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Volta Redonda e Resende têm saldo positivo no Caged do mês de outubro

Matéria publicada em 20 de novembro de 2017, 22:52 horas

 


Angra dos Reis e Barra Mansa têm mais demissões e admissões, em mês marcado por crescimento do emprego no Brasil

Sul Fluminense – O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho divulgou nesta segunda (20) o relatório referente ao mês de outubro. Das quatro maiores cidades da região, Resende e Volta Redonda apresentaram saldos positivos, com mais admissões do que demissões, enquanto Barra Mansa e Angra dos Reis tiveram mais dispensas do que contratações. No Brasil, o saldo positivo de mais de 76 mil vagas foi o melhor do ano. Os dados detalhados de cada cidade estão no quadro que acompanha esta reportagem.

Resende

capresNa cidade das Agulhas Negras, só houve saldo negativo na Agropecuária, com três demissões a mais do que admissões. Os setores que mais se destacaram foram Comércio (+125), Serviços (112) e Indústria (70). O saldo positivo total foi de 315.

 

Volta Redonda

cap1O saldo positivo na cidade mais populosa da região foi puxado pelos setores de Comércio (126) e Serviços (87), mas a Indústria (-106) e a Construção Civil (-59) reduziram o resultado final, que foi de 59 contratações a mais do que dispensas.

Barra Mansa

capbmCortes de empregos nos setores de Serviços (-52),  Comércio (-16) e Agropecuária (-8) contrabalançaram os saldos positivos na Indústria (11) e Construção Civil (19). O saldo foi de -49, com o número de demissões superando o de contratações.

Angra dos Reis

capangA crise permanece na cidade da Costa Verde. A Indústria puxa a redução do mercado de trabalho, com saldo negativo de 648, acompanhada por Comércio (-193), Construção Civil (-143) e Serviços (-39). Os saldos positivos na Agropecuária (82) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (72) foram insuficientes para reverter o quadro, que aponta uma redução de 872 vagas formais no município.

No Brasil

O saldo de empregos formais no Brasil atingiu o melhor resultado deste ano, com a abertura de 76.599 novas vagas no mês de outubro. Segundo o Caged. foram registradas 1.187.819 admissões e 1.111.220 demissões no mês passado.

Este foi o oitavo saldo positivo de 2017 e o sétimo consecutivo no ano, elevando o acumulado desde janeiro para 302.189 novos postos de trabalho. Também foi o melhor resultado do mês de outubro desde 2013, quando o Caged registrou saldo de 94,8 mil empregos. “São números que nos dão ainda mais certeza de que as medidas adotadas pelo governo colocaram o Brasil de volta nos trilhos do crescimento econômico”, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. “A economia está em marcha. A melhor forma de distribuição de renda é o emprego, e o Brasil do futuro é o Brasil do emprego.”

O saldo de outubro representa um crescimento de 0,20% em relação ao estoque de empregos celetistas do mês anterior. No acumulado de janeiro a outubro, a alta é de 0,79% sobre o estoque de dezembro de 2016.

O saldo de outubro também teve impacto positivo sobre o acumulado dos últimos 12 meses, que ainda ficou em -294.305, mas já indica uma forte recuperação na comparação com o acumulado até setembro, que foi de -466.654.

O crescimento do mercado formal em outubro foi puxado por três setores – Comércio, Indústria da Transformação e Serviços. “São setores que já vinham registrando números positivos. O crescimento destacado do Comércio já reflete, também, o otimismo e o aumento da produção da Indústria verificados em meses anteriores”, lembrou o ministro Ronaldo Nogueira.

O saldo positivo do Comércio chegou a 37.321 novos postos, alta de 0,42% em relação ao estoque de empregos de setembro. Desse saldo, 30.183 novas vagas foram geradas pelo Comércio Varejista e 7.138, pelo Comércio Atacadista.

A Indústria de Transformação veio logo após, com 33.200 novas vagas no mês (+0,45%), registrando expansão em 11 dos 12 subsetores da atividade industrial. Destacaram-se a Indústria de Produtos Alimentícios, Bebidas e Álcool Etílico (20.565 empregos); Indústria Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos (2.235); Indústria Química de Produtos Farmacêuticos, Veterinários, Perfumaria (2.080); Indústria da Madeira e Mobiliário (2.080 empregos); Indústria Mecânica (1.916 postos); Indústria do Material Elétrico e de Comunicações (1.310 vínculos); e a Indústria do Papel, Papelão, Editorial e Gráfica (1.003 vínculos empregatícios).

