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Acidentes na malha ferroviária da MRS aumentam em 55% no primeiro semestre

Matéria publicada em 12 de agosto de 2017, 17:00 horas

 


Cidades da região se dividem entre reduções e aumento nos casos de acidentes na malha

Sul Fluminense – A concessionária MRS Logística S.A., que opera a chamada Malha Regional Sudeste da Rede Ferroviária Federal S. A. registrou no primeiro semestre de 2017, ao longo dos 105 municípios nos quais a empresa está presente, 56 atropelamentos e abalroamentos. Nas cidades do chamado Centro-Sul Fluminense houve uma “divisão”. Enquanto algumas tiveram aumento, outras registraram queda no número de acidentes.

Isto representa uma média de um acidente a cada duas cidades ao longo de todo o 1º semestre. Se comparados com o 1º semestre de 2016, período em que houve 36 atropelamentos ou abalroamentos, chega-se a um aumento de 55%. De acordo com a MRS, apesar de o resultado ser muito bom ao comparar com outros modais, é um alerta para pedestres e motoristas que atravessam a ferrovia.

No caso das cidades da região centro sul fluminense em que a concessionária MRS opera, só no primeiro semestre deste ano foi registrado 09 acidentes, enquanto que no mesmo período de 2016 foram 08 acidentes.

De acordo com a concessionária, entre as principais causas de acidentes, 70% deles são causados por imprudência, 14% por uso de álcool e drogas e 16% deles são causados por suicídio.

Em 100% das ocorrências, é casos de atropelamentos ou abalroamentos, envolvendo os trens da empresa, um componente de má avaliação de riscos por parte do pedestre ou do motorista.

Dados regionais

Na Centro-Sul Fluminense não é diferente. A imprudência de uma minoria de pessoas, que ainda insistem em se arriscar, continua sendo a principal causa.

A MRS costuma orientar as prefeituras sobre normas de segurança e projetos que possam dar mais segurança à população.

Segundo o especialista em comunicação, Diogo Kling, a MRS tem um relacionamento muito próximo e vários casos de sucesso com diversas prefeituras, mas a questão é hoje muito mais de cumprimento e observação das regras de trânsito.

Das cidades da região, Paraíba do sul, com três casos, foi a que mais registrou acidentes neste primeiro semestre, um a mais que no mesmo período de 2016. Já nos municípios de Volta Redonda, Pinheiral e Valença ainda não foram registrados acidentes este ano, enquanto que no primeiro semestre de 2016 registraram 04 acidentes.

– Não existem, na verdade, cidades com risco maior ou menor. Do lado da ferrovia, procuramos (e temos a obrigação) de manter as boas condições das passagens (para pedestres ou veículos). O que de fato tem acontecido é que o fator comportamental elimina as barreiras de proteção. O desafio hoje é o de conseguirmos convencer algumas pessoas a conter a pressa, a impulsividade. Infelizmente, é um comportamento que ainda observamos em todas as regiões por onde passamos, não é especifica de uma cidade ou grupo de cidades – lamenta.

Acidentes: Concessionária alerta para riscos e realiza ações para tentar reduzir casos (Foto: Divulgação/MRS)

Acidentes: Concessionária alerta para riscos e realiza ações para tentar reduzir casos (Foto: Divulgação/MRS)

Concessão do serviço

A MRS é uma concessionária de serviço público do transporte ferroviário de cargas e arrendatária de todos os bens da extinta RFFSA, dentre eles a faixa de domínio e as linhas férreas. Estes bens são de propriedade da União (DNIT), ou seja, bens públicos. Nesse contexto, a MRS efetua o pagamento das parcelas referentes à concessão do serviço e arrendamento dos ativos para a União.

Para ajudar as prefeituras a melhorar a segurança da população que circulam próximos as ferrovias sem gastar muito do seu orçamento, Diogo afirma que existem ações que são única e exclusivamente da MRS. “No entanto, em várias oportunidades, trabalhamos em parceria com as prefeituras”, diz.

