta uma queda de 11%.
Com a redução menor no número de negócios com veículos usados, a proporção entre emplacamentos e transferências subiu de seis em 2015 para 8,12 em 2016. O número indica a quantidade de negócios feitos com usados para cada venda de veículo novo.
O presidente da Fenabrave, que reúne os revendedores de veículos  no Brasil, Alarico Assumpção Júnior, avaliou o ano de 2016 como “o pior da história da Distribuição de veículos no Brasil nos últimos 11 anos”.
Segundo Assumpção Júnior, “este foi um dos setores da economia que mais sofreu com a crise econômica e política do País. O mercado retroagiu a volumes equivalentes aos anos de 2005 e 2006. Este resultado deve-se a fatores já comentados ao longo do ano passado, como a queda acentuada do PIB, incertezas geradas pela política, desemprego, baixo índice de confiança do consumidor e de investidores, entre outros”, argumentou ele.
O presidente da Fenabrave acredita que as incertezas nos cenários político e econômico, presentes em 2016, afetaram, diretamente, a concessão de crédito, fundamental para a Distribuição Automotiva. “Dificuldades como essas, agregadas ao baixo índice de confiança, fizeram com que as famílias e as empresas se retraíssem em relação ao consumo, retardando a tomada de decisão para a compra de veículos novos”, completou Assumpção Júnior.
Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o licenciamento de autoveículos no ano passado foi de 2,05 milhões de unidades, queda de 20,2% frente as 2,57 milhões de unidades vendidas em 2015. Somente em dezembro – o melhor mês do ano – foram negociadas 204,3 mil autoveículos, crescimento de 14,7% ante as 178,2 mil unidades de novembro e baixa de 10,3% se comparado com as 227,8 mil de dezembro de 2015.
Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, vários fatores contribuíram para este desempenho: “O primeiro é a confiança em baixa, em razão da instabilidade política vivida pelo País, que fez investidores e consumidores adiarem suas decisões. O segundo é o acesso ao crédito, resultado da conjuntura socioeconômica, que tornou as instituições financeiras muito seletivas na hora da concessão. A consequência disso foi que a participação de vendas financiadas no total do licenciamento nos patamares mais baixos da série histórica”.
A produção em 2016 foi de 2,16 milhões de unidades – inferior em 11,2% ao se defrontar com as 2,43 milhões de unidades do ano anterior. No último mês do ano as 200,9 mil unidades fabricadas indicam diminuição de 7,1% contra as 216,3 mil de novembro e de expansão de 40,6% quando analisado com as 142,8 mil do mesmo mês de 2015.
Nas exportações o cenário foi de alta: 520,3 mil unidades foram negociadas com outros países, alta de 24,7% sobre as 417,3 mil unidades de 2015. Em dezembro 62,9 mil veículos atravessaram as fronteiras, número 11% maior em relação a novembro, com 56,7 mil unidades, e 36,1% acima ante as 46,2 mil de dezembro de 2015.

Projeções para 2017

A Anfavea estima aumento de 4,0% no licenciamento de autoveículos em 2017: a expectativa é de comercializar 2,13 milhões de unidades. No caso das exportações, novo aumento é esperado: 7,2%, totalizando 558 mil unidades enviadas para outros países.
A previsão de produção é de 2,41 milhões de unidades, 11,9% acima do registrado em 2016. Na visão de Antonio Megale, presidente da Anfavea, existem diversas razões para acreditar em crescimento:
— A conjuntura macroeconômica indica fatos positivos, como aumento do PIB, inflação convergindo para o centro da meta, reduções contínuas da taxa básica de juros e estabilização do dólar. Além disso, a PEC do teto dos gastos já está aprovada, algumas medidas econômicas foram anunciadas, vivenciamos estabilização do ritmo de vendas e teremos uma base baixa de comparação. Ao juntar todos estes fatores, acreditamos em uma reação sequencial, que passa pela retomada da confiança tanto do consumidor quanto do investidor, reaquecimento do consumo e abertura gradual da concessão de crédito”.

 

Medida do Contran cria registro de veículos no estoque das agências

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou, nesta terça-feira (10), uma resolução que estrutura o Registro Nacional de Veículos em Estoque (Renave). A medida entrará em vigor em julho e foi publicada na edição desta quarta-feira (11), do Diário Oficial da União (DOU). Na prática, quando um proprietário de veículo entregá-lo a uma agência para ser vendido, o  carro ou moto deixará de ser registrado em seu nome e passará a constar como “estoque” da agência até ser comprado por outra pessoa.
O Renave permitirá, por meio de sistema informatizado, o registro das entradas e saídas dos veículos novos e usados disponíveis nos estoques de concessionárias e revendedores. O objetivo é proporcionar mais transparência às operações de compra e venda de automóveis no país.
O novo sistema prevê o registro das transações com veículos em tempo real, que serão validadas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), junto aos Departamentos de Trânsito (Detran), Receita Federal e Secretarias de Fazenda (Sefaz), disponibilizando informações que darão maior segurança às operações de compra e venda de automóveis.
— O fundamental é que os cidadãos estarão mais seguros na hora de efetivar essas transações. Todos serão beneficiados com esse instrumento de controle, a ser efetivamente implantado — afirma o diretor do Denatran, Elmer Vicenzi.
O órgão acredita que a ferramenta, quanto entrar em operação, contribuirá para fomentar a formalização de uma relação que atualmente ainda funciona, em grande parte, de modo informal e sem o devido registro, mapeando informações em todas as suas etapas.
— Com o RENAVE, a população terá mais segurança nessa modalidade de relação comercial, além da garantia na legitimidade do emplacamento de veículos novos. Haverá também uma desburocratização na compra e venda de usados, uma vez que as transações eletrônicas simplificarão os procedimentos — reitera Vicenzi.

13 comentários

  1. Ah, a Era Temer… Fala a verdade, coxinhada: tá melhorando, né, não?

  2. Isso é culpa do Temer. Que não sabe convencer otários a pagarem muito por um carro que só tem ar, vidro, direção e que precisa passar a primeira marcha pra subir ladeira leve.

  3. Mas é cada comentário kkk

  4. Ué, Volta Redonda não é cidade com níveis econômicos semelhantes ao de países europeus?
    Kkkkkkkkkkkk, comem sardinha, e acham que é salmão. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!

  5. O preço do carro Brasil,é um absurdo! no exterior custa metade preço.E detalhe quase todos recebem cinco estrelas em segurança,já os nossos…

  6. Que o povo aproveite e tome vergonha na cara para perceber que pagamos por produtos caros e de tecnologia e segurança inferior aos similares europeus e americanos. Nos tratam como consumidores de segunda classe pq deixamos isso acontecer.

    • liberdade e propriedade

      A culpa é da altíssima carga tributária brasileira, no produto final e em toda cadeia produtiva, além dos gargalos da infraestrutura, roubos de carga com seguros caros e escoltas, barreiras burocráticas, corrupção, etc, etc e etc. Se isso aqui fosse um paraíso das montadoras, outras que não estão aqui, já estariam.

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