O setor de Serviços registrou 15.915 novos empregos formais (+0,09%). Cinco dos seis subsetores de Serviços tiveram saldo positivo: Comércio e Administração de Imóveis, Valores Mobiliários, Serviço Técnico (7.628 postos de trabalho); Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários (4.694); Transportes e Comunicações (2.540); Ensino (842 postos formais); e Serviços de Alojamento, Alimentação, Reparação, Manutenção, Redação (293 vínculos).

Os recuos de outubro foram verificados nos setores da Construção Civil (-4.764 postos de trabalho), Agropecuária (-3.551), Serviços Industriais de Utilidade Pública (-729), Extrativa Mineral (-532) e Administração Pública (-261).

Segundo o ministro, a tendência é de que setores como a construção civil recuperem os níveis de emprego já no primeiro semestre de 2018, porque precisam de algum tempo até a apresentação, aprovação e execução de projetos, quando enfim as vagas de empregos são geradas.

Ronaldo Nogueira também lembrou que o mercado de trabalho deve ser movimentado por investimentos do setor automobilístico, em torno de R$ 15 bilhões, para 2018. “Esse setor estava demitindo, ou trabalhando com a redução de turnos, mas agora já está retomando sua capacidade”, pontuou.

Ele acrescentou que, com a modernização da legislação trabalhista, o Brasil tem potencial para gerar dois milhões de novas vagas nos próximos dois anos, apenas em novas modalidades, como os trabalhos intermitente, em tempo parcial e o teletrabalho.

Quatro das cinco regiões tiveram crescimento do nível de emprego em outubro, com o Nordeste mantendo-se na frente, a exemplo do que já acontecera em setembro. Foram 37.801 novos postos na região, alta de 0,60% em relação ao estoque do mês anterior.

A Região Sul também voltou a aparecer entre os destaques, com a abertura de 21.444 postos (+0,30%), acima do Sudeste, que registrou a abertura de 13.552 novas vagas (+0,07%) e do Norte, com 4.210 postos de trabalho (+0,24%). Apenas na Região Centro-Oeste houve uma leve retração (-0,01% sobre o mês anterior), equivalente a 408 postos formais fechados.

Entre os estados e Distrito Federal, houve 22 saldos positivos no Caged de outubro. Alagoas liderou a expansão, com aumento de 4,93%, equivalente a um saldo de 16.393 empregos, seguido por São Paulo, com crescimento de 0,09% e saldo de 11.349 novos vínculos, e Pernambuco, que teve alta de 0,70% graças à geração de 8.718 novos postos.

Santa Catarina puxou o bom desempenho da Região Sul, com crescimento de 0,43%, equivalente a 8.611 vínculos empregatícios, e o Rio Grande do Sul voltou a ter saldo positivo, com abertura de 8.084 novas vagas, um crescimento de 0,32%.

Também se destacaram Sergipe, com saldo de 5.491 postos (+1,93%); Paraná, com a criação de 4.749 novas vagas (+0,18%); e Minas Gerais, que teve saldo positivo de 4.509 vínculos empregatícios (+0,11%).

Segundo os dados do Caged, só cinco unidades da Federação tiveram retração no saldo de empregos em outubro. Foram eles o Rio de Janeiro (-0,11%), Goiás (-0,14%), Acre (-0,26%) e Amapá (-0,07%) e Bahia, com redução de somente 36 vagas.

O Caged também mostrou que, no mês de outubro, o salário médio de admissão no País foi de R$ 1.463,12, enquanto o salário médio de demissão foi de R$ 1.675,95. No acumulado de 12 meses, os ganhos reais (descontada a inflação pelo INPC) do salário médio de admissão foram de R$ 53,12 (+3,8%), enquanto no salário de demissão, chegam a R$ 65,75 (+4,1%). Já para o mês de outubro houve uma leve redução nos ganhos reais, de R$ 16,77 (-1,1%) no salário de admissão e de R$ 11,38 (-0,7%) no salário de demissão, em relação aos salários do mês de setembro de 2017. O ministro salientou, porém, que essas reduções são normais nessa época do ano, devido à sazonalidade.

3 comentários

  1. Depois da grande deblaque da Esquerda Brasileira, nós vamos crescer lentamente, pois a herança maldita dos 13 anos do desgoverno Lula-Dilma ainda levará muitos anos para ser superada!

  2. volta redonda teve um resultado Pífio, digna de cidade decadente.

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