Os dinossauros devoram a concorrência - Diário do Vale
sábado, 18 de agosto de 2018

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Os dinossauros devoram a concorrência

Matéria publicada em 14 de junho de 2018, 09:21 horas

 


Dinos reinam supremos na semana cinematográfica

Novo: O Barionix é um dos novos astros

Os dinossauros estão de volta no quinto filme da franquia. Em Jurassic World: Reino Ameaçado eles correm o risco de serem extintos por uma erupção vulcânica. Como todo filme da série Jurassic Park, temos a oportunidade de conhecer novos animais pré-históricos. Se a novidade do filme anterior foi o Mosasaurus, neste filme temos um elenco que inclui os Barionix e o Dilophosauru que ainda não tinham trabalhado na franquia. Já o elenco humano repete o Chris Pratt e a ruiva do salto alto Bryce Dallas Howard, a única mulher no mundo que consegue andar de salto alto numa selva e ainda correr de dinossauros sem tirar os sapatos.

Jeff Goldblum, que trabalhou no “Jurassic Park 2: O mundo Perdido”, está de volta no papel do matemático Ian Malcolm, um dos personagens que fazem parte do romance que deu origem a série, “Parque dos Dinossauros” do finado Michael Crichton. Crichton também foi o autor daquela série do “Westworld” que passa na TV por assinatura, ele se preocupava muito com os perigos do desenvolvimento científico e achava que tanto a biotecnologia quanto a robótica tinham o potencial de provocar catástrofes.

Ameaça: Vulcão pode destruir a ilha

No primeiro filme, dirigido pelo Steven Spielberg no distante ano de 1993, a engenharia genética era usada para recriar os dinossauros, extintos há 75 milhões de anos, na nossa época. Os bichos ficavam isolados em uma ilha da Costa Rica, a Ilha Nublar, que um empresário pretendia explorar como parque temático.

Ian Malcolm achava que não ia dar certo. Citando a teoria do caos, que foi muito popular no final do século passado, Malcolm dizia que tudo ia fugir ao controle e criar um desastre. E suas previsões se concretizam quando os velociraptores e um tiranossauro conseguem fugir de seus cercados e começam a caçar os visitantes e os funcionários do parque.

Depois do desastre a ilha Nublar foi fechada para visitantes humanos, apenas equipes científicas, como a do segundo filme tinham permissão para entrar lá. Os dinos aproveitaram o isolamento e se reproduziram, dominando toda a floresta tropical da ilha.

Agora uma erupção vulcânica ameaça esse paraíso pré-histórico. Claire Dearing (Bryce Dallas Howard), que virou uma ativista dos direitos dos dinossauros – só pode ser piada – se manda para a ilha junto com Ian Malcolm e o treinador Owen Grady. Para tentar salvar os bichos antes que eles sejam enterrados em cinzas vulcânicas. Grady quer salvar o Raptor Blue, um bicho que demonstrou poderes notáveis de inteligência.

O filme tem duas partes. A primeira é a melhor de todas, passada nos cenários espetaculares da ilha e narra a missão de salvamento dos dinos. A segunda parte se passa nos corredores e laboratórios de um empresário sem escrúpulos, que continua a ver nos dinos uma fonte de dinheiro.

“Jurassic Park: Reino Ameaçado” não tem grandes novidades, exceto os bichos novos. É a mesma formula dos quatro filmes anteriores, mas é preciso dizer que os dinossauros se saíram melhor diante da mania moderna de refilmar sucessos do século passado. Seus filmes repetem a temática do romance, que adverte sobre os perigos do uso irresponsável de tecnologias poderosas como a clonagem. E ficaram melhores do que as versões pós-modernas de Star Wars e Star Trek.

Heroína: Dessa vez ela não usa salto alto.

A personagem da Blue Raptor tenta conquistar a plateia com sua inteligência, como se fosse preciso. As pessoas adoram dinossauros e estão dispostas a perdoar toda a agressividade e o apetite deles. Como a personagem da Bryce Dallas Howard, que nem ligou quando o Mosasaurus comeu a secretária dela no último filme. Sem ser um filme brilhante, “Reino ameaçado” é um ótimo filme daqueles para ver com as crianças, comendo pipoca e não há nada de mal nisso.

Por: Jorge Luiz Calife – jorge.calife@diariodovale.com.br

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