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Livro detona com tecnologias do futuro

Matéria publicada em 11 de junho de 2018, 06:12 horas

 


“Logo logo” sai no Brasil pela editora Intrínseca depois do sucesso no exterior

 

“Logo logo: dez tecnologias que vão melhorar e/ou arruinar tudo” é aquele livro sobre o futuro que comentei no ano passado, na coluna de ciência. Na época o livro só existia na edição em inglês. Agora está chegando às nossas livrarias, em edição da editora Intrínseca. Escrito por um casal de autores, Kelly e Zach Weinersmith, ela pesquisadora, ele cartunista, o livro examina as promessas e os perigos de várias tecnologias novas. De enxames de robôs minúsculos a torradeiras movidas a fusão nuclear.
O livro critica, por exemplo, o projeto do bilionário Ellon Musk, que pretende inaugurar um serviço de transporte intercontinental com foguetes na próxima década. Os autores do livro lembram que o combustível dos foguetes atuais é altamente poluidor, eles não causam grande impacto sobre o meio ambiente porque são lançados relativamente poucos foguetes ao longo de um ano, mas se as pessoas começarem a lançar foguetes todo o dia, para ir para Nova York ou para o Japão a poluição será um problema.
Além disso, a aceleração desses foguetes fará com que os passageiros se sintam numa montanha russa infernal. Outra ameaça para o nosso futuro, segundo os autores do livro, são as tecnologias de interface cérebro-computador. Numa entrevista para o site “Space.com” Kelly Weinershmith resumiu bem o problema: “Se você colocar uma colônia de pessoas num planeta de Alfa Centauri e elas ainda forem capazes de ler Shakespeare, e entender do que ele está falando, essas pessoas ainda são humanas para mim. Mas quando falamos de tecnologias que alteram o cérebro entramos num mundo totalmente novo e deixamos de ser pessoas” disse a autora.
Para ela a solução para o problema das viagens espaciais seria o elevador orbital, previsto pelo escritor Arthur C.Clarke em seu romance “As fontes do paraíso”. A ideia é estender um cabo de nano fibras de um satélite no espaço até a superfície da Terra. Depois de solidamente ancorado o cabo serve de suporte para elevadores de propulsão elétrica que passam a levar pessoas e carga para o espaço, sem o estrondo e a poluição dos foguetes.
Como no caso das usinas solares espaciais, o elevador espacial ainda implica num alto custo para construção e desenvolvimento. O que adia o projeto para o final deste século. E quanto aos androides do Blade Runner? Esses vão continuar a ser fantasia ainda por muito tempo.

Por: Jorge Luiz Calife


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