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Vereadores do Rio começam a discutir hoje impeachment de Crivella

Matéria publicada em 11 de julho de 2018, 08:15 horas

 


Rio de Janeiro – A Câmara Municipal do Rio de Janeiro suspendeu extraordinariamente o recesso e discute, a partir de hoje, quarta-feira, dia 11, o futuro do prefeito da capital, Marcelo Crivella (PRB). Dezessete vereadores de oito partidos de oposição conseguiram interromper o recesso para por em discussão e  votação o processo de impeachment de Crivella. A votação deve ocorrer amanhã, dia 12.

Desde ontem, terça-feira, 10, Crivella vive dias decisivos. A batalha começou com os pedidos de impeachment contra o prefeito, que governa o Rio há um ano e meio. Os vereadores querem debater a conduta dele.

Em reunião no Palácio da Cidade, na semana passada, Crivella ofereceu a líderes religiosos ajuda para realização de cirurgias de catarata e varizes, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para os fieis. O prefeito também indicou a possibilidade de colaborar com os religiosos para a obtenção de isenção legal de pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano ( IPTU) para seus templos.

Mobilização

A bancada de oposição está confiante na mobilização popular para lotar as galerias da Câmara e, assim, pressionar vereadores indecisos, que possam estar descontentes com a condução de Crivella. A aprovação do impeachment depende de  34 votos favoráveis para iniciar o processo. Os parlamentares da base de Crivella classificam a iniciativa de eleitoreira e garantem que ela será derrotada por ampla margem de votos.

Segundo os oposicionistas, o “pecado” de Crivella foi ter realizado um encontro, no último dia 4, com fiéis evangélicos dentro do Palácio da Cidade, uma das sedes oficiais da prefeitura. Há gravações de áudio e vídeo com registros de que o prefeito ofereceu vantagens como cirurgias de catarata, varizes, vasectomia e até mesmo a isenção de IPTU para igrejas evangélicas.

Volúvel

“A base aliada do prefeito é muito volúvel. Ele não tem uma base orgânica, como o [ex] prefeito Eduardo Paes tinha, de 18 vereadores. O Crivella foi eleito com apenas três vereadores de seu partido. Então, a composição de maioria na Câmara depende sempre de muita negociação”, disse o vereador Renato Cinco (PSOL).

Porém, o líder da bancada governista, vereador Dr. Jairinho (MDB), sustenta que tudo aconteceu dentro da normalidade, e que não representa motivo sério para o impeachment de Crivella.

“Não tem motivação para impeachment. Isso é um processo eleitoreiro. Estão querendo fazer um palanque político. Ninguém viu motivação grave para isso. Estamos passando por um momento tão difícil no Brasil, aí o cara faz uma reunião para poder orientar, e vai tomar o impeachment? Não é razoável”, assegurou Jairinho.

3 comentários

  1. Pois é, sem entrar no mérito da questão. Enquanto isso, o Pezão, com a sua trupe, está nadando de braçadas, vai terminar o “desmandato” tranquilo e ainda vai eleger os seus cupinchas. Para uma mídia bem conhecida o que vale é: aos meus amigos tudo, aos inimigos que se faça cumprir as leis………

  2. Desconfio que esse prefeito não está nem aí. Os votos dos fiéis da igreja dele vão sempre garantir o seu futuro e dos apadrinhados dos bispos da Universal. E se algo der errado na política, as sacolinhas da igreja estarão sempre cheias para manter o status desses bispos.

  3. CEM Reais para votar, SEM Gestão Pública depois

    O vereador Dr. Jairinho (MDB) dizer que não é grave a reunião e os compromissos favorecendo um grupinho e na cara de pau?

    VAI VENDO aí o que dá votar em candidatos que NÃO CONHECEM a Administração Pública e NÃO ENTENDEM de Gestão Pública.

    Eles acham que as prefeituras são casas de mãe Joana. Imaginem quantos e quantos estão na fila aguardando a vez para atendimento que os evangélicos entrarão na frente?

    Evangélicos MAIS uma vez promovendo e apoiando os corruptos.

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