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E 1968, o ano inesquecível, está fazendo 50 anos

Matéria publicada em 12 de Março de 2018, 13:57 horas

 


Livro relembra os protestos, os filmes e as músicas do ano que ficou na história

O ano de 1968, quem diria, está completando 50 anos. Para relembrar aquele momento inesquecível da história contemporânea a editora Zahar está lançando “1968: eles só queriam mudar o mundo”, da Regina Zappa e Ernesto Soto. O livro é uma espécie de almanaque de 1968 e relembra as manifestações de rua e entrevistas das figuras polêmicas daquela época. Fala das músicas e dos filmes que estavam na moda também.
Era a época da chamada “contracultura” e do movimento hippie. Dos jovens de cabelos compridos que queriam largar tudo para viver em comunidades no meio do mato. Era fácil naquele tempo, não tinha dengue nem febre amarela. Se fosse hoje em dia tinha morrido todo mundo. Também não havia Aids e falava-se no sexo livre e em grupo. A nudez estava no teatro em peças como Hair e Oh Calcuta!, onde todo mundo ficava pelado. Era considerado moderno. Hoje em dia seria uma baixaria.
Se a nudez dominava os palcos o pau comia nas ruas. No Brasil o ano de 1968 marcou o endurecimento da ditadura militar. Os estudantes saíam em passeatas pedindo a democracia e o fim da censura e do regime militar. O governo respondia com tropas à cavalo, bombas de gás lacrimogênio e cassetetes. Os americanos viviam o drama da guerra do Vietnã, com os jovens sendo recrutados para lutar e morrer em um país enlameado lá do sudeste asiático.
Em Washington também tinha passeata, que nem no Rio de Janeiro, só que contra a guerra do Vietnã. Que acabou no início da década seguinte com a retirada dos Estados Unidos e a vitória do Vietnã do Norte. O Vietnã foi unificado, virou um país pobre e falido e pediu ajuda aos Estados Unidos.
Era a época dos festivais da canção, que aconteciam no Maracanãzinho e eram transmitidos ao vivo para todo o país. Mas foi também a época da conquista do espaço, menos celebrada pela esquerda brasileira porque terminou com a derrota da União Soviética. Com os três americanos da Apollo 8 orbitando a Lua no Natal de 1968. No cinema já tínhamos viajado para o infinito e além com o “2001” do Stanley Kubrick. Tempo bom!

1968: Muito protesto e pouco resultado

1968: Muito protesto e pouco resultado

Por Jorge Luiz Calife
jorge.calife@diariodovale.com.br

 

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