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Fuja dos mosquitos em alto mar

Matéria publicada em 22 de Janeiro de 2018, 14:51 horas

 


No verão da febre amarela os cruzeiros marítimos são uma ótima opção; agências de viagens aqui da região oferecem pacotes regulares

O verão de 2018 está sinistro. Com mosquitos carregados de vírus rondando nossas cidades e pontos turísticos. E nem todo mundo pode se vacinar. Os idosos, por exemplo, ficam de fora. Se o leitor está de férias, a procura de um lugar seguro para curtir o sol e o mar, a melhor opção é embarcar em um navio. Desses de cruzeiros que ficam circulando pelos nossos mares. A bordo de um navio não tem mosquito e você não precisa se preocupar com repelente, vacina (desde que não rume para um porto infectado), nem com qualquer praga urbana. É só curtir o sol, o mar e as festas.

Um navio de cruzeiros é como um resort de luxo, só que em movimento. Durante o dia você pode se esbaldar nas piscinas (tem várias, para todas as idades), cochilar em uma cadeira de convés ou fazer caminhada. Caminhada em um navio?! Pode perguntar o leitor. Sim, um típico navio de cruzeiros tem mais de duzentos metros de comprimento. Se você der uma corrida completa em torno do convés são 400 metros. Duas corridas, 800 metros, três você já correu mais de um quilômetro. Mas, é claro, que todo cruzeiro que se preza tem uma boa academia a bordo.

De noite tem os shows, com música e cantores, pista de dança e jantares. Daí que é bom levar um traje a rigor, ou pelo menos social na sua bagagem. Caso você tenha o privilégio de jantar na mesa do capitão. E tem o céu estrelado das noites longe da costa que é uma visão indescritível. Você se sentirá suspenso entre dois oceanos, o oceano das águas e o oceano das estrelas.

Alto mar: Cruzeiros são boas opções para quem quer fugir do Aedes aegypti (Foto: Divulgação)

Alto mar: Cruzeiros são boas opções para quem quer fugir do Aedes aegypti (Foto: Divulgação)

Ainda tem gente que chama os navios de cruzeiros de transatlânticos. É um erro, motivado pela história passada desse tipo de embarcação. Transatlânticos eram os navios que faziam a ligação entre as Américas e a Europa, em meados do século XX, antes da popularização do transporte aéreo. Até a década de 1940 as viagens de avião eram longas e desconfortáveis e a maioria das pessoas preferia cruzar o oceano a bordo de um navio. Entre os Estados Unidos e a Europa as viagens levavam mais ou menos uma semana, dependendo da velocidade do navio. E as empresas disputavam o mérito de possuir o transatlântico mais rápido e mais luxuoso.

Havia um prêmio para o transatlântico mais rápido, a Fita Azul. Em 1933, por exemplo, o transatlântico italiano SS Rex ganhou o troféu ao cruzar o Atlântico em quatro dias e treze horas.

Com a introdução dos aviões a jato, rápidos e confortáveis, em 1958, os transatlânticos estavam com os dias contados. Mesmo assim os ingleses ainda construíram um gigante de luxo, o Queen Mary 2, em 2004. Que é atualmente o maior navio do mundo. Com a obsolescência dos transatlânticos os grandes navios de luxo passaram a fazer cruzeiros marítimos pelo Caribe, o Oceano Pacífico e a costa das Américas. A maioria dos navios modernos é desse tipo, ainda que tenham a capacidade de cruzar os oceanos em caso de necessidade. O Queen Mary 2, por exemplo, viaja com frequência para a Austrália.

Muita gente tem medo de viajar de navio porque acha que vai enjoar. Isso era no passado. Os navios modernos têm estabilizadores que reduzem o balanço provocado pelas ondas. No lugar das hélices traseiras, dos antigos transatlânticos, os modernos navios de cruzeiros são impulsionados por azipods. Casulos com hélices que podem girar de um lado para o outro garantindo a estabilidade. Além da estabilidade todos os modernos navios de cruzeiros são equipados com radar e antenas de satélite. Seus comandantes recebem boletins meteorológicos diários, evitando as tempestades e os mares turbulentos.

As agências de viagens aqui da nossa região oferecem cruzeiros regulares. Tanto na costa brasileira quanto para o exterior. Não fique sentado esperando o mosquito, embarque no próximo.

 

Por Jorge Luiz Calife

jorge.calife@diariodovale.com.br

 

5 comentários

  1. Em um cruzeiro destes dá para fugir da violência do Rio de Janeiro também…

  2. paga aí pra mim ir

  3. E La Nave Va, de Fellini, parte 2: “Fugindo dos Vírus Mortais”. Observação: não citou os cruzeiros pelo Mediterrâneo. Ou acabaram depois que um dos grandes navios tombou na costa da Itália?

  4. jose antonio cevidanes

    Reportagem de bosta!
    Jorge Luiz pisou na bola…
    Vamos reeleger Michel Temer e pra vice Joeslei Batista. Mudar a Constituição para eles ficarem mais 8 anos…
    País avacalhado; ao embarcar no navio não esqueça sua carteira de vacinação…

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