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A dança dos planetas no céu de Junho

Matéria publicada em 11 de junho de 2018, 08:07 horas

 


Vênus, Júpiter e Marte iluminam as noites frias do mês

Marte: Planeta se aproxima da Terra este mês

Anéis: Saturno também está mais perto

Júpiter: Planeta esta na constelação de Libra

Venus: Estará ao lado da lua crescente no meio de junho

O céu estrelado vai estar lindo nas noites frias da nossa região. Quatro planetas estarão visíveis ao longo da noite este mês, e basta que o céu esteja límpido e sem nuvens para apreciar seu brilho. Para quem tem uma pequena luneta é a época ideal para observar Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Mas mesmo a olho nu esses planetas se destacam no céu pelo seu brilho intenso e mais firme que o das estrelas comuns. O inverno começa na semana que vem e apesar das chuvas, provocadas pelo avanço das frentes frias, ainda teremos muitas noites de céu claro ao longo do mês.
Assim que o Sol se esconde podemos observar o planeta Vênus, brilhando em todo o seu esplendor acima do horizonte oeste. Depois do Sol e da Lua Cheia, Vênus é o astro mais brilhante do céu. Foi por isso que os antigos gregos e romanos batizaram este ponto cintilante com o nome da deusa da beleza. Vênus é o planeta mais próximo e mais parecido com a Terra em tamanho. E durante muitos anos se imaginou que ele fosse uma espécie de gêmeo da Terra, com oceanos e florestas. Histórias em quadrinhos imaginavam Vênus como uma Terra primitiva, cheia de dinossauros e outros animais pré-históricos. As sondas espaciais acabaram com essas fantasias revelando um mundo sufocado por um efeito estufa descontrolado, com chuvas de ácido sulfúrico e temperaturas de 300 graus na superfície.
Como se encontra entre a Terra e o Sol, Vênus apresenta fases como a Lua. Com uma luneta comum é possível observa-lo como uma meia lua nesta época do ano. O lado direito brilhando com a luz do Sol e o esquerdo mergulhado na noite.
Por estar perto do Sol, Vênus só é visível durante as primeiras horas da noite, entre as 18h30 e as 19h30. Logo depois ele se esconde no horizonte, depois das 20 horas já é possível observar Júpiter brilhando como um astro amarelado na constelação da Libra. Ao telescópio Júpiter mostra suas faixas de nuvens escuras e suas luas, que levaram o cientista italiano Galileu Galilei a concluir que a Terra não era o centro do Universo, como a igreja católica ensinava naquela época.
Por volta da meia-noite Marte aparece no horizonte leste como uma estrela avermelhada, semelhante a Antares, a estrela alfa da constelação do Escorpião que domina o céu no inverno. Na verdade Antares vem de anti-Ares, a rival de Marte, o planeta vermelho encontra-se em fase de aproximação com a Terra e a cada dia que passa ele fica meio milhão de quilômetros mais próximo de nós. Há 15 anos que Marte não fica tão perto da Terra, o que os astrônomos chamam de oposição. Foi durante uma dessas oposições que o escritor britânico H.G.Wells imaginou a invasão da Terra pelos marcianos no clássico da ficção científica “A guerra dos mundos”.
Até a década de 1960 ainda se dizia que as aparições de discos voadores aumentavam durante essas aproximações do planeta. Hoje sabemos que não há vida em Marte, mas mesmo assim um monte de gente anda com vontade de se mudar para lá. Com um telescópio de porte médio é possível observar as calotas polares brancas do planeta e seus desertos cor de ferrugem.
Saturno brilha durante a madrugada, na constelação do Sagitário. Ele também se encontra numa fase de maior proximidade com a Terra, mas mesmo assim encontra-se a mais de um bilhão de quilômetros de distancia. Ele é chamado de “a joia do Sistema Solar” devido aos seus anéis de partículas de gelo. Que podem ser observados com uma luneta. No dia 27, lá pelo final do mês, a lua vai estar ao lado de Saturno, separada do planeta pela distancia aparente de um grau. O que rende ótimas fotografias.
Portanto coloque um agasalho e curta o show dos planetas nas noites estreladas de junho.

Por: Jorge Luiz Calife

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