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terça-feira, 14 de agosto de 2018

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E 1968, o ano inesquecível, está fazendo 50 anos

Matéria publicada em 12 de março de 2018, 13:57 horas

 


Livro relembra os protestos, os filmes e as m√ļsicas do ano que ficou na hist√≥ria

O ano de 1968, quem diria, est√° completando 50 anos. Para relembrar aquele momento inesquec√≠vel da hist√≥ria contempor√Ęnea a editora Zahar est√° lan√ßando ‚Äú1968: eles s√≥ queriam mudar o mundo‚ÄĚ, da Regina Zappa e Ernesto Soto. O livro √© uma esp√©cie de almanaque de 1968 e relembra as manifesta√ß√Ķes de rua e entrevistas das figuras pol√™micas daquela √©poca. Fala das m√ļsicas e dos filmes que estavam na moda tamb√©m.
Era a √©poca da chamada ‚Äúcontracultura‚ÄĚ e do movimento hippie. Dos jovens de cabelos compridos que queriam largar tudo para viver em comunidades no meio do mato. Era f√°cil naquele tempo, n√£o tinha dengue nem febre amarela. Se fosse hoje em dia tinha morrido todo mundo. Tamb√©m n√£o havia Aids e falava-se no sexo livre e em grupo. A nudez estava no teatro em pe√ßas como Hair e Oh Calcuta!, onde todo mundo ficava pelado. Era considerado moderno. Hoje em dia seria uma baixaria.
Se a nudez dominava os palcos o pau comia nas ruas. No Brasil o ano de 1968 marcou o endurecimento da ditadura militar. Os estudantes saíam em passeatas pedindo a democracia e o fim da censura e do regime militar. O governo respondia com tropas à cavalo, bombas de gás lacrimogênio e cassetetes. Os americanos viviam o drama da guerra do Vietnã, com os jovens sendo recrutados para lutar e morrer em um país enlameado lá do sudeste asiático.
Em Washington também tinha passeata, que nem no Rio de Janeiro, só que contra a guerra do Vietnã. Que acabou no início da década seguinte com a retirada dos Estados Unidos e a vitória do Vietnã do Norte. O Vietnã foi unificado, virou um país pobre e falido e pediu ajuda aos Estados Unidos.
Era a √©poca dos festivais da can√ß√£o, que aconteciam no Maracan√£zinho e eram transmitidos ao vivo para todo o pa√≠s. Mas foi tamb√©m a √©poca da conquista do espa√ßo, menos celebrada pela esquerda brasileira porque terminou com a derrota da Uni√£o Sovi√©tica. Com os tr√™s americanos da Apollo 8 orbitando a Lua no Natal de 1968. No cinema j√° t√≠nhamos viajado para o infinito e al√©m com o ‚Äú2001‚ÄĚ do Stanley Kubrick. Tempo bom!

1968: Muito protesto e pouco resultado

1968: Muito protesto e pouco resultado

Por Jorge Luiz Calife
jorge.calife@diariodovale.com.br

 

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