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Agosto registra saldo negativo de empregos em Volta Redonda, Paraty e Angra dos Reis

Matéria publicada em 23 de setembro de 2017, 21:00 horas

 


Resende, Barra do Piraí e Barra Mansa tiveram expansão em seus mercados de trabalho no mês passado

Sul Fluminense – Das seis cidades da região com mais de 30 mil habitantes três apresentaram saldo negativo de empregos no mês passado, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego. Angra dos Reis teve -71, Barra do Piraí, -77 e Volta Redonda, -463. Barra Mansa teve o maior saldo positivo (141), seguida por Resende (88) e Barra do Piraí (54). Os dados foram divulgados na última quinta-feira (21) e se referem às cidades com mais de 30 mil habitantes. As que têm população menor não tiveram suas informações divulgadas.

O cenário do mercado de trabalho da região continua negativo em Angra dos Reis: foram 71 demissões a mais do que admissões em agosto, com 561 empregos a menos no acumulado do ano e -842 no acumulado de doze meses. A cidade da Costa Verde sofre com a crise do Estaleiro Brasfels, que teve forte impacto negativo na economia local.

Barra do Piraí

O saldo positivo de 54 empregos registrado pela cidade em julho ajudou a ampliar para 89 o resultado acumulado no ano. No primeiro semestre, a cidade tinha um saldo positivo de 21, mas os dados referentes aos últimos doze meses apresentam um recuo de 191 postos formais no município.

Barra Mansa

Embora o saldo positivo de agosto tenha sido o mais alto registrado entre as cidades da região com mais de 30 mil habitantes, essas 141 admissões a mais do que demissões foram insuficientes para reverter o saldo negativo que havia se acumulado em -966 no primeiro semestre e caiu para -952 entre janeiro e julho. Agora, o encolhimento do mercado de trabalho em 2017 está em 803.

No acumulado dos últimos doze meses, a perda de empregos em Barra Mansa chega a 1.060.

Paraty

O saldo negativo de 77 em agosto reverteu uma situação que, até então era positiva. Entre janeiro e julho, a cidade registrava 50 admissões a mais do que demissões. A cidade agora registra um encolhimento de 27 postos formais em seu mercado de trabalho e, no acumulado de 12 meses, tem 153 admissões a mais do que demissões.

Resende

Única cidade da região a apresentar saldos positivos tanto no mês (88) quanto no acumulado do ano (1.096) e nos últimos doze meses (961), Resende tem a possibilidade de manter a expansão. A Nissan ajudou a ampliar o mercado de trabalho local ao implantar o segundo turno de produção e a MAN Latin America, montadora de caminhões, anunciou mais 300 admissões ao logo dos próximos anos.

Volta Redonda

A forte contração no mercado de trabalho em Volta Redonda no mês passado foi ainda maior que o saldo negativo registrado em julho (-446). Esses dois saldos negativos reverteram o saldo positivo de 507, acumulado entre janeiro e junho. Os primeiros oito meses do ano apontam, agora, uma contração de 330 empregos formais.

Já quando se observa o resultado dos doze meses decorridos entre setembro de 2016 e agosto de 2017, o saldo é positivo: 247 vagas com carteira assinada foram abertas no período.

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Brasil abre 35,4 mil novas vagas em agosto

O Brasil fechou o mês de agosto com um saldo positivo de 35.457 novos postos de trabalho, com crescimento de 0,09% em relação ao estoque do mês anterior. Esse foi o quinto mês consecutivo e o sexto do ano em que o Caged registrou um número maior de contratações do que demissões.

O resultado positivo de agosto reflete a diferença entre 1.254.951 admissões e 1.219.494 desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de 163.417 postos de trabalho, uma expansão de 0,43% em relação ao estoque de dezembro de 2016.

“Os números do Caged em agosto confirmam o processo de retomada gradual, mas firme e consistente da nossa economia, como resultado das medidas adotadas pelo governo para o País voltar aos trilhos do crescimento”, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

O saldo do mês passado é o maior desde agosto de 2014, quando foram abertas 130.904 novas vagas. Depois, houve dois anos seguidos de redução, com saldos negativos em agosto de 2015 (-77.320 postos) e agosto de 2016 (-22.261 postos), na série ajustada.

