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Associação de Magistrados do Rio também quer acompanhar processo de intervenção

Matéria publicada em 27 de fevereiro de 2018, 08:41 horas

 


Rio de Janeiro – A Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj) pretende acompanhar de perto o processo de intervenção federal na área de segurança pública do estado. A informação foi prestada pela presidente da entidade, a juíza Renata Gil, durante a cerimônia realizada na noite desta segunda-feira (26), em que tomou posse do seu segundo mandato à frente da entidade. De acordo com ela, os pedidos de mandados de busca e apreensão e as medidas cautelares urgentes serão acompanhados “em tempo real” pela Amaerj.

Além da Câmara dos Deputados, já anunciaram a criação de observatórios ou comissões de acompanhamento do processo de intervenção federal, o Senado, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, entre outras instituições.

A juíza disse ainda que a entidade pretende garantir a interlocução entre os interventores e os juízes. “Ela [a intervenção] foi aprovada, decretada, e o nosso papel é acelerar os procedimentos que forem necessários para que o Exército cumpra seu papel no Rio de Janeiro. Entendemos que todas as medidas urgentes serão apreciadas no cunho da legalidade pelos juízes. Eles estão preparados para isso, e toda a interlocução que for necessária entre as forças de segurança e os magistrados, a associação vai fazer”, assegurou.

Quanto à possibilidade de concessão de mandados coletivos e o cadastramento com fotos de moradores feito pelo Exército durante operações nas comunidades da Vila Kennedy, da Vila Aliança e da Coreia, na zona oeste da cidade, na sexta-feira (23), a juíza disse que a Amaerj não se posiciona com relação a isso. “Cada magistrado vai fazer essa análise e o nosso papel é fortalecer a decisão do magistrado”, concluiu.

No seu discurso durante a cerimônia, a presidente apontou o acompanhamento do processo de intervenção federal como um dos desafios que terá que enfrentar no segundo mandato. “Especialmente, apreciando a legalidade das medidas que se fizerem urgentes e no julgamento correto e eficaz daqueles submetidos ao processo criminal. Faremos toda a interlocução necessária entre as forças de segurança e a magistratura para que a medida escolhida seja bem-sucedida e que a sociedade finalmente se sinta protegida”, indicou.

A juíza também falou do auxílio-moradia, principal pauta corporativa dos juízes do país e atribuiu a discussão do tema a uma retaliação à magistratura. “Tenho acompanhado a imprensa desde janeiro até os dias de hoje e todos os dias sai alguma matéria com relação a remuneração da magistratura. Penso que hoje a Justiça é a carreira que mais transparência tem no país. No caso específico do Rio de Janeiro, toda a remuneração do magistrado está contemplada em uma lei que é clara e transparente também. Agora, se essa lei deve ser revogada ou não, isso é o papel do Parlamento e da sociedade. Nós defendemos que ela deve ser mantida por questões de legalidade”, completou.


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3 comentários

  1. Quando na década de 90 e começo do milênio vieram para o Brasil companheiros das Farcs e outros grupos terroristas do Peru, do Chile e da Bolívia, etc… e participavam livremente, com o apoio do PT e do PCdoB, do Foro de São Paulo… Os magistrados do Rio não viam nada, não sabiam de nada, não tinham ouvido falar de nada….
    Como diria Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”….

  2. Todo mundo quer tomar conta do Exercito.

  3. Os traficantes invadem residências, expulsam moradores, agridem trabalhadores e, quando estes mesmos procuram ajuda, órgão nenhum interfere ou ajuda. agora quando o exército solicita através de mandado a entrada nessas residências, a PQP quer intervir?

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