Cabral usou R$20 milhões de verba de campanha para fins pessoais - Diário do Vale
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Cabral usou R$20 milhões de verba de campanha para fins pessoais

Matéria publicada em 9 de junho de 2018, 11:32 horas

 


Ex-governador tem interesse de se desfazer de bens para ressarcimento

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, admitiu hoje (8) em depoimento ao juiz federal Marcelo Bretas que, entre 2007 e 2016, usou cerca de R$20 milhões de verba de campanhas eleitorais para fins pessoais. Após a confissão, ele foi questionado pelo magistrado se teria interesse de se desfazer de bens pessoais para ressarcir danos e reparar erros e Cabral respondeu afirmativamente. 

O assunto foi retomado ao fim da audiência com o advogado de defesa Rodrigo Rocca que buscou esclarecimentos. Bretas disse que, caso o ressarcimento ocorra, o montante será destinado aos cofres do estado ou da União.

Assim como em outras ocasiões, Cabral admitiu envolvimento em esquemas de caixa dois e acrescentou que a movimentação de recursos de doações eleitorais teria sido da ordem de R$500 milhões ao longo de aproximadamente 15 anos. 

– O modelo (de financiamento de campanha) era esse. Eu não inventei. Ele existia antes de mim. Eu pedia dinheiro de campanha e era muito dinheiro sim. Porque eu não era responsável só pela minha campanha. E, de uma maneira vaidosa, quis eleger prefeitos, vereadores. – admitiu.

Ele, no entanto, não quis nomear demais políticos beneficiados com os recursos arrecadados.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse ter se perdido diante de tanto poder e lamentou os excessos. (Divulgação)

Lamentou excessos

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse ter se perdido diante de tanto poder e lamentou os excessos.  Cabral negou, porém, ter solicitado propina a empreiteiras ou a outras empresas.

– Nunca pedi sobrepreço em obra. Nunca pedi a um empresário que incluísse um percentual qualquer em nenhuma obra ou serviço do meu governo – disse.

O depoimento ocorreu dentro de uma das ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) a partir das investigações da Operação Eficiência, que por sua vez é um dos desdobramentos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Neste processo, investiga-se a ocultação e lavagem de dinheiro de recursos recebidos supostamente como propina no período em que Cabral foi governador.

Também figuram como réus Wilson Carlos, Sérgio de Castro Oliveira e Carlos Miranda, apontados como operadores de esquemas de corrupção, e os irmãos Marcelo Chebar e Renato Chebar, doleiros que teriam dissimulado o dinheiro obtido de forma ilegal.

Propina

Parte da denúncia se baseia nas declarações de Carlos Miranda, que fechou acordo de delação premiada e alega ter movimentado recursos de propina. Cabral afirma ser mentira. Segundo ele, Carlos Miranda era um administrador pessoal que também participava das campanhas, mas não do governo. Por essa razão, não teria conhecimento da origem dos recursos que movimentava e nem teria condições de dizer que era propina.

Questionado pelo juiz Marcelo Bretas se as reformas em imóveis seus e da ex-mulher não seriam verba de propina, Cabral disse terem sido realizadas com sobras de campanha. Ele isentou Wilson Carlos e Sérgio de Castro de participação em atos ilícitos e disse que eles não foram beneficiados pelos recursos.

Reagendado

Inicialmente, o interrogatório havia sido marcado para 27 de fevereiro, quando Cabral estava preso em Curitiba. Na ocasião, a audiência ocorreu por videoconferência e o ex-governador optou por se manter em silêncio. Com a autorização de sua transferência de volta ao Rio de Janeiro, os advogados pediram que ele fosse reinterrogado.

Cabral é réu em mais de 20 processos que se desdobraram da Operação Lava Jato. Em cinco, ele foi condenado em primeira instância a penas que somam 100 anos de prisão. No mês passado, uma dessas condenações, de 14 anos e dois meses, foi mantida em segunda instância.

O ex-governador está cumprindo pena no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ontem (7), o MPF apresentou mais uma denúncia contra Cabral.

8 comentários

  1. Acho q roubou até picolé de criança. Deixou o estado do Rio depenado. Mas o eleitor do Rio parece gostar desses tipos. Vem votando assim desde ..Moreira Franco, atual ministro do Temer que foi ministro da Dilma. Aqui cabe bem aquela anedota política: o povo esperto desse estado, tem o político que merece.

  2. PT uma desgraça

    “Votar no Sérgio Cabral é quase que uma obrigação moral, ética, política, é um compromisso de honra pra quem quer garantir um futuro melhor para os nossos filhos, para os nossos netos, para aqueles que a gente ama”.

    Ass. LULA

  3. CEM Reais para votar, SEM candidatos honestos

    “O modelo (de financiamento de campanha) era esse. Eu não inventei. Ele existia antes de mim. Eu pedia dinheiro de campanha e era muito dinheiro sim. Porque eu não era responsável só pela minha campanha. ……………………

    E, de uma maneira vaidosa, quis eleger prefeitos, vereadores. – admitiu.”

    Diante dessa confissão, o MP bem que podia pedir a quebra do sigilo bancário dos prefeitos, vereadores e seus assessores quanto ao recebimento desse dinheiro ilícito.

    Se precisar eu nomeio os candidatos do PMDB e partidos ALIADOS durante o período de 2006 e 2016. Os PRIMEIROS SERÃO os eleitos de VR, BM e PINHEIRAL, mas só não tenho como saber quais são os assessores.

  4. E pensar que o ignorante do Lula fez campanha eleitoral para a eleição de Sérgio Cabral, afirmando que Sérgio era a melhor opção e a mais ética para o governo do Estado do Rio de Janeiro!!!
    Como diria o ex-Senador Mão Santa: “A ignorância é audaciosa!”….

    • Guto, como ele disse ele não inventou a roda!
      Até o Fernando Henrique pediu dinheiro para outros políticos para campanha!
      O quase impossível é achar um honesto para votar.

    • Sim Derico o FHC pediu dinheiro, contudo não há uma única palavra contra o Itamar Franco e o Senador Álvaro Dias, pois eles são IMPOLUTOS!
      Como diria o ex-Senador Mão Santa: “a gente faz apenas uma vez na vida: nascer, morrer e votar no PT!”…

    • CEM Reais para votar, SEM mudança na corrupção

      Derico

      São os partidos que escolhem e indicam seus candidatos. Penso que precisamos mudar o jeito de votar ESCOLHENDO o partido e NÃO O candidato (Para a justiça eleitoral é no partido se vota primeiro).

      Evitando votar em partidos que acolhem corruptos, a gente mata o partido. Aí eles têm de mudar e selecionar melhor seus indicados. Nos países desenvolvidos é assim. Na Espanha o Rei Felipe despediu o presidente Mariano Rajoy deposto por recebimento de dinheiro ilícito, e este saiu encerrando sua vida política.

      Sabe por quê? Porque quaisquer dos partidos na Espanha não aceitarão mais ele como membro.

      Qual a diferença? Na Espanha é uma monarquia. No Brasil uma república, e república é uma cachorrada só de corruptos, tanto de partidos, quanto de indicados, quanto de ELEITORES DE CORRUPTOS do PMDB.

      Lembrando: desde 15 de novembro de 1889 com o golpe militar do COVARDE E TRAIDOR Deodoro da Fonseca é assim, isto é, são 128 anos de roubos. E não é nesta eleição que mudará. Nem na outra. E nem na outra. E nem na…

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