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Campanha Natal sem Fome pretende arrecadar 500 toneladas de alimentos

Matéria publicada em 22 de outubro de 2017, 17:48 horas

 


 

Rio – Dez anos após sua última edição, a Campanha Natal sem Fome voltou este ano com o objetivo de arrecadar 500 toneladas de alimentos. O lançamento oficial foi neste domingo (22), no Aterro do Flamengo, no Rio, onde foi montada uma mesa de 1 quilômetro de extensão, coberta por diversos tipos de alimentos doados por empresas e grupos da sociedade civil.

O coordenador executivo do Comitê da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, Daniel Souza, disse que a iniciativa precisou ser retomada no país porque, com a crise política e econômica, parte da população, que tinha conseguido ficar acima da linha da pobreza, volta a ficar em risco.

“Infelizmente, o que estamos vendo é que, com a crise política e econômica, essa população que estava um pouco acima da linha da pobreza, que estava começando a se recuperar com os programas de transferência de renda, está voltando de novo a ficar em risco. Em 2014, já havia 7,2 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, e isso foi antes da crise. Agora certamente está maior este contingente”, disse Daniel, que é filho do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, idealizador da campanha Natal sem Fome.

A ideia é fazer a distribuição dos alimentos arrecadados, em cestas com cerca de 10 quilos, nas semanas que antecedem o Natal. A responsabilidade pela distribuição será dos parceiros e comitês de bairros, que atuam na ponta do processo e conhecem melhor quais as famílias mais necessitadas.

A voluntária Edir Dariux Teixeira, que faz parte do comitê Servo do Senhor, em Santa Cruz, zona oeste do Rio, ressaltou que este ano é grande o número de famílias de classe média que perderam o emprego e por isso estão passando necessidades.

“Com a crise no país, passamos a atender não só as famílias na linha da pobreza, mas também as de classe média, que estão desempregadas. Tem pessoas muito desesperadas. São pessoas que não têm acesso ao Bolsa Família. Nós vamos privilegiar as famílias com maior número de filhos”, disse Edir, que trabalhou pessoalmente com Betinho e atua com voluntariado há 25 anos.

Entre as pessoas que trouxeram alimentos para doar no Aterro do Flamengo, a bancária aposentada Rosania Abrantes ressaltou que é necessário ajudar os mais necessitados, principalmente os atingidos pela crise econômica. “Está horrível a situação. A gente precisa reagir de forma rápida. É necessário remobilizar as pessoas para enfrentar este momento. Cada vez a gente vê mais pessoas morando nas ruas. Vamos precisar mudar esta situação, e o Natal Sem Fome é uma boa iniciativa para isso”, afirmou Rosania.

No Rio, o principal ponto de coleta é a sede do comitê, na Avenida Barão de Tefé, 75, no bairro da Saúde, na região portuária. Em cada estado, haverá comitês específicos, que podem ser acessados na página da campanha na internet. Empresas e até condomínios podem montar comitês arrecadadores. Pelo mesmo endereço eletrônico, é possível fazer doações em dinheiro à campanha.

As informações são da Agência Brasil.

ONG Ação da Cidadania lança campanha Natal Sem Fome no Aterro do Flamengo, zona sul da capital fluminense (Tomaz Silva/Agência Brasil)

ONG Ação da Cidadania lança campanha Natal Sem Fome no Aterro do Flamengo, zona sul da capital fluminense (Tomaz Silva/Agência Brasil)

 

 

3 comentários

  1. NOVO PROGRAMA SOCIAL DOS COXINHAS… “FOME SEMPRE”!!!!!!!!!!!!!!!

  2. EU TÔ FORA DESSA CAMPANHA… OS COXINHAS QUE CONSERTEM ESSA C>>>GADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Em me lembro da doutora Zilda Arns, pois ela foi um ícone morta no Haiti num trabalho para ajudar pobres, viveu e morreu ajudando pobres. A Zilda Arns é uma guerreira, dedicou sua vida a salvar pobres, e ela falava muito sobre a multimistura, que era um farelo que até hoje é distribuída por algumas pastorais para crianças mais pobres, produzido por cascas de frutas, cascas de ovos com alto valor nutricional… E essa multimistura era adicionado a qualquer tipo de alimento, até mesmo à água, pois no sertão não há alimento algum…
    Doutora Zilda contava quantas crianças saíam da desnutrição crônica, por conta da multimistura, que é algo parecido com a farinata, que o prefeito de São Paulo Dória está dando para os mais pobres.
    Eu não vi ninguém se levantar para criticar a multimistura da Zilda Arns, dizendo que era uma ração humana. Agora, como a idéia surgiu do João Dória, a imprensa esquerdista e os políticos esquerdistas condenam o prefeito…
    Concluindo, podemos dizer que as mesmas pessoas que não condenavam a doutora Zilda Arns, agora condenam o prefeito, só porque ele não é da esquerda!
    Bando de gente hipócrita!
    A única coisa que esse pessoal de esquerda sabe fazer é jogar tomates e ovos novos em políticos que não são da esquerda!!!

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