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Enquanto isso, em Barra do Piraí…

Matéria publicada em 10 de janeiro de 2017, 22:04 horas

 


Barra do Piraí será o oitavo município do estado do Rio a decretar estado de calamidade financeira com o objetivo de reequilibrar o caixa do governo.

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O prefeito Mario Esteves anunciou, nesta terça, 10, em entrevista às emissoras de rádio RBP AM e FM, que a medida será adotada nos próximos dias, no setor da Saúde.

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De acordo com o chefe do Executivo, a situação financeira da área é crítica, sobretudo em relação ao repasse mensal na ordem de R$ 3 milhões que é feito aos hospitais da cidade que prestam serviços à população.

Atendimento gratuito
A prefeitura, através da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, firmou uma parceria com uma empresa que está se instalando no município, gerando, inicialmente, dez novos postos de trabalho. Nesta terça, 10, empresa ofereceu, em uma tenda montada na Praça Nilo Peçanha, no Centro de Barra do Piraí, os serviços de aferição de pressão arterial, teste glicêmico, dicas de saúde, entre outros – tudo gratuitamente.

Importância
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Wagner Aiex, marcou presença no evento, acompanhado do prefeito Mario Esteves. O gestor referendou a importância da geração de empregos, sobretudo neste momento de crise, em que centenas de famílias barrenses sofrem com a desaceleração da economia e o encolhimento do poder de compra.

Foco
Aiex enfatizou que seu trabalho à frente da pasta continuará focado na atração de indústrias, empresas e negócios para Barra do Piraí. “Tenho dito que a prioridade absoluta é gerar empregos para a nossa gente. E nós não estamos medindo esforços para isso. O trabalho é diário e contínuo, sem descanso, porque as contas do desempregado não podem esperar, as famílias não podem esperar, as necessidades não podem esperar, enfim. Estamos 100% envolvidos na missão de gerar emprego e renda para a nossa cidade”, garantiu.

Limpando
O vereador de Barra Mansa José Renato de Oliveira, o Renatinho (PP), realizou na manhã desta terça-feira, dia 10, a retirada de lixo e entulho acumulado há cerca  de três meses em frente ao Posto de Saúde do bairro Piteiras, situado entre as Ruas João Barizon e Dilermando Brandão Caldas.  Ação de limpeza foi custeada pelo próprio vereador.

Origem
De acordo com o aposentado Nelson Noel da Silva, que é segundo secretário da Associação de Moradores do bairro, o entulho foi colocado em frente ao Posto de Saúde por funcionários do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), há três meses.

Sensibilizado
Pelo menos quatro caminhões de lixo e entulho foram retirados da área. “Todo o material recolhido foi encaminhado para o Centro de Tratamento de Lixo, no KM 4. Lá é o local adequado para receber esse tipo de material. Embora a limpeza não seja atribuição direta do vereador, fiquei sensibilizado com a situação dos moradores”, ressaltou o vereador.

Denúncia
O Ministério Público do Estado (MP-RJ) recebeu denúncias feitas por cerca de 30 instituições ligadas à Fundação para a Infância e Adolescência do Rio de Janeiro (FIA) e pela Comissão da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta segunda-feira (09). Há pelo menos dez meses sem repasses, chega a R$ 23 milhões a dívida do Governo com as entidades, que passam por dificuldades. Os convênios estão suspensos por tempo indeterminado.

Providências
“O MP está fazendo tudo ao seu alcance para resolver essa questão que aflige crianças, idosos e pessoas com deficiência em todo o estado. Vamos buscar soluções efetivas para esses problemas que afetam a sociedade”, afirmou o sub procurador-geral de Justiça e Administração, Eduardo da Silva Lima Neto. Um grupo de trabalho foi formado no MP-RJ para verificar quais são as providências legais serão adequadas.

Preocupação
Segundo o presidente da comissão, deputado Márcio Pacheco (PSC), a Alerj também vai tomar as medidas necessárias para que o Estado pague o que deve. “O que está acontecendo é uma crueldade. A gente precisa saber qual será o futuro dos convênios. Há previsão de volta? E na ausência das instituições, o Estado vai assumir os serviços na ponta? Quem vai cuidar dessas pessoas?”, indaga. Nenhum representante da FIA esteve no encontro para responder as cobranças.

Assistência prejudicada
Há 16 anos em atuação em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a Casa Abrigo Betel acolhe, atualmente, 56 pessoas com deficiência intelectual e física. “Estamos em uma situação que não dá mais para aguentar. Não vemos o Estado entendendo a prioridade que deve ser dada a esses indivíduos já vulneráveis. Eles precisam desses recursos para alimentação, higiene pessoal, coisas muito básicas. Vivemos com doações e pessoas que estão trabalhando por amor, sem receber. Não está tendo mais como manter a instituição”, disse o diretor da organização, Daniel Ignácio. A deputada Tia Ju (PRB)também participou do encontro.

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