Em 2017, o Caged já havia registrado saldos positivos em fevereiro (+46.105), abril (+71.198), maio (+41.269), junho (+12.431) e julho (+35.900). Apenas em janeiro (-34.585) e março (-59.738) houve reduções. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo ainda é negativo, com o fechamento de 544.658 postos de trabalho, uma redução de 1,40% no contingente de empregados celetistas do País.

Setores

Cinco dos oito setores de atividade econômica tiveram crescimento no nível de emprego em agosto. Destacaram-se:

Serviços: +23.299 postos (+0,14%);

Indústria de Transformação: +12.873 postos (+0,18%);

Comércio: +10.721 postos (+0,12%);

Construção Civil: +1.017 postos (+0,05%);

Administração Pública: +528 postos (+0,06%).

 

Apenas três setores tiveram reduções:

 

Agricultura: -12.412 postos (-0,75%);

Serviços Industriais de Utilidade Pública: -434 postos (-0,11%);

Indústria Extrativa Mineral: -135 postos (-0,07%).

 

O crescimento no setor de serviços foi puxado pelos subsetores de Ensino; Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários; Administração de Imóveis, Valores Mobiliários e Serviços Técnicos Profissionais.

Na Indústria de Transformação, 8 dos 12 subsetores apresentaram resultados positivos, com destaque para a Indústria de Produtos Alimentícios e Bebidas; Têxtil e de Vestuário; Metalúrgica; a Materiais de Transporte; e Madeira e Mobiliários.

O bom desempenho do Comércio é explicado pelo crescimento do Comércio Varejista, com destaque para as áreas de Comércio Varejista de Mercadorias em Geral, principalmente Produtos Alimentícios – Hipermercados e Supermercados; Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos para Uso Humano e Veterinário; e Comércio de Peças e Acessórios para Veículos Automotores.

Na Construção Civil, o saldo positivo foi impulsionado por Construção de Rodovias e Ferrovias; Instalações Elétricas; e Obras de Terraplenagem.

Já a Agricultura teve uma redução em agosto, devido às quedas nos subsetores de Cultivo de Café e Atividades de Apoio à Agricultura. Por outro lado, houve crescimento no número de novas vagas nos cultivos de Plantas de Lavoura Temporária não Especificadas; Frutas de Lavoura Permanente, exceto Laranja e Uva; e Cana-de-Açúcar.

Regiões e Estados

Segundo os dados do Caged, todas as regiões apresentaram crescimento do nível de emprego em agosto, com destaque para o Nordeste, que registrou 19.964 novos postos (+0,32%). Na Região Sul, foram 5.935 novas vagas (+0,08%), um pouco acima do saldo do Centro-Oeste, com 4.655 vagas abertas (+0,15%). As regiões Norte, com 3.275 novos postos (+0,19%) e Sudeste, com 1.628 postos (+0,01%) também tiveram crescimento no emprego formal. “Os números mostram que o crescimento do emprego e a recuperação da economia já ocorre em todo o País”, pontuou o ministro

Entre os 26 estados e o Distrito Federal, 19 tiveram saldo positivo. Os maiores crescimentos ocorreram em São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco e Paraíba.

6 comentários

  1. الفتح - الوغد

    E pensar que o Hospital Regional, A Rodovia do Contorno e o shopping Park Sul, quando funcionando, impulsionarão bastante a geração de empregos fixos nos setores de comércio e serviços… A tendência é que as atividades ligadas à siderurgia percam cada vez mais empregos, num processo natural de modernização…

  2. A primarização em julho e agosto, dos serviços de manutenção da CSN, tão comemorada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, contribuiu muito para esses números negativos. Ela admitiu bem menos do que a antiga contratada dela empregava.

  3. O desemprego bate na porta dos médicos pediatrias de volta redonda , prefeito Samuca demitiu vários salve engano são vinte pediatras demitidos

    • Tenho muita pena de médico. Nossa…

    • Tá Demais,
      Seu comentário foi simplesmente ridículo, pois os médicos ganham salário de fome,
      trabalham excessivamente para ganhar o que vale o investimento.
      Para formar um médico gasta aproximadamente R$ 700.000, para ouvir um
      comentário igual ao seu.

  4. Estranhamente, esse Diário do Vale vinha publicando artigos de teor completamente diferente desse. Na ocasião o jornal mostrava um crescimento espantoso no que se refere à criação de novos empregos, enquanto eu dizia em vários comentários, que a verdade era exatamente contrária à posição do jornal, haja vista a quantidade de candidatos a vagas de emprego vistos formando filas nas imediações dos escritórios de contratação de trabalhadores.

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