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A volta do ‘Cosmos’ pela Companhia das Letras

Matéria publicada em 8 de janeiro de 2018, 13:50 horas

 


Nova edição é baseada no pocket book e tem uma nova introdução

O ano era 1979, o homem tinha pisado na Lua há uma década e as sondas espaciais Voyager 1 e 2 começavam a explorar as fronteiras do sistema solar. Foi quando o astrônomo Carl Sagan, que tinha trabalhado no projeto Viking, da Nasa, (que pousou a primeira sonda em Marte, no ano de 1976) teve a ideia de criar uma série de televisão sobre o Universo. Usando efeitos visuais modernos para mostrar o mundo das galáxias e dos planetas para um público que ainda não absorvera as consequências da nova era do espaço.

“Cosmos” surgiu em uma época em que nossa exploração do universo estava apenas começando. Quando a série foi exibida na televisão as Voyager tinham visitado o planeta Júpiter e suas luas. E ainda tinham pela frente uma longa viagem em direção a Saturno, Urano e Netuno. Como diz Sagan estávamos na praia do oceano cósmico e a água parecia convidativa. Usando efeitos simples de animação e chroma key “Cosmos” criou imagens fantásticas e virou um sucesso mundial. E logo foi transformado em livro.

A primeira edição brasileira, saiu em 1980, um ano depois da estreia da série na TV. Era um lindo volume todo ilustrado com mais de cem imagens coloridas do seriado, que acompanhavam perfeitamente a prosa rica do autor. Essa edição, da Francisco Alves, ainda pode ser encontrada nos sebos e vale uma garimpagem. Depois tivemos uma edição portuguesa, que circulou no Brasil na década passada e agora uma reedição da Companhia das Letras.

A nova edição é baseada na versão pocket da Ballantine Books. E só tem o texto do Sagan e um pequeno encarte com doze fotos da edição original (que tinha mais de cem). A grande pergunta é se a obra sobrevive sem o seu visual espetacular. A resposta é sim. Sagan tinha um texto fluido e agradável que envolve o leitor e o leva a sonhar com as profundezas do oceano do espaço. A nova edição tem um prefácio escrito pelo astrônomo Neil deGrasse Tyson, que tenta ser um sucessor de Sagan mas só nos deixa com saudades do original, falecido prematuramente em 1996.

Reedição: O original era muito melhor

Reedição: O original era muito melhor

 

 

Por Jorge Luiz Calife

jorge.calife@diariodovale.com.br

Um comentário

  1. Muito bom livro, Carl Sagan era o mestre da divulgação científica. Os DVDs com a série original também foram relançados. Os dois valem muito a pena, tenho até hoje a edição original da Francisco Alves e os DVDs lançados em banca pela Superinteressante. Muito bom saber do relançamento de ambos.

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