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Paulinho prevê jogo ‘duríssimo’ e pede paciência contra a Suíça

Matéria publicada em 14 de junho de 2018, 13:48 horas

 


Paulinho é um dos homens de confiança de Tite na Copa do Mundo


Sochi (Rússia) –
Conhecida por seu sólido sistema defensivo, a Suíça será o primeiro adversário da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Ciente do bloqueio a ser implementado pelos europeus, o volante Paulinho pede paciência para que o time canarinho estreie com vitória no Mundial da Rússia.

– Tive a experiência de enfrentar a Suíça uma vez e imagino que eles vão jogar com uma linha de marcação baixa, bem forte. Sabemos que vai ser uma partida muito difícil, de Copa do Mundo. No futebol de hoje, há uma competitividade muito grande, então precisamos colocar na cabeça que o jogo vai ser duríssimo. Com paciência, vamos conseguir criar chances de gol – avaliou o meio-campista.

Para ir se acostumando a escolas que privilegiam a defesa, a equipe dirigida por Tite disputou amistosos contra Croácia e Áustria nas últimas semanas. Com vitórias por 2 a 0 e 3 a 0, respectivamente, o Brasil passou no teste e ganhou confiança para o primeiro compromisso na Copa.

– Enfrentamos seleções com linha baixa e cinco atrás. Os dois jogos serviram para observarmos o que vamos encontrar na Copa do Mundo. Alguns times jogam com linha baixa e defendem bem. É difícil de infiltrar, mas, se mantivermos paciência e tranquilidade, vamos conseguir criar oportunidades – reiterou.

Na última quarta-feira, durante o treino da tarde, Tite fincou balizas estáticas no gramado para simular o posicionamento das linhas de defesa da Suíça. Para superá-las, os auxiliares Matheus Bachi e Cleber Xavier orientaram os atletas nas ações ofensivas.

– Sabemos das dificuldades que vamos enfrentar. No empate contra a Inglaterra (em 2017), tivemos dificuldade de entrar e, depois, nos adaptamos. É difícil? Sim, mas temos capacidade para superar esse tipo de adversidade – concluiu Paulinho.

PHILIPPE COUTINHO MAIS SOLTO 

Iniciada no Corinthians, entre 2010 e 2013, a parceria entre Paulinho e Tite se transferiu para a Seleção Brasileira. O volante, prestes a disputar a sua segunda Copa do Mundo, revelou um pedido do treinador, que o incumbiu de deixar Philippe Coutinho mais solto no campo de ataque.

“Eu já trabalhei com o professor Tite e algumas vezes ele pedia que eu baixasse um pouquinho, fosse mais organizador e deixasse outro com mais liberdade no Corinthians. E, aqui na Seleção, foi o que aconteceu. Ele me pediu para organizar mais e liberar mais o Coutinho, que tem uma qualidade impressionante”, contou o camisa 15.

A orientação de Tite, contudo, não deve ser um impeditivo para que Paulinho continue aparecendo como elemento surpresa quando o time precisar furar o bloqueio adversário. Seja como for, ele se coloca à disposição de seu comandante de longa data.

“O que mais quero fazer é ajudar. Houve isso nessa partida (contra a Áustria). É uma característica dele estar mais próximo do gol. Eu não vejo problema algum, o que for para ajudar a Seleção eu vou fazer”, acrescentou.

Antes de atingir um novo patamar no Brasil, no entanto, Paulinho precisou lidar com críticas, sobretudo após a humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa de 2014, quando vivia má fase no Tottenham, da Inglaterra. O passado difícil, segundo o jogador, o prepara para o novo desafio de levar a Seleção ao hexacampeonato mundial.

“Na minha carreira sempre foi dessa forma, superando adversidades. Em vários lugares houve desconfiança, críticas, mas nunca deixei de ser profissional e respeitar a todos. É difícil chegar a uma Seleção Brasileira, mas agora também é difícil sair. Em todas as convocações eu aprendo de alguma forma, em treinamentos, fora de campo. Não me sinto pressionado, e sim privilegiado por disputar mais uma Copa do Mundo e chegar no melhor momento da minha carreira e da minha vida”, concluiu.

Integrantes do Grupo E, Brasil e Suíça se enfrentam no próximo domingo, a partir das 15 horas (de Brasília), em Rostov. Costa Rica e Sérvia completam a chave.


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