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Cachaça fabricada no Estado do Rio ganha incentivo

Matéria publicada em 19 de agosto de 2017, 09:02 horas

 


Lei garante que locais de venda de destilados incluam pelo menos quatro rótulos da bebida

Rio – A mais brasileira das bebidas agora terá lugar de destaque em estabelecimentos do Rio de Janeiro. Uma lei recente determina que bares e restaurantes que vendem destilados tenham no cardápio pelo menos quatro rótulos de aguardentes produzidos no estado. O Rio é o segundo estado que mais exporta cachaça, o que já atesta sua boa receptividade no mercado. De acordo com o vice-secretário de Desenvolvimento Econômico, Alberto Mofati, a cachaça fluminense é referência nacional, figurando entre os melhores destilados do mundo. A expectativa é de que a lei impulsione a comercialização do produto que, muitas vezes, tem sua qualidade desconhecida pelo público em geral.

Cerca de metade das cachaças brasileiras que possuem o Selo do Inmetro – que atesta a conformidade de processos e produtos – são de terras fluminenses. Hoje, o Rio de Janeiro abriga cerca de 50 empresas produtoras de aguardente, devidamente regularizadas. O setor gera em torno de dois mil empregos formais, segundo estimativas da Apacerj (Associação dos Produtores e Amigos da Cachaça do Estado do Rio de Janeiro).

Dar visibilidade à aguardente fluminense é uma forma de estimular o surgimento de novos apreciadores da bebida.

– A diversificação dos produtos nos estabelecimentos é fundamental para aquecer a economia. A cachaça fluminense tem preços atrativos e um público com potencial de crescimento. Manter os produtos à disposição dos clientes no estabelecimento é um ganho não só para o comércio, como também para os produtores – disse Alberto Mofati.

Há cinco anos, a cachaça virou Patrimônio Histórico Cultural do Rio de Janeiro, mas a sua história no estado atravessa séculos. A qualidade da produção fluminense está associada, entre outros fatores, à tradição no setor.

– Os produtores fluminenses se aperfeiçoaram em processos que evidenciam o sabor e agregam valor ao produto. São empresas que, em sua maioria, surgiram familiares e criaram uma tradição em torno da marca – explicou Mofati.

Dar visibilidade à aguardente fluminense é uma forma de estimular o surgimento de novos apreciadores da bebida (Foto: Divulgação)

Dar visibilidade à aguardente fluminense é uma forma de estimular o surgimento de novos apreciadores da bebida (Foto: Divulgação)

Paraty organiza festival

Realizado desde 1982, quando começou com o nome Festival da Pinga e Produtos Típicos de Paraty, o 35º Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty é um dos eventos mais tradicionais da cidade, atraindo um grande público. O evento vai até domingo (20), no areal do Pontal, com entrada gratuita.

O evento acontece em uma única tenda, com quiosques dos alambiques tradicionais, como Pedra Branca, Paratiana, Engenho d’Ouro, Coqueiro e Corisco. O público poderá comprar e degustar a cachaça, além de aproveitar o palco de shows musicais gratuitos e quiosques de alimentação.

3 comentários

  1. Sei que bafo de cachaça, ninguém merece…

  2. Não ganharam incentivo.
    Os comerciantes que foram obrigados a ter nos estabelecimentos.
    Uma garrafa de 51 custa R$:8,00, uma barrigudinha R$1,50.
    Ai são obrigados a ter uma cachaça que custa R$50,00 a garrafa.
    De acordo com o SindRio, são 11.000 estabelecimentos no Rio de Janeiro.
    Logo 5 x 11.000 = 55000 rotulos serão espalhados pela cidade.
    considerando um preço medio de R$30,00 por garrafa teremos um total de aproximadamente R$ 2 milhoes injetados nas cachaçarias.
    Como dizia Chico Buarque, “qual a parte que te cabe deste latifundio”?

  3. Só mais uma lei pra não ser cumprida….

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