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Debate na Câmara de Vereadores discute políticas públicas para o autismo

Matéria publicada em 20 de abril de 2017, 21:04 horas

 


Em debate: Jari fala durante audiência pública sobre autismo

Em debate: Jari fala durante audiência pública sobre autismo

Volta Redonda – Cerca de 150 pessoas participaram de Audiência Pública pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo na noite da última quarta-feira, dia 19, no plenário da Câmara de Vereadores de Volta Redonda. O encontro, proposto pelo vereador Jari de Oliveira (PSB), debateu sobre as políticas públicas para o autismo com representantes do governo municipal, sociedade civil e poder judiciário.

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo é comemorado anualmente, desde 2008, no dia 02 de abril por determinação da ONU (Organização das Nações Unidas) com o intuito de chamar a atenção de toda sociedade para a importância de se conhecer e cuidar das pessoas com o Transtorno do Espectro Autista, nome oficial do autismo.

“A idéia de realizar esta audiência pública é trazer a discussão acerca deste tema, tão relevante, para o âmbito municipal. Chamar a atenção para a importância de conhecer as políticas públicas disponibilizadas para este segmento em Volta Redonda, bem como sua operacionalização”, disse Jari, acrescentando que no Brasil hoje, estima-se, existam mais de 2 milhões de pessoas autistas, uma grande parte ainda sem diagnóstico.

Em conversa com Antônia das Mercês, mãe do autista Thiago Carlos Ribeiro, de 28 anos, que estuda no Sítio Escola Municipal Espaço Integrado do Autista Thereza Chicarino (Semeia), Jari entendeu que quanto maior a exposição e discussão sobre o tema, melhor será a compreensão pela população em geral, “e isso trará mais qualidade de vida não só às pessoas com autismo, mas principalmente aos seus familiares, que enfrentam inúmeros desafios diariamente”, acredita.

Antônia estava na Audiência Pública e afirmou que a divulgação é a grande aliada da síndrome. “Nunca escondi meu filho dentro de casa, ele fez muita terapia ocupacional, é alfabetizado, estudou no Dayse Mansur antes de ir para o Semeia. Ele conhece teatro, cinema, o circo e vai comigo ao shopping, mas confesso que sofremos constrangimentos às vezes. As pessoas não estão acostumadas com o diferente”, acredita.

Para discutir o tema, Jari compôs a mesa com o defensor público

João Helvécio de Carvalho, que falou da importância de tornar visíveis esses grupos na sociedade; com a representante da Apadem (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Mentais), Márcia das Candeias, que acredita na formação de uma rede de cuidados intersetorial e na colaboração da entidade e de familiares com suas vivências com o setor público que oferece os serviços. Também estava na plateia a presidente da Apadem, Marlice Zonzin.

Da Secretaria Municipal de Ação Comunitária, esteve a gerente do Capd (Centro Dia de Atendimento à Pessoa com Deficiência), Elizabeth Melo Silveira; e no plenário o chefe de gabinete Rodolfo Levenhagem, que é presidente da Apadefi (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Físicos). A Apae (Associação de Pais e Amigos do Excepcionais) também foi representada por João Fernando.

Da Secretaria Municipal de Educação, esteve a secretária Rita de Cássia Oliveira de Andrade e a diretoria da Escola Municipal Especializada Dayse Mansur da Costa Lima, Renata de Oliveira Lopes Dutra. A escola, que funciona no Jardim Paraíba, oferece atendimento especializado a alunos portadores de autismo na faixa etária de 4 a 15 anos.

Ao completarem 16 anos, os alunos são transferidos para o Sítio Escola Municipal Espaço Integrado do Autista Thereza Chicarino (Semeia), que fica no bairro São Luiz, e atende jovens autistas em fase adulta. As diretoras do Semeia, Lúcia Regina Cruz e Érica Oliveira Pereira de Souza também prestigiaram a audiência.

