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O cinema em tempo de crise

Matéria publicada em 31 de maio de 2018, 08:36 horas

 


Drama musical e comédia brasileira são as atrações da semana

Sonho: Americano quer ser compositor

O cinema anda numa entressafra. Os filmes mais esperados da temporada já foram exibidos e só em meados de junho é que teremos outras superproduções. A falta de gasolina e as greves também não animam as pessoas a saírem de casa, mas se você já abasteceu seu carro ou mora perto de um cinema, dentre as opções esta semana temos o drama musical “Eu só posso imaginar” e a comédia brasileira “Não se aceitam devoluções”.
“Eu só posso imaginar” é um daqueles filmes sobre o sonho americano, a ideia de que na terra do tio Sam você pode ser tudo aquilo que quer ser. O filme também tem uma mensagem religiosa, mas não é daqueles filmes de pregação aberta e descarada como tivemos recentemente. A história é centrada num jovem, que teve uma infância sofrida e parte para realizar seu sonho de ser compositor.
O pai era um sujeito terrível e a mãe fugiu de casa, mas Bart (J.Michael Finley) não abandonou seu sonho de compor canções. Assim que pode ele cai na estrada e vai para Nashville, a meca da música americana. Lá recebe o conselho de usar todo o sofrimento que enfrentou na vida para compor uma canção de sucesso, e acaba vendendo milhares de discos. No elenco temos o veterano Dennis Quaid, que foi astro de superproduções no século passado e agora anda meio esquecido pelos produtores.
“Não se aceitam devoluções” é mais uma comédia com o Leandro Hassum, um gênero que o cinema brasileiro anda produzindo em massa. Nossos produtores não têm o dinheiro farto dos americanos e europeus, assim o cinema brasileiro vive de fórmulas. Na década de 1970 e 1980 a falta de dinheiro produziu o ciclo das pornochanchadas, comédias cheias de atrizes nuas e cenas de sexo não muito explícitas que foram produzidas as centenas. Felizmente o filão se esgotou e o nosso cinema descobriu um outro tipo de filme ainda mais fácil de fazer. A comédia para toda a família, geralmente com o Leandro Hassum ou a Ingrid Guimarães liderando o elenco.
O que não quer dizer que “Não se aceitam devoluções” seja um filme barato, a produção contou com apoio da Globo Filmes e da Fox do Brasil e muitas cenas foram gravadas em Los Angeles, na Califórnia.

Problemas: Leandro Hassum aprende a ser pai

A trama é bem previsível. Hassum é Juca Valente, dono de um quiosque no litoral de São Paulo que já teve muitas namoradas, mas nunca levou a sério seus relacionamentos. Um dia uma ex-namorada(Laura Ramos), que mora nos Estados Unidos, deixa um bebê com ele e desaparece. E da noite para o dia o nosso herói se vê na obrigação de cuidar da menina e aprender a ser pai e mãe dela.
Depois de alguns anos a menina cresce e Juca resolve se mudar para os Estados Unidos, tentando encontrar a mãe de sua filha. Evidentemente o negócio do quiosque prosperou, porque Juca consegue se mudar com criança e tudo para a Califórnia sem muitos problemas para a imigração. Na capital do cinema americano ele decide virar dublê de filmes de ação para conseguir sobreviver por lá.
Depois de várias confusões e aventuras nos estúdios da Fox, Juca finalmente descobre o paradeiro da mãe da menina. O filme tem uma produção bem cuidada e com uma história que vai despertar o interesse de toda a família. O roteiro é uma adaptação de uma produção mexicana do diretor Eugenio Derbez, mas com um tom mais leve e ajustado para as plateias brasileiras.
No mês que vem a programação deve melhorar com a estreia de superproduções como o novo Jurassic Park e a segunda aventura dos Incríveis.


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