ÔĽŅ Real Madrid vence PSG e abre vantagem - Di√°rio do Vale
quarta-feira, 15 de agosto de 2018

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Real Madrid vence PSG e abre vantagem

Matéria publicada em 14 de fevereiro de 2018, 21:00 horas

 


Madri (Espanha) – Neymar tem tudo para ser um dia o melhor jogador do mundo. Mas, o momento do craque brasileiro parece que ainda vai demorar um pouco mais do que talvez ele pr√≥prio imagine. Na noite dessa quarta-feira, o camisa 10 do Paris Saint-Germain pouco conseguiu ajudar sua equipe no embate frente ao Real Madrid de Cristiano Ronaldo no est√°dio Santiago Bernab√©u, pelo primeiro confronto das oitavas de final da Liga dos Campe√Ķes da Europa.

Os parisienses até conseguiram impor um ritmo forte como visitante, mas pecaram nos detalhes e sofreram com o faro de gol do atacante português. Cinco vezes melhor do mundo, Cristiano Ronaldo comandou a virada madrilenha com dois gols depois de Rabiot abrir o placar. Marcelo também foi às redes e fechou o placar em 3 a 1. Neymar não teve nenhuma grande oportunidade, recebeu um cartão amarelo e chamou atenção mais pela bolada que acertara no árbitro do que por qualquer outro lance.

No fim, a noite foi mesmo do astro portugu√™s, agora dono de 116 gols pela Liga dos Campe√Ķes, 101 deles apenas com a camisa do Real Madrid. O time dono de 12 trof√©us da competi√ß√£o t√£o cobi√ßada pelos franceses, segue firme na caminhada para levar seu camisa 7 ao quinto t√≠tulo do torneio.

Neymar, sete anos mais novo que Cristiano Ronaldo e ainda distante de tantos feitos, j√° foi campe√£o da Liga dos Campe√Ķes uma vez com a camisa do Barcelona, mas ter√° de mostrar tudo que √© capaz dia 6 de mar√ßo, no Parque dos Pr√≠ncipes, para manter o sonho do PSG vivo e para provar que pode, sim, ser o melhor jogador do mundo.

Para isso, precisará muito da ajuda de seus companheiros, pois os espanhóis avançam com qualquer empate e até mesmo com uma derrota por um 1 a 0. Graças ao gol de Rabiot, um placar de 2 a 0 para o PSG garante a vaga aos parisienses. Um novo 3 a 1 leva a definição à prorrogação e qualquer empate.

Primeiro tempo
Do lado de fora do Santiago Bernab√©u, as ruas estavam tomadas horas antes da bola rolar. O √īnibus com a delega√ß√£o madrilenha percebeu de cara qual seria o clima para o que viria pela frente. Cerca de quatro mil franceses esgoelavam suas gargantas para mostrar aos parisienses que eles n√£o estavam sozinhos no territ√≥rio inimigo.

Escala√ß√Ķes, hino dos donos da casa, hino da Uefa e at√© bandeir√£o para homenagear Rafael Nadal, tenista espanhol, torcedor do Real Madrid e justamente maior campe√£o da hist√≥ria de Roland Garros, o Grand Slam de Paris.

Enfim, o italiano Gianluca Rocchi apitou o início da partida e de cara os comandados de Zidane partiram para a pressão na marcação alta. Deu resultado e com apenas dois minutos Cristiano Ronaldo já finalizou pela primeira vez com perigo. A blitz seguiu com Marcelo fazendo fila e Kroos exigindo a primeira intervenção de Aréola.

Neymar, só de dominar a bola, já recebia marcação sobrada. Cabeça quente, o camisa 10 acertou Modric com apenas 14 minutos e levou o cartão amarelo. Mesmo assim, o PSG não deixava de insistir nas jogadas com seu craque.

O problema era a tentativa de saída de bola dos franceses, apesar da marcação alta dos donos da casa. Aos 25, Lo Celso abusou com um calcanhar para Verrati. Isco tomou a bola e só foi parado com falta na entrada da área. Cristiano Ronaldo, no entanto, bateu por cima do travessão.

Em seguida, o português voltaria a ter uma grande oportunidade de marcar. Tudo começou com Neymar escorregando na hora de finalizar dentro da área do Real. O contra-ataque foi ligado por Marcelo, que inverteu tudo e deixou o camisa 7 na cara do gol. Aréola apareceu de novo como salvador. Dessa vez a defesa foi com o próprio rosto.

Em um jogo em que todos os holofotes direcionavam para Neymar e Cristiano Ronaldo, era pedra cantada que sobraria espaço para um coadjuvante aparecer como protagonista. E foi assim que surgiu o primeiro gol da partida. E foi do PSG.

Aos 32, Mbappé resolveu se virar sozinho pela direita. O garoto francês mandou para a área, Cavani deixou passar e Neymar foi travado. Mas, na sobra, Rabiot estava livre para mandar para o fundo do gol de Navas.

