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Sara Bentes retorna de turnê na Europa e lança o livro ‘E não se esqueçam de regar os girassóis’

Matéria publicada em 21 de novembro de 2017, 18:49 horas

 


Volta Redonda – No último mês a cantora e compositora Sara Bentes, de Volta Redonda, passou uma semana na cidade de Mersin, na Turquia, para um show em grande estilo com a orquestra Tarik Sezer, dentro da programação de um festival internacional de arte. A semana seguinte ela passou em Estocolmo, na Suécia, para um show no Teatro Bulevar e uma sequência de cinco shows no Svartklubben, casa de shows e restaurante no escuro. Todos os shows na Suécia Sara fez com a banda sueca Synliga, com quem cultiva amizade e parceria musical desde 2015, quando se conheceram em um festival internacional de música na Tailândia.

Tanto na Turquia quanto na Suécia a cantora e compositora interpretou canções de sua autoria em português e em inglês, além de clássicos da Música Popular Brasileira, música sueca e canções internacionais mundialmente conhecidas.

– Fiquei apaixonada pela Turquia. Pessoas incríveis, público acolhedor, um clima muito confortável, comida e música sensacionais. Pretendo voltar e recomendo muito para quem quiser visitar um país com tantas belezas juntas – diz Sara.

No retorno ao Brasil ela retomou a sequência de eventos relativos ao seu mais novo livro – “E não se esqueçam de regar os girassóis”, lançado este ano em formatos digital e impresso. “Tem sido muito gratificante receber o retorno dos leitores, que já têm me cobrado, inclusive, a continuação da estória em um volume II”, conta a autora.

Sobre o livro

Depois de um livro de poemas e outro de crônicas, “E não se esqueçam de regar os girassóis” é o terceiro livro de Sara, o primeiro romance publicado. Mas não é seu primeiro romance escrito, e nem o último. Aos 18 anos ela escreveu seu primeiro romance, nunca publicado; entre 2010 e 2012 deu vida a “E não se esqueçam de regar os girassóis” e em 2017 trabalhou em mais um romance.

“E não se esqueçam de regar os girassóis” é uma ficção, um romance que conta a história de dois personagens que vivenciam o mundo de formas bem diferentes. E, ainda assim, desde o primeiro capítulo, mostram-se tão iguais a todos nós. Giovanna é uma mulher jovem, que canta, trabalha, navega na internet, dança, ama a natureza e tem um noivo, é uma moça comum, que faz coisas que toda moça faz nessa era da informação visual e da ditadura da imagem; só que ela está perdendo o sentido mais cultuado do ser humano: a visão. Emanuel é um programador criativo, um palhaço incorrigível, famoso no meio virtual por seus conhecimentos avançados na informática e por seu ativismo polêmico a favor da não-violência. Ele é um hacker do bem e invade e desfigura páginas que incentivem qualquer tipo de agressão, é o que ele acredita ser sua missão pela paz. O que os internautas não ficam sabendo é que Manu, como é conhecido entre os amigos, convive há 10 anos com uma deficiência física e se alterna entre muletas e uma cadeira de rodas.

Mesmo com experiências tão diferentes, Giovanna e Emanuel têm, de alguma forma, seus passados entrelaçados, e verão seus caminhos se cruzarem para que aprendam e ensinem muito, sobre a completude humana, o perdão, o amor, a confiança, a amizade e a cumplicidade, a esperança e a superação.

– Esta obra vem, com toques de poesia e comédia, quebrar tabus da vida real e derrubar clichês literários referentes aos temas abordados – diz Sara.

Muita sensibilidade, humor e delicadeza acompanharão personagens cheios de carisma em cada diálogo, em cada uma das imagens cinematográficas descritas de modo a transportar o leitor para dentro do livro, em cada nova dificuldade em que a trama envolverá os protagonistas e seus amigos. Ao mesmo tempo, é uma história bastante realista, que traz olhares profundos sobre temas como violência, suicídio, perdas, preconceito, traumas. “Embora tragam os dois personagens centrais algumas características tão diferentes da maioria de nós, é a magia dos sentimentos universais que fala a todos os corações, arranca gargalhadas e lágrimas e prende o leitor da primeira à última página”, conta.

A narrativa, além dos tantos sentimentos e sensações que faz aflorar, mostra-se também informativa e instrutiva, aproximando o leitor do universo das deficiências e de discussões relativas ao tema, como acessibilidade, dicas de convivência, afetividade, aceitação das diferenças, respeito à diversidade e inclusão nos grupos.

