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Região poderia eleger quatro deputados federais e sete estaduais

Matéria publicada em 13 de janeiro de 2018, 19:20 horas

 


Cálculo é feito com base em projeções para coeficiente eleitoral considerando os números de dezembro de 2017

Médio Paraíba Fluminense – De acordo com os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Médio Paraíba Fluminense, que engloba os municípios de Barra Mansa, Itatiaia, Pinheiral, Piraí, Porto Real, Quatis, Resende, rio Claro e Volta Redonda, fechou 2017 com exatos 555.004 eleitores.  Com base nesses números, e considerando uma projeção de que o número de votos válidos em outubro vá representar 75% do eleitorado, a região tem potencial para eleger quatro deputados federais e sete estaduais.

A conta considera a relação entre o eleitorado da região e o número médio de votos com que foram eleitos esses parlamentares em 2014. No entanto, os números reais são bem menores: na eleição passada, a região elegeu dois deputados federais e três estaduais e as perspectivas para este ano não são muito diferentes.

Em princípio, isso se explica porque, para eleger a quantidade de parlamentares que representa o potencial da região, seria preciso que os votos fossem concentrados nesses candidatos. No entanto, o que se observa é uma grande dispersão dos votos, até porque a grande maioria dos partidos lança candidatos com base na região, sem contar que diversas lideranças locais se engajam em campanhas para candidatos de fora.

As três cidades mais populosas do Médio Paraíba concentram mais de 80% do eleitorado e, caso houvesse concentração de votos em candidatos locais, cada uma delas poderia garantir a eleição de candidatos locais para a Câmara dos Deputados e a Alerj. Mas é preciso lembrar que apenas o número de votos não garante a eleição do candidato. O partido pelo qual ele decide concorrer faz uma grande diferença.

Como são eleitos os deputados

O “distritão”, como estava sendo chamado o sistema eleitoral provisório que funcionaria em 2018, foi rejeitado pelos deputados federais no ano passado. Com isso, já está definido que as eleições de deputados federais e estaduais continuam pelo sistema proporcional, em que nem sempre quem tem mais votos leva a cadeira.

No sistema atual o eleitor pode votar num candidato ou num partido (o chamado “voto na legenda”). Na apuração, são somados todos os votos dados aos candidatos de cada partido com os votos dados à legenda.  Isso forma o que é chamado de votação do partido. Se as coligações continuarem a valer no ano que vem, somar-se-ão depois as votações de cada partido que faz parte da coligação.

Quando a apuração termina, toma-se o total geral de votos válidos e divide-se pelo número de cadeiras que estão sendo disputadas. O resultado é o chamado coeficiente eleitoral. Esse é o número de votos necessário para um partido eleger um deputado estadual ou federal, nas eleições gerais, ou um vereador, nas eleições municipais.

Numa primeira “rodada” de distribuição de cadeiras, a conta é fácil de ser feita: a votação do partido dividida pelo coeficiente eleitoral define quantas cadeiras a agremiação leva. Ocupam essas cadeiras os mais votados daquela legenda. Quem não tiver votos suficientes para fazer pelo menos um deputado está fora da disputa.

Acontece que é muito pouco provável que os resultados da primeira rodada distribuam todas as cadeiras. Para que isso acontecesse, seria preciso que todos os partidos que elegessem deputados ou vereadores tivessem totais de votação que correspondessem a um múltiplo exato do coeficiente eleitoral. Estatisticamente falando, isso é quase impossível.

As cadeiras que “sobram” da primeira rodada são distribuídas por média. A verificação das médias é feita com as seguintes regras: a) divide-se o número de votos válidos atribuídos a cada partido pelo número de lugares por ele obtido, acrescido de mais um, cabendo ao partido que apresentar a maior média (o resultado da divisão) um dos lugares a preencher; b) repete-se a operação para a distribuição de cada um dos lugares até preencher a última vaga.

Embora esse processo pareça complicado, um programa de computador consegue definir a quantidade de vagas de cada partido e quem são seus ocupantes em questão de minutos, depois que a apuração termina.

Expectativa: Região poderia eleger mais lideranças locais, se concentrasse votos (Foto: Arquivo)

Expectativa: Região poderia eleger mais lideranças locais, se concentrasse votos (Foto: Arquivo)

‘Ganhou, mas não levou’

As regras das eleições proporcionais trazem resultados que às vezes surpreendem. Na eleição para vereador em Volta Redonda, em 2016, seis dos 21 candidatos que tiveram mais votos ficaram de fora da Câmara Municipal porque seus partidos não atingiram o coeficiente eleitoral. Em Barra Mansa, o candidato que obteve a maior votação ficou sem uma vaga na Câmara Municipal, pelo mesmo motivo.

