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O deus que virou super-herói

Matéria publicada em 13 de maio de 2018, 08:21 horas

 


Jorge Luiz Calife
jorge.calife@diariodovale.com.br

Os super-heróis dos quadrinhos e do cinema têm poderes quase divinos. Daí não foi surpresa quando o Stan Lee resolveu criar um personagem baseado no deus do trovão da antiga mitologia escandinava. Aparecendo pela primeira vez em 1962, o Thor dos quadrinhos era um pouco diferente da versão que faz sucesso nos cinemas hoje em dia. Nas histórias do Jack Kirby, Thor assumia a identidade de um médico, o doutor Donald Blake e se apaixonava pela enfermeira Jane Foster. Uma loira alta que parecia ter descido de Asgard, a morada dos deuses nórdicos.
Thor chegou ao cinema em 2011, no filme dirigido por Kenneth Branagh, com o sortudo Chris Hemsworth no papel do herói-deus. O objetivo dos produtores já era produzir uma trilogia com o personagem, antes de uni-lo aos Vingadores em filmes posteriores. O roteiro afastou bastante o personagem de seu alter-ego nos quadrinhos. No cinema Thor não tem identidade secreta, não mora em Nova York, e passa a maior parte do tempo em seu mundo celestial. E Jane Foster não é loira, nem alta, nem enfermeira. O papel foi entregue a pequena notável, Nathalie Portman, que no filme é uma astrofísica.
No começo da fita ela está procurando wormholes, no deserto do Novo México, quando encontra Thor e se apaixona por ele. Parece que os roteiristas não entendem nada de astrofísica, porque ninguém procura por fendas espaço-temporais aqui na Terra. Elas só podem existir lá em cima, no espaço sideral. Mas a Jane Foster não reclama da sua sorte, ela gruda no Thor que nem chiclete.
O filme tem um √≥timo desenho de produ√ß√£o, que mistura mitologia escandinava com fic√ß√£o cient√≠fica moderna, criando uma Asgard futurista. Anthony Hopkins faz Odin, o pai dos deuses, papel que ele repetiria por outros dois filmes e Tom Hidleston cria um Loki memor√°vel, que logo se tornaria o melhor de todos os vil√Ķes da Marvel no cinema. Thor est√° de volta nas telonas no megassucesso ‚ÄúA guerra infinita‚ÄĚ. O que √© um bom motivo para rever sua trajet√≥ria no cinema.

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