– Em tempos em que falar na inclusão social parece estar na moda em nosso país, um país que, segundo o IBGE, tem pelo menos um quarto da população com alguma deficiência, o preconceito ainda é enorme e os atos de descriminação nos surpreendem a cada dia, e isso só ocorre porque, incrivelmente na era da informação, ainda falta a própria: a informação. Na nossa literatura, nos nossos meios de comunicação e em nossas escolas há uma grande carência de abordagens e discussões saudáveis sobre deficiências, e quando existem abordagens, são, em sua maioria, inconsistentes, romantizadas e piegas, ou só vêm reforçar tabus e velhos paradigmas, aumentando o abismo entre pessoas sem e com deficiência, na verdade partes de um só grupo: a família humana – detalha a autora, acrescentando que “E não se esqueçam de regar os girassóis” vem preencher esta lacuna, trazendo a naturalidade, a leveza e a profundidade às discussões e propondo novos olhares e reflexões sobre um tema que não é da quarta parte da população, e sim de todos.

Leitura: ‘E não se esqueçam de regar os girassóis’ é o terceiro livro de Sara (Foto: Divulgação)

Leitura: ‘E não se esqueçam de regar os girassóis’ é o terceiro livro de Sara (Foto: Divulgação)

Prefácio

Outro ponto essencial do livro é o prefácio coletivo, uma ideia inovadora que trouxe um colorido único ao trabalho. Para fazer uma leitura teste, Sara lançou uma promoção e sorteou entre os inscritos, dez primeiros leitores da obra. Estas dez pessoas trocaram ideias, impressões e debateram sobre o livro em um fórum virtual, e, de todos esses comentários registrados em texto, Sara elaborou o prefácio, preservando as palavras e a personalidade de cada um de seus dez coautores.

Depois do lançamento do livro em versão digital no início de 2017 e de alguns lançamentos presenciais da versão impressa no segundo semestre do mesmo ano, Sara tem recebido um retorno extremamente positivo de leitores de todas as regiões do país, incluindo professores, psicólogos, artistas e profissionais de outras áreas, reabilitando pessoas com e sem deficiência, adolescentes e adultos de toda faixa etária, e tem sido convidada para palestras e debates sobre sua obra.

O livro ‘E não se esqueçam de regar os girassóis’ foi lançado em três formatos: impresso, digital acessível e e-book Amazon.

Festival: Sara passou uma semana na cidade de Mersin, na Turquia, para um show em grande estilo com a orquestra Tarik Sezer

Festival: Sara passou uma semana na cidade de Mersin, na Turquia, para um show em grande estilo com a orquestra Tarik Sezer

Sara Bentes

Sara Bentes é cantora, compositora e atriz, premiada internacionalmente, com shows e participações em festivais de arte nos Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Suécia, Turquia, Tailândia e Argentina. Em 2012, em parceria com amigos e com o pai, Sergio Bentes, ela lançou seu primeiro CD infantil, intitulado “Faz Sempre Sol”; em 2015, lançou seu primeiro CD solo, o “Invisível”, com trabalho autoral, parcerias e uma releitura de uma música do compositor Marcelo Camelo; atualmente ela prepara seu próximo CD.

Sara, dramaturga e atriz registrada com DRT, integra o projeto Teatro Cego; atua ainda na dança, no circo e na literatura – lançou em 2011 seu primeiro livro: “Fotografias Poéticas de um Olhar Viajante”, pelo Clube de Autores; em 2013 o livro de crônicas “Quando Botei a Boca no Mundo” e em 2017 o romance “E não se esqueçam de regar os girassóis”.

 

Serviço

Mais informações no site (www.sarabentes.com.br) ou pelo WhatsApp (24) 99948-4030.

4 comentários

  1. Que bom saber que a Sara continua sendo brilhante!

    Tive o prazer de lecionar pra ela do Garra do Aterrado, nos idos de 1999…muito sucesso querida!

  2. Olá Sara. Fico feliz em saber que você, através de muito luta, atingiu seus objetivos. Bons tempos quando íamos de Van(Sr.Elson) para á UBM em Barra Mansa. Fique com Deus. Carlos

  3. Lembro dela no Rosário… foi da minha sala… não conheço o seu trabalho… mas parabéns!!!

  4. Me orgulho de morar no bairro Monte Castelo e te-la como vizinha.Trata-se de uma ARTISTA INTERNACIONAL.

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