Enquanto os parisienses comemoravam, Cristiano Ronaldo pediu cabe√ßa erguida. √Č verdade que o Real Madrid sofreu outro grande susto, quando Cavani chutou e a bola desviou em Casemiro antes de sair pela linha de fundo. Mas, quando Kroos invadiu a √°rea e foi agarrado infantilmente por Lo Celso, veio o al√≠vio para a torcida local. Alguns segundos de apreens√£o e caixa. Cristiano Ronaldo pregou e Ar√©ola, apesar de ir bem na bola, n√£o conseguiu evitar o gol de empate no √ļltimo lance antes do intervalo.

Segundo tempo
Como não podia deixar de ser, a etapa final teve um ritmo muito menos alucinógeno. Não há preparo físico que aguentasse aquela correria pelo jogo todo. Apesar da queda do ritmo, o jogo seguiu imprevisível e mais aberto, com os dois ataques ganhando espaços.

E nessa briga quem se deu bem, aparentemente, foram os visitantes. Com a bola no ch√£o e muita paci√™ncia, o PSG n√£o se intimidou na casa do advers√°rio e ficou mais tempo com a bola. Assim, exigiu boa defesa de Navas aos quatro minutos e suplicou por p√™nalti aos nove. Rabiot acertou uma bomba, que acabou pegando no bra√ßo de S√©rgio Ramos que estava grudado ao seu corpo. Lance bastante complicado para a arbitragem, que preferiu nada marcar. O juiz acabou ‚Äėpunido‚Äô pouco depois, obviamente que sem querer, ao levar uma bolada na orelha de Neymar.

O Real Madrid não suportou a cadência dos franceses e teve de admitir uma inferioridade. Por longo tempo, o que se viu foi o Paris Saint-Germain pressionando em busca do gol da vitória, principalmente com Daniel Alves pela direita, enquanto os madrilenhos apenas especulavam nos contra-ataques, que nem apareciam com tanta frequência.

Zidane, ent√£o, resolveu agir. Mandou a campo Bale, Asensio e V√°zquez. Por outro lado, Unai Emery resolveu sacar Cavani. O recado foi dado pelo mestre e o time captou rapidamente a ideia. A ousadia de Zidane foi recompensada dois minutos ap√≥s suas substitui√ß√Ķes.

De novo o PSG perdeu a bola na sua intermedi√°ria e sofreu o abafa. Modric serviu Asensio pela esquerda. O atacante, ainda frio, aprofundou e cruzou. A bola desviou e Cristiano Ronaldo estava no lugar certo na hora certa, para, de joelho esquerdo, mostrar todo seu oportunismo e virar o jogo para o Real Madrid.

De soberano a atordoado, o Paris Saint-Germain sentiu o gol. E contra um gigante como o Real Madrid tal vacilo pode ser fatal. Apenas quatro minutos depois do fim da comemoração, Marcelo apareceu dentro da área com muita liberdade para aproveitar novo cruzamento de Asensio e correr para o abraço.

No fim, pesou o faro de gol de Cristiano Ronaldo e a intelig√™ncia de Zinedine Zidane para o Real Madrid saltar na frente do Paris Saint-Germain no duelo das oitavas de final da Liga dos Campe√Ķes. Dia 6 de mar√ßo tem mais.

O que vem pela frente
A expectativa pelo reencontro das duas equipes em Paris já é grande. Antes disso, porém, os dois times têm compromissos pelas suas ligas nacionais. Nesse sábado, o PSG recebe o Strasbourg, às 14 horas. Já o Real Madrid visita o Bétis às 16h45 do domingo (ambos em horário de Brasília).

FICHA T√ČCNICA
REAL MADRID-ESP 3 X 1 PARIS SAINT-GERMAIN-FRA

Local: Santiago Bernabéu, em Madri (Espanha)
Data: 14 de fevereiro de 2018, quarta-feira
Horário: 17h45 (horário de Brasília)
√Ārbitro: Gianluca Rocchi (ITA)
Auxiliares: Elenito Di Liberatore (ITA) e Mauro Tonolini (ITA)
Cart√Ķes amarelos: Isco, Nacho (RMA); Neymar, Lo Celso, Rabiot, Meunier (PSG)

GOLS:
Real Madrid: Cristiano Ronaldo, aos 44 minutos do 1T
PSG: Rabiot, aos 32 minutos do 1T e aos 37 minutos do 2T. Marcelo, aos 41 minutos do 2T.

REAL MADRID: Navas; Nacho, Varane, Sérgio Ramos e Marcelo; Casemiro (Vázquez), Kroos, Modric; Isco (Asensio), Cristiano Ronaldo e Benzema (Bale)
Técnico: Zinedine Zidane

PSG: Aréola; Daniel Alves, Marquinhos, Kimpembe e Berchiche; Rabiot, Lo Celso (Draxler), Verratti; Neymar, Cavani (Meunier), Mbappé.
Técnico: Unai Emery.

Um coment√°rio

  1. Tem quase tudo. S√≥ n√£o tem a genealidade e o car√°ter, em campo, de um Pel√©, de um Maradona, de um Cristiano Ronaldo, de um Leonel Messi. Quer dizer, dinheiro e apoio midi√°tico tem de sobra. √Č a eterna promessa, vai estar c 60 anos e ainda vai ser chamado de garoto de futuro.
    Ah, essa m√≠dia tupiniquim……

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