Da Secretaria Municipal de Saúde, esteve na mesa o coordenador Técnico do CAPS Sérgio Sibilo Fritsch (Centros de Atenção Psicossocial para adultos), William Augusto Aquino. E também participou do plenário a coordenadora do Cais Aterrado Rafaela Dalboni. Dos vereadores participaram pastor Washington, de Volta Redonda e Sérgio Kamu Gama, de Angra dos Reis.

5 comentários

  1. Obrigada Nimue pela força.
    O que são pessoas medíocres? São aquelas que se aproveitam da ocasião e mentem sem nem ao menos se ruborizar, aquelas que nunca tem nada para oferecer de humano e riem da humanidade dos outros, são aquelas que acham que tem algum poder na vida e a vida anda dando rasteira e um dia cobrará… são aquelas que mostram empáfia, diante dos mais simples, que tentam se glorificar com a gloria alheia… Sim a mediocridade tem endereço e nome, tem perfil e rosto, tem fala vazia, e tem quem aplauda a hipocrisia, isso faz parte da mediocridade.

    Os autistas não precisam de um rede intersetorial.
    Precisam que a LEI MUNICIPAL Nº 4.922
    EMENTA: DISPÕE SOBRE A IMPLANTAÇÃO DE UM CENTRO DE
    ATENDIMENTO INTEGRAL PARA PESSOAS COM TRANSTORNO DO
    ESPECTRO AUTISTA NO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA que é completa: seja colocada em pratica.
    Essa lei apresentada pelo vereador Marquinhos Motorista e sancionada e regulamentada pelo Prefeito Antonio Francisco Neto em 2012, ainda esta somente no papel.
    Art. 3º – O Centro de Atendimento Integral que trata o Art. 1º terá equipes
    multidisciplinares efetivas compostas por: Pediatra, Psicólogo, Psiquiatra, Nutricionista,
    Geneticista, Fonoaudiólogo, Assistente Social, Pedagogo, Psicopedagogo,
    Fisioterapeuta, Musicoterapeuta, Professor de Educação Física e Terapeuta
    Ocupacional.

    Lei 12.764 Berenice de Piana. Lei Federal do Direitos da pessoa com transtorno do espectro autista.

    artigo § 2o A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.
    Pessoas com deficiência não são pacientes para CAPS.

    Lie Ribeiro coordenadora Movimento Orgulho Autista – VR. Mãe do Gabriel/ autista

  2. Interessante que quem pediu essa audiência, a coordenadora do Movimento Orgulho Autista de VR. Liê Ribeiro e senhora Claudia Moraes coordenadora do Movimento Orgulho autista do Estado RJ ,conheço essas duas guerreiras se quer são citadas nessa reportagem e não foram citadas pelo vereador Jari. Muito triste, e uma audiência inócua que não trouxe nada de relevante para os autistas e suas famílias. A associação Apadem deveria notificar e avisar aqueles que precisam que tem um programa de assistência Social sem alojamento, poderia ajudar muitos autistas e suas famílias. ao invés de mais uma vez só cobrar do poder publico. hipocrisia, a falta de compromisso verdadeiro com as reais necessidades dos autistas faz algum sentido para essas pessoas.

  3. Vejo que muitos políticos adoram aparecer perante o problema do outro. Não somente os políticos, mas também setores que precisam do dependente químico, do diabético, do autista e outros. Para tudo se tem uma causa, ou seja a origem das deficiências seja psíquica ou orgânica, tem como combater. Observo que combater a causa ninguém quer, todos precisam do problemáticos para aparecer ou manter-se empregado.

  4. Necessário divulgar e ter encontros como este de âmbito municipal para que as famílias tomem conhecimento e saibam onde recorrer quando recebem dos médicos o diagnóstico.
    Excelente e opino que este dia deve ter um marco especial.

    • A Coordenação do CAPSi Viva Vida e equipe também participaram do evento promovido pelo nobre Vereador Jari e compreendem a necessidade de reestruturação do espaço físico e da equipe multiprofissional para qualificação dos serviços ofertados, uma vez que não atendem somente a clientela com Transtorno do Espectro Autista como também a demanda para álcool, crack e outras drogas e outros transtornos.

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