Ajuda dos campeões de votos e da ‘rabiola’

É comum haver candidatos eleitos com muito menos votos do que o coeficiente eleitoral. Na eleição de 2014, por exemplo, o coeficiente para deputado federal no Estado do Rio foi de 166.814 e o de deputado estadual, 113.729. Dos 46 deputados federais eleitos pelo estado, só cinco tiveram mais votos que o quociente. Dos 70 deputados estaduais eleitos, só cinco tiveram mais votos que o coeficiente. Esses são chamados de “campeões de votos” e junto com os candidatos com menor votação – que no meio político costumam ser chamados de “rabiola” – têm uma grande importância no resultado da eleição.

Por exemplo, imaginemos uma eleição onde o coeficiente seja de 150 mil votos. Se um candidato sozinho consegue 300 mil, ele garante a sua eleição e a de mais um companheiro de chapa – o segundo mais votado, mesmo que ele tenha tido um único voto.

A soma dos votos da “rabiola” também é importante – mesmo que esses candidatos menos conhecidos não tenham chance real de serem eleitos, é importante que eles se esforcem na campanha e consigam a maior quantidade possível de votos. Eles vão dar uma contribuição importante para o “bolo” de votos do partido, já que mesmo as maiores legendas não costumam ter mais do que um ou dois “campeões” que garantem seu coeficiente e ajudam outros companheiros.

Fatores que alteram o resultado

O cálculo dos coeficientes é feito da forma apresentada nesta reportagem, mas os índices de comparecimento e de votos válidos podem variar.  Até mesmo a meteorologia pode influir no resultado. Por exemplo, se no dia da eleição o sol estiver forte, muita gente pode preferir ir à praia ou à piscina e deixar para justificar a ausência ou pagar a multa.

Se chover muito forte, também pode aumentar a abstenção porque as pessoas não quereriam ou não poderiam ir votar debaixo de um temporal. Isso reduz o número de comparecimentos e de votos válidos, diminuindo também os coeficientes. Por outro lado, um dia nublado, mas não de chuva forte, pode ajudar a aumentar o comparecimento.

Existe ainda o fator de comprometimento do eleitorado, que é gerado pela campanha. Se a população se interessar pela disputa, levando o assunto para as conversas nas ruas, a tendência é haver maior comparecimento e mais votos válidos, o que aumenta os coeficientes. Já uma campanha “morna” tende a reduzir o comparecimento e aumentar os índices de votos nulos e brancos, reduzindo os coeficientes.

Concentração: Volta Redonda, Barra Mansa e Resende juntam quase todo o eleitorado (Gráfico: Diário do Vale com dados do TSE)

Concentração: Volta Redonda, Barra Mansa e Resende juntam quase todo o eleitorado (Gráfico: Diário do Vale com dados do TSE)

 

25 comentários

  1. Eu voto América Tereza para deputada federal

  2. No dia em que os evangélicos souberem votar o país será outro.
    Chega de Albertassis, Crivelas, etc….

  3. Os eleitores de VR deram um show na eleição de 2016 não votando no PMDB, PT, PSDB e PCdoB, uma decisão inteligente quando sepultamos esses partidos numa dedada só através das urnas. (pra quê fazer passeatas se podemos acabar com eles pelas urnas?)

    Enquanto nas outras cidades da região os eleitores ajudaram o Temer a fazer m… no Brasil, apesar da campanha forte para ninguém votar no PMDB e partidos aliados.

    Em 2018 aqui em VR consolidaremos como os melhores eleitores deste país quando ABAIXAREMOS os votos nulos e abstenção, já que os ELEITORES NÃO VÃO QUERER pagar multas para ajudar os partidos dos bandidos. Eu tenho certeza que as pessoas de bem desta cidade ajudará a alertar os seus familiares, amigos e vizinhos.

    Assim mudaremos completamente a previsão eleitoral desta reportagem.

  4. Justamente os politiqueiros que mantêm currais eleitorais com compra de votos e outros favores é que levam vantagem com o excesso de votos nulos ou em branco e com a abstenção. Quer protestar? Uma opção é votar em partido que nem representante tem no Congresso Nacional e na ALERJ, no mínimo vão dificultar a eleição dos eternos caciques da política.

    • É isso aí! Temos 35 partidos para escolher, e por quê escolher justamente os mais corruptos? Temos milhares de candidatos, e por quê escolher justamente os “mesmos”?

  5. Infeliz do candidato que for apoiado pelo folclórico pau-mandado de nick “VAI VENDO”. Esse caçador desesperado da boquinha perdida é o pior e mais pé-frio cabo eleitoral do Universo.

