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Shakespeare, quem diria, acabou em quadrinhos

Matéria publicada em 11 de maio de 2015, 06:32 horas

 


‘A Tempestade’ ficou bonita na versão ‘graphic novel’; personagem principal é Prospero, um poderoso mago que foi exilado em uma ilha nas Índias Orientais

Bonito: Prospero, Ariel, Caliban e companhia (Foto: Divulgação)

Bonito: Prospero, Ariel, Caliban e companhia (Foto: Divulgação)

Os dramas e comédias de William Shakespeare já serviram de tema e inspiração para muitos filmes. Era inevitável que histórias como “Hamlet”, “A Tempestade” e “Romeu e Julieta” acabassem sendo adaptadas para o mundo dos quadrinhos. A série do bardo em quadrinhos saiu no Brasil pela editora Nemo e inclui todas essas histórias citadas acima. É claro que ler Shakespeare em quadrinhos nunca vai ser a mesma coisa que ler o texto original. Os quadrinhos servem de ilustração para o universo mágico do autor, mas não substituem a habilidade que ele tinha com as palavras, para contar essas mesmas histórias sem ilustrações.

De todas as peças de Shakespeare, “A Tempestade” é talvez a que mais se ajusta a uma adaptação visual. Parece que foi criada para virar um filme, ainda que o cinema fosse uma coisa inimaginável em 1610, quando Shakespeare imaginou esta história, cheia de som e fúria.

O personagem principal é Prospero, um poderoso mago que foi exilado em uma ilha nas Índias Orientais. Uma região que hoje conhecemos como o mar do Caribe. Ele era o rei de Nápoles, mas foi deposto por seu irmão e lançado ao mar em uma jangada, com sua filha Miranda, então com três anos de idade. A história começa doze anos depois quando Prospero adquire novos poderes depois de resgatar o espírito dos ventos, Ariel, aprisionado por uma bruxa. Com os poderes de Ariel o mago conjura uma tempestade que arrasta para a ilha um navio com os seus desafetos. Na embarcação estão o irmão traidor, o duque de Nápoles, que participou da conspiração e Ferdinando, o filho do duque.

Ferdinando se apaixona por Miranda, que está com 15 anos a essa altura dos acontecimentos, e diz a famosa frase: “Admirável mundo novo, que tem pessoas assim”, frase que deu nome a outra obra famosa, do Aldous Huxley. A trama de “A Tempestade” também serviu de base para o filme de ficção científica “Planeta Proibido”, que transportou a trama e os personagens para um planeta distante. E serviu de inspiração para o seriado “Jornada nas Estrelas.” E tudo começou com a peça do Shakespeare. Os desenhos são bonitos, mas não substituem o texto original, são um bom complemento para eles.

Jorge Luiz Calife/ jorge.calife@diariodovale.com.br


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