Sobre o município da região sul fluminense que tem a melhor infraestrutura de proteção em relação a sua área ferroviária, Diogo ressalta que de forma geral, as condições da ferrovia são muito boas em toda a região.

Ações de conscientização

De acordo com o especialista em segurança e riscos operacionais, Filipe Berzoini, visando reduzir os atropelamentos e abalroamentos na ferrovia, a concessionária MRS tem realizado uma série de ações de conscientização junto às comunidades.

– O que nos angustia é que poderíamos, sim, chegar ao índice zero de acidentes. Atitudes muito simples poderiam nos garantir este objetivo, como: atravessar a linha férrea apenas em locais permitidos, não tentar passar na frente do trem quando a composição estiver se aproximando, enfim a adoção do comportamento seguro. Infelizmente, ainda presenciamos atitudes imprudentes na ferrovia, por este motivo precisamos continuar disseminando a cultura de segurança – ressalta.

Fora da região centro sul fluminense, Juiz de Fora/MG ainda é o município mais crítico com relação às ocorrências ferroviárias na malha sob administração da MRS, foram 11 no total. Em seguida, completam a lista das cidades com mais ocorrências Santos Dumont/MG, com cinco e Itaguaí/RJ, com quatro casos.

 

10 comentários

  1. Liberdade e propriedade

    Faltava você roedor. Roy Pennes.

  2. VR não tem desse problema pq a malha ferroviária foi criada para atender a CSN portanto é murada e passa sob viadutos, não compromete o trânsito. Já as demais cidades tiveram que se adaptar às ferrovias por isso esse caos no trânsito.

  3. E quando você está atravessando a linha (de carro) e tem umas malas que ficam passando devagar (de carro) com o trem apitando e você atrás preso por estes jegues?!?!

  4. PARAR COM ESTA HISTORIA DE QUE TREM NÃO SAI DA LINHA.O QUE SAI É DESRESPEITO AO PROXIMO.CONCENTRAÇÃO DE LOCOMOTIVAS NOS BAIIROS MAQUINISTAS DESPREPARADOS PARA TRAFEGAR NA REGIÃO.ESTA MRS QUE NÃO TEM CORAGEM DE CERCAR SUA MALHA FERROVIARIA.ABRINDOPASSAGEM DE NIVEL PARA ESTUDANDES PASSAREM É UM HORROR.

  5. Barra Mansa fora dessa estatística é uma surpresa.

  6. Liberdade e propriedade

    BM já tem passarelas e viadutos suficientes para acabar com todas as travessias da linha principal, visto um comparativo com o rio, que é paralelo a ferrovia.

    Fazer passarela inferior sob ferrovia é mole, pouco comprimento e baixa profundidade, escada toda apoiada na terra e sem necessidade de estrutura armada. Por cima há mais escada, pois tem que subir mais alto que o trem, por baixo descer apenas a altura de um humano.

    • Somente um idiota de Resende para falar uma besteira dessas.
      A maior roça do sul do estado, que pegou umas empresas onde boa parte
      dos funcionários moram fora pois na cidade não tem profissionais qualificados
      para tais funções.

      E a MRS achando que é a dona do mundo fazendo o que quer.

    • Liberdade e propriedade

      Você esperneou mas não disse qual besteira falei.

      Agora, um barramansense, criticar Resende é o fim da picada. Cara Resende é um luxo perto de BM. BM não ganha de Resende em absolutamente nada. Todo critério, dados ou características comparada BM perde. Até no futebol. Poderia fazer uma lista enorme aqui.

    • que bonito essa briga de suinos e rocendes..

    • الفتح - الوغد

      Vou aproveitar e vender ingressos. Normalmente eles fazem uma união “arco-íris” para combater VR… Mas aqui a firma é forte… kkkkkkkk!

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