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Uma retrospectiva do cinema em 2017

Matéria publicada em 7 de dezembro de 2017, 12:40 horas

 


Super-heróis, guerra e terror dominaram o cinemão no ano que está terminando

O ano de 2017 está chegando ao fim com a expectativa em torno do lançamento de mais uma megaprodução. É o novo “Star Wars: Os Últimos Jedi”, que tem estreia prevista para o dia 15, dez dias antes do Natal. Curiosamente um dos melhores filmes exibidos no ano que passou foi o musical “La La Land: Cantando Estações”, produzido no ano passado, mas, que só chegou aos nossos cinemas em março deste ano. Tirando o belo musical do diretor Damien Chazelle, o cinemão nos deu uma dieta de remakes, super-heróis e monstros espaciais.

O veterano cineasta inglês Ridley Scott voltou ao universo do monstro Alien com seu “Alien: Covenant”, que bagunçou com todo o universo da franquia e introduziu um androide como vilão supremo. Seres espaciais perigosos também foram o tema de “Vida”, que passou nos cinemas em abril. E não fugiu aos clichês do gênero, apesar de usar a Estação Espacial Internacional como cenário.

Cheio de clichês também foi o “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, uma tentativa do cineasta Luc Besson de criar uma Star Wars francesa. Filme que custou mais de 170 milhões de dólares e teve a dupla de heróis mais chata e sem graça de toda a galáxia. E rendeu pouco mais de 40 milhões, o que elimina qualquer possibilidade de assistirmos a um novo filme do Valerian no resto de nossas vidas.

Usando a mesma temática a segunda aventura dos “Guardiões da Galáxia” foi bem mais lucrativa e bem sucedida. Custou 200 milhões de dólares e rendeu mais de 300 mil. “Guardiões da Galáxia Vol. 2” faz parte de um pacote de filmes de super-heróis criados para preparar o público para o épico “Vingadores: Guerra Infinita” que vai juntar todos os heróis da Marvel no ano que vem.

O pacote inclui o novo filme do Homem-Aranha, que chegou aos cinemas em julho. Peter Packer, o Homem-Aranha, virou protegido do Tony Stark, o Homem de Ferro. Afinal, os dois vão lutar juntos contra o mega vilão Thanos na Guerra Infinita. Thor e Hulk também participarão da batalha e apareceram juntos no Ragnarok, exibido em outubro. Um filme cuja maior atração foi mais uma vilã interpretada pela Cate Blanchett.

Competindo com essa turma da Marvel temos os heróis da DC Comics. Cuja “Liga da Justiça” chegou aos cinemas no mês passado sem entusiasmar aos críticos ou ao público. Melhor do que a Liga da Justiça foi o filme da Mulher Maravilha, que lutou na Primeira Guerra Mundial no filme da diretora Patty Jenkins. Não incluindo os filmes de super-heróis, os filmes de guerra são raros hoje em dia. Talvez porque o público já viva em uma guerra diária na vida real.

Uma exceção a essa tendência foi o épico “Dunkirk” do cineasta Christopher Nolan. Mais conhecido pela trilogia do Batman e pelo épico espacial “Interestelar”. “Dunkirk” tentou recriar com perfeição o resgate das tropas aliadas da praia de Dunquerque, na França, no início da Segunda Guerra Mundial. Foi um filme correto e bem feito, mas que não entusiasmou o público. Afinal, não tinha raios lasers nem gente com superpoderes.

No campo das animações tivemos mais do mesmo com o “Meu Malvado Favorito 2”. Que apesar de repetitivo foi bem melhor do que aquele filme do “Poderoso Chefinho”. Sem dúvida a melhor animação de 2017 foi o divertido Batman da Lego. Que zombou de toda essa mania de super-heróis como não se fazia desde os tempos do Adam West, o saudoso Batman da televisão.

E vamos terminar o ano de volta para aquela galáxia muito, muito distante. Os filmes de Star Wars também ficaram repetitivos. Quantas vezes teremos que ver os rebeldes destruírem a Estrela da Morte e o aprendiz Padawan ser conduzido pelos mistérios da Força por seu mestre Jedi? O público ainda não se cansou e ano que vem tem mais.

Por Jorge Luiz Calife

jorge.calife@diariodovale.com.br

2 comentários

  1. Esqueceu de falar sobre as surpresas do terror, como por exemplo “Corra” e “It – A Coisa”, filmes de baixo orçamento que renderam muito mais que o esperado e tiveram bilheteria de blockbuster. São a prova de que criatividade é e um bom roteiro são a chave do sucesso.
    Mais uma vez os super-heróis arrebentaram na bilheteria e a Disney provou os bons negócios que fez com a aquisição da Marvel e da Lucas Films. E com a compra da Fox que deve ser anunciada nas próximas semanas, nem o céu será o limite com os X-Men e o Quarteto Fantástico na Marvel Studios.

  2. Gosto muito da saga Star Wars tanto a trilogia antiga como a atual. Na época foi revolucionária para o cinema. Não entendo como La La land ganhou o Oscar, comecei a assistir e achei muitoooooooooochato. Não gosto muito desses filmes continuados de heróis, mas alguns são interessantes como Liga da Justiça e Mulher Maravilha. Não gostei do Homem Aranha, mas o filme tem bastante ação. A história é meio chata. Gosto muito dos filmes de terror novos como Annabelle e invocação do mal. O remake Além da morte que é do filme Linha mortal é ótimo. Os gêneros estão mesmo se repetindo em filmes de heróis, o que particularmente me cansa….Os filmes de comédia estão bem legais também. Não entendo como alguns filmes não concorrem. O gênero suspense está meio fraco e esse Valerian é muito chato. Não curto muito ficção científica, mas alguns são bons.

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