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Alerj cria frente para defender setor naval do Estado do Rio

Matéria publicada em 19 de setembro de 2017, 21:35 horas

 


Angra dos Reis foi uma das cidades mais afetadas pela crise nos estaleiros

O presidente da Frente Parlamentar em Apoio à Indústria Naval e Offshore, deputado Waldeck Carneiro (PT); à esquerda os deputados Nivaldo Mulin (PR) e Paulo Ramos (PSol)

O presidente da Frente Parlamentar em Apoio à Indústria Naval e Offshore, deputado Waldeck Carneiro (PT); à esquerda os deputados Nivaldo Mulin (PR) e Paulo Ramos (PSol)

Angra dos Reis – A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), instalou nesta segunda-feira (19) a Frente Parlamentar de Apoio à Indústria Naval e Offshore. O objetivo é buscar soluções para a crise no setor. Do fim de 2014 a fevereiro de 2016 cerca de 45 mil trabalhadores da indústria naval perderam seus empregos no Brasil, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval e Offshore (Sinaval). Só no estado do Rio – no ano passado – foram demitidos 10 mil funcionários.

Na edição de 17 de setembro, o DIÁRIO DO VALE publicou reportagem sobre o impacto que essa crise causou em Angra dos Reis. Durante a reunião desta segunda, a presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do município de Angra dos Reis, Cristiane Marcolino de Souza, relatou que a falta de investimentos no setor já acarretou mais de três mil demissões.

— Em 2014 tínhamos 7 mil funcionários trabalhando em três plataformas, atualmente só temos uma estação de trabalho e apenas 2.500 empregados — informou Cristiane. No auge das atividades, por volta de 2012, o Brasfels chegou a ter 15 mil empregados.

A prefeitura de Angra dos Reis deixou de arrecadar com o setor R$ 97 milhões, nos últimos dois anos, de acordo com o vice-presidente do Sinaval, Sérgio Bacci.

— Isso significa menos investimentos na cidade. Os trabalhadores perderam o emprego e pararam de gastar, deixando de fomentar a economia do município. É um equívoco não se investir nessa indústria — pontuou.

O presidente da Frente, deputado Waldeck Carneiro (PT), disse que pretende lutar pela recuperação dos empregos e pelos pagamentos dos direitos trabalhistas.

— A indústria naval brasileira é fundamental para a economia nacional e do estado do Rio. Ela nasceu aqui, no município de Niterói, na Ponta d’Areia, e viveu momentos gloriosos no início dos anos 2000, com geração de empregos na casa dos 80 mil trabalhadores. Agora vivemos um momento de retração e precisamos reverter isso — afirmou o parlamentar.

Compõem a Frente Parlamentar os deputados Paulo Ramos (PSol), vice-presidente, Nivaldo Mulin (PR) e Dr. Julianelli (Rede). Também estiveram presentes na reunião os parlamentares Carlos Osório (PSDB), Gilberto Palmares (PT) e Milton Rangel (DEM).

 

Pressão na Petrobras

 

Para o presidente da Sindimetal do Rio de Janeiro, Jesus Cardoso, vários fatores explicam a crise do setor. Um deles é o fato de a Petrobras estar direcionando parte das encomendas para fora do país.

— Temos que fazer uma pressão na Petrobras. Ela precisa encontrar uma saída para a crise e voltar a investir no estado — disse Cardoso.

O deputado Waldeck adiantou que vai fazer uma reunião junto com a Comissão de Minas e Energia da Alerj.

— Já se iniciou aqui na Casa uma discussão em relação à exploração dos poços de petróleo, sobretudo na Bacia de Campos. Pretendemos fazer uma audiência, já que a indústria naval está ligada à produção do petróleo — justificou.

2 comentários

  1. Não era só tirar a Dilma que ia melhorar?
    Tira a Dilma que o investimento vem.
    Eu aqui morrendo de rir dos leitotes da INveja e dos que amam assistir a Globo News. Kkkkkkkkkk

  2. Meu nome é Zé Pequeno!

    O problema dos políticos brasileiros é o de correrem atrás de melhorias para o povo apenas às vésperas das eleições visando sua releição pois o problema já seria facilmente deslumbrado assim que foi anunciado.
    Deste modo, como a crise econômica é estadual e a perda destes postos de trabalho enfraquece cada vez mais a economia agora querem reverter a situação.

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