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Mistureba agita Salvador

Matéria publicada em 14 de março de 2018, 08:00 horas

 


Banda de Volta Redonda se apresentou durante o Carnaval no conhecido camarote Expresso 2222, que este ano foi administrado pela cantora Preta Gil

Volta Redonda – O Carnaval já passou, mas, com certeza, a experiência da galera da banda Mistureba, de Volta Redonda, vai ficar na memória por um bom tempo. Os músicos embalaram o camarote Expresso 2222, que este ano foi administrado pela cantora Preta Gil, em Salvador. Segundo a vocalista Camilla Nobre, a cantora Preta Gil é amiga dos músicos desde 2009.
– A gente conhece a Preta desde 2009, quando lançamos nosso primeiro disco da banda Madame Zero. Começamos uma amizade que foi sendo construída com os anos e, todas as vezes que tinha uma oportunidade interessante, ela propunha de a gente participar. A Preta é muito generosa e acredita no nosso trabalho – diz Camilla.
E quando começou o projeto da banda Mistureba, que já tem cinco anos de estrada, os músicos começaram a fazer um outro tipo de posicionamento. “A Madame é mais pop rock, autoral, já a Mistureba, como o próprio nome diz, mistura todos os ritmos, tem outra dinâmica de show, outro repertório, outros instrumentos”.
– A Preta viu esse projeto do Mistureba e sempre deu chance. Já tocamos no Circo Voador, já fizemos diversas participações com o Bloco da Preta, enfim, o público da Preta é generoso, são carinhosos, assim como ela. E assim surgiu a oportunidade de nos apresentarmos no camarote Expresso 2222, que foi criado pelo pai da Preta, Gilberto Gil, e pela madrasta, Flora. É um camarote muito tradicional em Salvador. Esse ano a Flora passou o bastão para a Preta, que assumiu a administração do Expresso, já que é a mais ligada com a proposta – explica Camilla.
Para quem não conhece, o camarote fica no começo do circuito de blocos (Dodô), em frente o Farol da Barra. Camilla conta que lá o Carnaval começa mais cedo e é bem democrático. “Tem trios de todos os jeitos, com grandes estrelas e os menores também. Todos apresentam a primeira música em frente o camarote Expresso 2222, que tem uma estrutura muito bacana”.
– Todos os anos eram só para convidados da família Gil. Esse ano a Preta abriu para vendas e foi um sucesso. A banda Mistureba foi a atração fixa, junto com a DJ Ju de Paulla. Nós nos apresentamos todos os dias do Carnaval, de quinta a terça-feira. A Preta esteve com a gente quinta, sexta, segunda e terça-feira, por conta de outros compromissos – fala.
Além da Camilla, a Mistureba foi composta por Diogo Noyma, Lenny Santos, Renato Barreto, Tavinho Santana e Márcio Jacaré. De acordo com Camilla, a proposta foi interessante, pois, teoricamente, a Mistureba era uma banda desconhecida por lá.
– A gente se preparou, mas foi tudo em cima da hora, muito intuitivo. O Carnaval de Salvador é um dos maiores, temos o maior respeito pela cultura, pelos artistas, uma grande admiração. Minha preocupação era levar o trabalho da Mistureba sem parecer caricato, não somos uma banda de axé, não queríamos perder a identidade. Queríamos mostrar o trabalho e nosso repertório tinha que atender as pessoas que estavam ali – diz Camilla, ressaltando que por dia cerca de 1,6 mil pessoas passaram pelo camarote.
E como não poderia deixar de ser, foi um sucesso, o que surpreendeu a cantora. “Não esperava que os foliões abraçassem a banda, que gostassem, pelo contrário, esperava até uma rejeição, por sermos do Rio, de outra cultura, ficamos receosos. Apresentamos de tudo um pouco e fiquei surpresa, fomos muito bem recebidos pelo público”.
– Foi um marco na minha carreira. Fizemos muitas coisas que nos trouxeram experiências diferentes. Teve Olimpíadas, Parque Olímpico, comitê, mas, com certeza, o camarote vai ficar na história – afirma.

Camarote Expresso 2222: Mistureba se apresentou em Salvador todos os dias de Carnaval  (Fotos: Divulgação)

Camarote Expresso 2222: Mistureba se apresentou em Salvador todos os dias de Carnaval (Fotos: Divulgação)

Participações

E como não podia ser diferente, a banda Mistureba dividiu o palco com grandes estrelas. Entre elas Erika Ender, uma das compositoras do sucesso “Despacito”, e Emanuelle Araújo, da banda Moinho.
– Foi lindo demais. Caetano Veloso, Gilberto Gil, e outros grandes nomes da música passaram pelo camarote. Foi uma experiência única – diz Camilla.

Projetos

Falar em Camilla Nobre, sem falar em Madame Zero, é quase impossível. Segundo a cantora, ela tem tentado caminhar de forma simultânea entre os dois projetos.
– Minha vida é trabalhar. Direciono como dá, o mercado mudou muito. O mercado para o pop rock já não é tão aquecido como há um tempo atrás. A gente busca trabalhar com a Madame mais em redes sociais, temos um canal no YouTube, onde lançamos ano passado um projeto chamado “Madame Zero em Casa”, gravamos vídeos lá em casa e foi bem legal. Vamos continuar com esse projeto esse ano. A Madame Zero continua com todo gás. Tenho públicos que admiram tanto a Madame quanto a Mistureba. Ninguém é uma coisa só. A gente é feito de várias coisas, nossa memória afetiva vem de várias coisas. A música tem esse poder de nos levar para momentos. E a trilha sonora da vida da gente pode ser diversificada – fala.
E tem novidade com a Mistureba para 2018 também. A banda pretende lançar um clipe da música “Pode Ser Amor” esse ano.
– Pretendemos fazer mais músicas autorais para a Mistureba, para construir uma identidade autoral para a banda, que misture tudo que a gente acredita – finaliza.

Mistureba6

2 comentários

  1. Poucas coisas na região são tão ruins quanto essa mistureba.
    Eles têm o poder. O poder de estragar qualquer evento.
    Pra piorar, ainda pegaram bons músicos pra completar a bagunça, e agora esses bons músicos são obrigados a tocar Pablo Vittar na voz chata da vocalista do Misturuim.
    Uma região repleta de talentos, e a gente ouvindo batuque chato dessa banda horrorosa.
    Eta povinho…

    • Seu comentário está aguardando moderação.
      Poucas pessoas na região são tão imbecis quanto você, MARCELLO NETO.
      Você teve o poder. O poder de FALAR TANTA MERDA em um texto tão curto.
      Pra piorar, ainda PAGA de entendedor de música e bons gostos musicais pra completar a bagunça, e agora esses bons músicos são obrigados a ler essa quantidade de merda que você escreveu, e, ainda bem, sem ter que escutar a sua voz.
      Uma região repleta de pessoas boas, e a gente lendo esse texto chato desse cara imbecil.
      Eta zé ruelaaa…

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