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Juíza de Paraíba do Sul condena 23 pessoas por tráfico de drogas

Matéria publicada em 7 de abril de 2016, 15:26 horas

 


Delegado de Volta Redonda Rodolfo Atala foi um dos participantes da Operação Serrana

Paraíba do Sul- A juíza Ana Carolina Gantois Cardoso, em exercício na 1ª Vara de Paraíba do Sul, condenou 23 acusados de participação no tráfico de drogas na região do Sul Fluminense, na noite de quarta-feira  (6).  As penas, que variam de 5 a 14 anos, deverão ser cumpridas, inicialmente, em regime fechado. Os acusados foram presos durante a realização da Operação Serrana, promovida pela polícia no ano passado para combater o tráfico de drogas no município.

Ao todo, 26 pessoas foram denunciadas no processo, sendo que duas acabaram absolvidas e uma terceira, Alberto Júnior Silva do Espírito Santo, conhecido por “Gordinho”, está foragido. Segundo a denúncia apresentada à Justiça, a organização criminosa era liderada por Ariel Quanan Carvalho Santana. Ele adquiria tóxicos de traficantes da Favela Nova Holanda, na Zona Norte do Rio de Janeiro, com o objetivo de distribuir aos membros da quadrilha, que tinham a função de gerentes, e vender as drogas nos bairros de Paraíba do Sul. A acusação contra Ariel foi desmembrada do processo que condenou as 23 pessoas, em virtude da alegação de incidência de dependência toxicológica. O acusado será submetido a exames médicos para definir a responsabilidade dos seus atos.

Os condenados foram Natália Pifano Pinto (mulher de Ariel), que recebeu 13 anos de prisão; a mãe dela, Patrícia Pífano Pinto, condenada a 5 anos; Bruno Oliveira Silva, 13 anos; Jonas dos Santos de Abreu, vulgo “Angolano”, 5 anos; Victor Hugo de Lima Oliveira, o “Bode”, 4 anos e 6 meses; Paulo Henrique do Carmo Santos, 6 anos e 10 meses; Jeferson das Chagas Portes, o “Fofão do Niágara”, 6 anos; José Roberto Fernandes Filho, o “Betinho”, 5 anos; Henrique Galante Dias, o “Coroa”, 5 anos; Igor de Paula Costa, 4 anos e 6 meses; Tiago Lopes Guimarães, 14 anos; Uéslei da Silva Gabriel, o “Faxineiro”, 5 anos; João Luís de Mendonça Telles, o “João Botão”, 10 anos; Denis Lucio Ferreira da Costa, 8 anos e 6 meses; Vanor Carvalho Manso, o “Vanorzinho”, 5 anos; Tarcísio Raimundo, o “Bebezão”, 9 anos; Anderson da Silva Gomes, 4 anos e 6 meses; Alexandra Rodrigues Silva, 5 anos; Igor Escobar Silva, 5 anos; Romário Braz dos Santos, o “Romarinho”, 5 anos; Ricardo Pacheco Monteiro, 5 anos; Lorena Cerqueira Fernando, 5 anos; e Valdinei Barbosa patrão, o “Nei”, 5 anos.

A magistrada determinou ainda a apreensão em favor da União de carros e motocicletas utilizadas pelos integrantes da quadrilha, além de quantias em dinheiro, joias e diversos outros objetos.

Entenda o caso

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Suspeitos de tráfico no momento da prisão

A Operação Serrana deflagrada no dia 2 de junho de 2015,  reuniu 150 policiais civis de diversas regiões do Estado do Rio. A intenção era cumprir 39 mandados de busca e apreensão. A previsão era de que os Os policiais do Sul Fluminense foram comandados pelo delegado adjunto da 93ª DP (Volta Redonda), Rodolfo Atala. Ele explicou que entre os detidos está Ariel Quanan Santana Carvalho, homem que comandaria uma quadrilha que seria a principal distribuidora de drogas na cidade, trazendo o material de comunidades cariocas.
O delegado detalhou que Ariel distribuía os entorpecentes a seus subordinados, denominados de gerentes, e que esses ficavam encarregados de repassá-los a outros integrantes da quadrilha que trabalhavam em restaurantes e bares das cidades, além de motoboys.

– A quadrilha era bem organizada e pelo organograma do bando, o chefe Ariel aparecia sozinho na primeira linha, os gerentes na segunda linha e garçons e motoboys, na terceira linha – disse Atala na época, explicando que toda a operação foi comandada pelo delegado titular da 107ª DP (Paraíba do Sul), Fábio Corsino.
Além de Ariel, foram presas a mulher e a mãe dele, no bairro Palhas. Segundo Atala, o suspeito tinha um alto padrão de vida: morava numa mansão e tinha carros importados. As prisões ocorreram em 15 bairros de Paraíba do Sul.

– A Polícia Civil trabalha de maneira integrada entre as delegacias do Estado do Rio e o crime organizado no interior é detectado pelo setor de inteligência da instituição. A consequência disso é o trabalho conjunto das delegacias da região que culminam em operações que são deflagradas, onde não é necessário disparar nenhum tiro e são efetuadas diversas prisões e quadrilhas são desbaratadas – disse Atala também na ocasião.
Corsino disse que a ação foi motivada pelo aumento de ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas na cidade.

Por Dicler de Mello e Souza e TJRJ

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