    • Os meus candidatos raramente ganham eleição pq eu não voto em corrupto. Esse negócio de “não perder voto” é coisa de analfabeto político. São os famosos eleitores “Maria vai com as outras”, gente incapaz de escolher um candidato.

  6. Eu gostei quando o Deley pediu o impeachment daquele monstro comunista que estava acabando com o Brasil, pois desde que o monstro saiu do Palácio do Planalto a economia começou a melhorar um pouco, pois a destruição do país foi muito grande, ainda vai levar uns dez anos para reverter toda a destruição!
    Estou pensando em votar no Deley, só estou esperando pela Reforma da Previdência…. Se Deley votar pela Reforma da Previdência terá meu voto para ser reeleito em 2018, no entanto, se Deley votar contra a Reforma da Previdência não terá meu voto!

  7. Pode até eleger. Menos os q aí estão. Bando de pilantras que só pensam em vantagens pessoais. Vide o caso do Sr. Deputado certinho que faz parte da quadrilha e está preso. Renovação já.

  8. Ta difícil pra todo mundo

    Não voto em ninguém não confio na política eles acabaram com o país

    • Saiba que Vc ajuda mais eles com o seu dinheiro da multa do que o seu próprio voto. O seu dinheiro ajuda todos os partidos, assim todos os bandidos são beneficiados com a sua decisão.

  9. Até 2014 teve candidato do Grande Rio, com muito dinheiro, financiando a turma do interior. Eduardo Cunha e Julio Lopes, por exemplo. Agora se tem quase certeza que muito financiamento de campanha vem de caixa 2 e até “caixa 3”, portanto, quem aparecer em propaganda rica de “forasteiros” vai despertar suspeitas.

  10. Aqui, do Sul-Fluminense? Non, non, merci.

  11. Precisamos eleger, o máximo de deputados federais para que a região receba verbas vinda das emendas, mas temos que votar em candidatos bons essa é a parte mais dificil.

    • Smilodon Tacinus - O Emir Cicutiano

      É mais difícil do que casamento, onde mesmo após namorar um tempão vc não sabe se vai dar certo ou não…

    • Smilodon Tacinus - O Emir Cicutiano

      Apesar de que tem um comentarista aqui, com pseudônimo de “Vai Vendo”, que acredita que se escolhe político como se fosse item de supermercado…

    • O pior é gente que vende voto, mesmo que não precisa das merrecas que dão por votos. As coisas só vão melhorar quando descobrirem o poder real do voto, já vi candidato ser eleito por diferença de um voto. E se tiver só um voto válido o candidato que teve esse voto será eleito, fica a dica.

    • ta maluco votar em ninguem so tem ladrao

    • Eduardo

      O que é candidato bom para Vc?

      Se for aquele que compra votos, ou tem sorriso largo para Vc ou te dá tapinha nas costas ou então o pior deles, aquele que a pesquisa mostra na frente, a política não tem conserto.

      Agora se for um candidato que CONHECE a Administração Pública e ENTENDE de Gestão Pública não se vende , pois sabe que um dia terá de lamber botas, além de perder toda a credibilidade dos servidores públicos que fazem a máquina pública funcionar.

    • Candidato bom primeira coisa é não ser comprador de votos que já vi muitos por ai, sendo com dinheiro e usando a maquina para fazer favores, segundo é ter palavra fazer o que fala, ter propotas possiveis e ter estudo o suficiente para não ser só um fantoche além de outras coisas.

  12. BRASIL !!!OPERAÇÃO NAO REELEGER NINGUÉM E NAO ELEGER NINGUEM TBM PQ NÃO ADIANTA EM NADA

    • Smilodon Tacinus - O Emir Cicutiano

      Alguém sempre vai se eleger, nem que seja com seu próprio voto e o de pessoas próximas… Logo, boicotar eleição é uma imbecilidade…

    • E se PAGAR MULTA saiba que o seu dinheiro vai beneficiar os maiores partidos (no caso , o PMDB de bandidos). Pior ainda do que votar errado, e de uma imbecilidade sem tamanho.

      A sugestão de quem conhece a Administração Pública é votar sempre nos candidatos últimos lugares, já que os mais INDICADOS pelas pesquisas estão recebendo de empresas que um dia cobrará o investimento.

  13. Volta Redonda, com mais de 220 mil eleitores, é quase metade disso. Não sei porque não incluíram Barra do Piraí aí. Não tem como falar em região sem incluir o município barrense!

  14. aqui na região não tem ninguém para representar eu e minha família tudo merda tudo merda

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