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As novas estrelas de Hollywood

Matéria publicada em 16 de fevereiro de 2017, 08:20 horas

 


Emma Stone e Felicity Jones pertencem a mais nova geração de musas

Emma Stone, a estrela de “La La Land” tem boas chances de ganhar o Oscar de Melhor Atriz pelo seu papel no envolvente musical. Afinal, ela já faturou o Globo de Ouro e o BAFTA por sua performance neste filme. Nada mal para uma atriz de 29 anos que começou a chamar a atenção fazendo o papel da Gwen Stacy, a namorada do Homem Aranha no fracassado “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro” (2014). Stone representa a mais nova geração de estrelas do cinemão, que inclui também a Felicity Jones, a mocinha de “Rogue One”.

O cinema está sempre se renovando e à medida que as atrizes da década passada vão envelhecendo, surgem novos destaques. Emma Stone e Felicity Jones se encontram hoje onde a Nicole Kidman estava em 1995 ou a Anne Hathaway se encontrava em 2005. É aquele momento em que a jovem atriz vira estrela de primeira grandeza e vê sua fama e sua conta bancária subirem para a estratosfera.

Com 1,68 de altura, Emma Stone nasceu no Arizona e é filha de um executivo e de uma arquiteta. Ela começou sua carreira na televisão, em 2005, fazendo o papel que foi da Susan Day em um remake da “Família Dó Re Mi”. O que permitiu que ela exercitasse tanto o seu talento vocal como de atriz.

Nesses últimos dez anos sua carreira se acelerou. A ponto de ser indicada para o Oscar e o Globo de Ouro já em “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” do diretor Alejandro Inarritu. O que não é comum para uma atriz iniciante, e só com um filme do Homem-Aranha no seu currículo.

Mesmo que ela não ganhe o Oscar pelo “La La Land” seu talento já está consagrado. Nos próximos anos vamos vê-la no papel da Cruella de Vil em mais um remake dos “101 Dálmatas”. De mocinha para vilã, refazendo um papel que foi da Glenn Close na versão de 1996. Se Emma Stone é uma estrela 100% americana, Felicity Jones nasceu do outro lado do Atlântico, na nublada Birmighan, bem longe dos céus azuis e do calor do Arizona.

Cinco anos mais velha do que Emma Stone, Felicity Jones também trabalhou em “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro” como Felicia. Acho que o diretor Marc Webb nem imaginava que tinha duas futuras estrelas em seu elenco. Podia ter expandido a participação delas.

Depois do “Homem-Aranha”, a jovem inglesa emplacou uma série de filmes de sucesso, como a “Teoria de Tudo” onde fez o papel da namorada e depois esposa do físico Stephen Hawking. Ano passado ela apareceu ao lado do Tom Hanks como a doutora Sienna Brooks, que ajuda o simbologista Robert Langdon a desvendar mais uma conspiração envolvendo monumentos e artefatos da Europa.

O papel da rebelde Jyn Erso caiu como uma luva para ela. Desde o primeiro filme de “Guerra nas Estrelas” que os membros do império galáctico falam com sotaque britânico. E como Jyn é filha de um engenheiro imperial, o homem que projetou a Estrela da Morte, parece adequado que uma atriz britânica tenha sido escolhida para o papel. Ela concorreu com Kate Mara e Tatiana Maslany que também participaram dos testes para o papel e perderam.

Ao contrário de Daisy Ridley, Jones não vai retornar em outros filmes da franquia. Afinal, ela foi completamente desintegrada pela Estrela da Morte no final do filme. Sua página na internet movie database não lista nenhum projeto futuro. Parece que a jovem atriz resolveu descansar um pouco depois de suas aventuras nos mundos de Dan Brown e da Guerra nas Estrelas. Mas certamente voltaremos a assistir suas performances em um futuro bem próximo.

 

Por Jorge Luiz Calife

jorge.calife@diariodovale.com.br

3 comentários

  1. Obrigado pelo spoiler do final de Rogue One ¬¬

  2. Emma Stone já fez vários filmes, e não só O Homem-Aranha. Ela já fez Superbad, A casa das Coelinhas, Histórias Cruzadas e A Mentira; só para citar alguns; todos estes antes do filme do Homem-Aranha

  3. A indicação para melhor atriz em Birdman foi puramente pelo hype que havia em torno do filme.
    Ela não estava tão bem assim.

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