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A arte Visceral de Davi Cananéa

Matéria publicada em 23 de junho de 2018, 08:40 horas

 


Mostra faz parte do projeto Velotrol, ação cultural realizada pelo Sesc Paraty; exposição termina no próximo dia 08 de julho

Exposição pode ser conferida até o próximo dia 08 de julho – Foto: Divulgação

Oferecer um espaço para exposições temporárias individuais, divulgar e incentivar o trabalho artístico de jovens talentos de Paraty, esse é o projeto Velotrol, ação cultural realizada pelo Sesc Paraty.

De acordo com Daniel Ferenczi, técnico de Artes Visuais do Sesc Paraty, ao longo do ano a entidade oferece oficinas e palestras, além de uma exposição individual de um artista local, as atividades são voltadas para o público jovem. A partir de critérios estabelecidos, como ser nascido ou radicado em Paraty, ser um artista inédito e nunca ter feito uma exposição individual, o trabalho é selecionado para participar.

– O projeto funciona através de ações de formação, com oficinas e palestras, e fruição artística, com as exposições individuais – explica Daniel.

Em sua quinta edição, o projeto já apresentou trabalhos como as pinturas de Leo Amorim na mostra Exposição + ARTE, em 2014; as cerâmicas de Felipe Alcântara, na exposição Ibiporã, em 2015; fotografias de Gui Sena, em 2016; e Phelipe Paraense com Apague a Luz Por Favor, o ano passado. Além das exposições, a ação oferece oficinas e palestras.

Para 2018, chegam as obras de Davi Cananéa: respaldadas pela tradição do papel machê, mas pesquisando as novas possibilidades da argila, do lápis e da tinta acrílica. Em sua primeira exposição, o artista de 31 anos promete revelar uma outra faceta de Paraty: os personagens que vivem perambulando no “Bloco Assombrosos do Morro”, assustando os brincantes no Carnaval, trazendo uma particularidade paratiense a essa manifestação cultural. Como filho do Mestre Jubileu, tem grande conhecimento na tradicional arte da papietagem, na construção de máscaras e bonecos que “assombram” o Carnaval de Paraty.

Davi Cananéa frequenta o Bloco Assombrosos do Morro desde que se conhece por gente, mas sua obra transcende a arte do papel machê e se reinventa em desenhos, tinta acrílica, cerâmicas e grafites. Suas referências são contemporâneas e extrapolam os limites de Paraty, como a Arte Fantástica do polonês Zdzisław Beksiński e o movimento pop surrealista, mas sem pretensões intelectuais.

– O Davi Cananéa apresenta um trabalho consistente que permeia as técnicas tradicionais de Paraty, como a cerâmica e o papel machê, mas com um repertório autoral, diferenciado. O Sesc fez o convite e ele topou o desafio de produzir obras novas, específicas para esta empreitada – conta.

Ainda segundo Daniel, o artista é representante dos movimentos da cerâmica e do papel machê. Dedica-se, junto com a sua família, do tradicional bloco “Assombrosos do Morro”, que se apresenta nos carnavais da cidade com bonecos gigantes.

– Davi constrói personagens fantásticos, viscerais, que estão presentes no âmago do artista. Além disso, produz intervenções artísticas na cidade, como grafites, e recentemente, por conta da mostra Visceral, se dedicou a pintura em tela. Nós entendemos que através do seu trabalho, ele é uma figura capaz de aproximar o público jovem ao Centro Cultural, um dos motivos pelos quais ele foi o escolhido para estar nesta edição do projeto – destaca.

 

Serviço:

A exposição Visceral, de Davi Cananéa, pode ser conferida até 08 de julho, de terça a sexta-feira, das 10h às 19h, sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h. Na Unidade Sesc Santa Rita (Rua Dona Geralda, 15, Centro Histórico), com entrada gratuita.

Por: Amanda Teixeira –  amandateixeira@diariodovale.com.br

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