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Comércio de livros sobrevive à crise

Matéria publicada em 10 de janeiro de 2017, 08:20 horas

 


Donos de ‘sebos’ de Volta Redonda afirmam que vendas tiveram queda de até 50%

O comércio de livros usados também sentiu um impacto nas vendas em decorrência da crise econômica, registrando perdas de até 50% em suas vendas.

O comerciante Fernando Alexandre, que trabalha há sete anos com livros usados no bairro Aterrado, confirma que suas vendas caíram muito no ano passado.

– Vendo apenas livros e revistas usadas e o meu negócio teve uma redução nas vendas, acredito que em razão da crise econômica que atingiu todos nós. No meu caso tive uma redução de 30 a 40% nas vendas de livros, mesmo oferecendo a possibilidade de troca ao cliente – afirma.

Segundo Alexandre, os seus clientes costumam ser pessoas acima de 40 anos que procuram livros usados pelo valor mais baixo ou por serem escassos alguns editores preferidos deles.

– Na maioria das vezes os meus livros saem pela metade do preço de um livro novo. Comercializo todo tipo de livro e no caso dos didáticos e paradidáticos, eles são bem procurados no início do ano por estudantes, pais de alunos e professores, que vão em busca de um bom livro mais em conta. O que me mantém são meus clientes fiéis, que buscam editores que não são encontrados mais em livrarias – ressalta.

Em relação a internet, Alexandre diz que ela contribuiu para uma redução nas vendas de usados, principalmente entre os jovens. “Mas aqueles clientes fiéis e pessoas mais velhas ainda preferem o livro tradicional, em papel”.

De acordo com o comerciante Fernando Washington, que há trinta anos comercializa livros usados, as vendas caíram em mais de 50% em sua loja, também localizada no bairro Aterrado, devido, principalmente, à crise econômica.

– Vários fatores contribuíram para essa redução nas vendas de livros usados, mas a crise, com certeza, foi o fator principal. Também estamos sofrendo a influência da internet, além do fato de que livro nunca foi considerado gênero de primeira necessidade em nosso país – desabafa.

No caso dos jovens, eles optam mais pela praticidade de baixar qualquer livro pela internet, principalmente os livros de faculdades e escolares.

– Meus clientes são pessoas de todas as idades que têm a necessidade de adquirir um livro e não possui recursos financeiros para isso. No meu sebo trabalho com 50% do valor de um livro novo, lembrando que o meu negócio é circular mercadoria, razão pela qual sempre procuro dar um preço mais baixo – conclui.

Crise: Procura por livros e revistas usadas tem sido abaixo da média (Foto: Júlio Amaral)

Crise: Procura por livros e revistas usadas tem sido abaixo da média (Foto: Júlio Amaral)

Por Júlio Amaral

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