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“Caminhos Diversos” de David Neri

Matéria publicada em 4 de julho de 2018, 08:45 horas

 


Exposição pode ser conferida a partir desta quinta-feira (05) no Espaço Cultura GACEMSS

Além de desenvolver trabalhos com ilustração, David Neri é pintor, tatuador e professor de desenho e escultura

Diversidade técnica é assim que David Neri apresenta seus trabalhos, e a partir desta quinta-feira (05), suas obras poderão ser conferidas na a Galeria de Arte Cílio Bastos, no Espaço Cultura GACEMSS.

A mostra conta com 24 trabalhos em grafite, lápis de cor, pastel seco, pastel oleoso, nanquim, aquarela, marcadores e pintura digital, sem contar as misturas de técnicas presentes em algumas, como lápis de cor e pastel oleoso ou nanquim e aquarela.

– A proposta de minha exposição é justamente a diversidades técnica dos trabalhos. Quando soube que estava aberto o calendário da galeria, montei uma proposta de expedição e mandei para eles. Alguns meses depois recebi a resposta de que minha proposta havia sido aceita. – conta o artista.

Ainda segundo David, as obras expostas são um recorte do que tenho produzindo sobre ilustração, tendo trabalhos desde 2015 e o nome da mostra veio a partir desta variedade de técnicas produzidas por ele.

– O nome da exposição foi escolhido, pois o foco desta seleção de trabalhos é a diversidade plástica que a arte pode tomar, as várias vertentes que me faço valer para atingir os resultados demonstrados nos trabalhos expostos. Quero dar ênfase às técnicas e sobretudo à poética em cada trabalho, independente do discurso ou proposta dele. De certa forma, este recorte nada mais é do que um amalgamado da minha trajetória nos últimos anos, fruto de muitos experimentos e descobertas – explica.

Mineiro, mas morador de Volta Redonda desde os 11 anos, David desenhava desde muito novo, começando a partir da representação das coisas que via na televisão. Com 14 anos começou a ganhar dinheiro com seus desenhos, quando fazia caricaturas na feira aos domingos, depois de algum tempo começou a tatuar, nessa mesma época iniciou a pintura e também surgiu o interesse pelo realismo. Deixou o emprego de carteira assinada e quis arriscar viver de sua arte, que todos diziam gostar. Já atuando por alguns anos como tatuador, se mudou para o Rio de Janeiro para estudar Artes. Atualmente, aos 25 anos, faz licenciatura em Belas Artes, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, onde tem desenvolvido trabalhos de escultura, ilustração, pintura, desenho, ministrado cursos de curta duração de desenho e escultura e se aperfeiçoando cada vez mais como Artista Plástico.

Ao falar da carreira e de seus trabalhos, o artista conta que ao fazer a seleção das obras para a mostra conseguiu perceber a evolução de seus trabalhos.

– Quando estava selecionando o que iria para a exposição, percebi algumas mudanças ao longo dos anos, antes eu tinha uma preocupação menor, de certa forma, com o acabamento técnico, e mais com o conteúdo dos trabalhos. Acho que eu era preso ao material que estava usando, e sempre me mantinha na minha zona de conforto (lápis de cor ou grafite, e desenhos realistas). Mas agora, me preocupou mais com o que estou querendo mostrar e qual a melhor forma de fazê-lo, tento explorar o melhor de cada material de acordo com o que quero para cada trabalho, tento ampliar sempre mais meu repertório plástico, sempre buscando soluções diferentes para que eu possa ter um “vocabulário” gráfico cada vez maior – destaca.

David lembra ainda que alguns trabalhos são marcantes, por conta do aprendizado que uma obra pode oferecer ao artista e também pelo tempo que ela se encontra no acervo.

– O trabalho mais marcante, apesar de ser o mais antigo nessa seleção, é o casal hiper realista. Pois sinto que houve um salto muito grande dos meus trabalhos realistas anteriores para este. Foi quase um mês direto trabalhando nele, nas valeu a pena, aprendi muito e aperfeiçoei muitas técnicas diferentes, apenas com o lápis de cor – lembra.

O artista diz também que não há uma obra favorita, segundo ele o trabalho do momento é sempre o preferido até que inicie um trabalho novo.

– A minha última obra é um desenho inédito, é o “Sobre o escuro eu me Caio”. Esse trabalho é baseado no tamanho do meu amigo é fotógrafo Caio Mozer, o nome do trabalho foi dado por ele – conta.

Além dessas, há também algumas que deixam marcas pelo seu grau de dificuldade. Segundo David, esses trabalhos acabam trazendo um ensinamento maior.

– Sem dúvida o trabalho que tive mais dificuldade, e também foi o que aprendi mais. “O corvo e a raposa” de La Fontaine foi um pequeno projeto que conta com seis ilustrações, que foram feitas simultaneamente para manter uma unidade entre elas. Para estes trabalhos eu fiz diversos esboços e testes de composição e de cor, além de ter utilizado diversas técnicas juntas, sem contar que se trata de um trabalho com cunho infantil, o que não era habitual do meu trabalho – recorda.

O artista que já participou de algumas mostras coletivas no Rio de Janeiro, por duas vezes teve obras expostas no Salão de Humor promovido no espaço Zélia Arbex.

– Estou muito nervoso para a estreia dessa exposição, não imaginei que um dia teria material para montar uma mostra só minha. Eu sei que o público não precisa esperar mais no mesmo, por que ali cada trabalho tem seu universo particular, que são pedacinhos do meu universo, e eu espero que todos gostem – desabafa.

Serviço:

A exposição “Caminhos Diversos” do artista David Neri pode ser conferido de 05 a 27 de julho, de segunda a sexta-feira (exceto feriados) de 10h às 18h, na Galeria de Arte Cílio Bastos, no Espaço Cultura GACEMSS, localizado na Rua 14, nº 22 – Vila Santa Cecília/VR.

Além da exposição, quem quiser saber mais sobre o artista e seus trabalhos o é através do Instagran, nos perfis @ilustra_neri, @neritattoo e @neri_sculpteur.

Por: Amanda Teixeira – amandateixeira@diariodovale.com.br


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