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Coreia do Norte busca desnuclearização, diz líder sul-coreano

Matéria publicada em 19 de abril de 2018, 09:54 horas

 


Atlanta – O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In, disse hoje, quinta-feira (19), que a Coreia do Norte expressou compromisso com a “desnuclearização completa”. Ele acrescentou que Pyongyang não está impondo condições para que este processo seja iniciado. As declarações foram dadas depois de o presidente Donald Trump ter dito que o encontro entre Estados Unidos (EUA) e Coreia do Norte só acontecerá “se for frutífero”.

Trump afirmou nessa quarta-feira (18), em uma coletiva ao lado do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, que as conversas entre Washington e Pyongyang  estão avançando positivamente, mas que o país pode não realizar a cúpula com os norte-coreanos caso perceba que pode não alcançar os resultados esperados – a completa desnuclearização.

A Coreia do Sul também manifestou no começo da semana que quer aproveitar o encontro para reestabelecer o diálogo na península coreana.

Durante um almoço com jornalistas na capital, Moon afirmou que “acordos abrangentes de desnuclearização, o estabelecimento de um regime de paz e a normalização das relações entre as duas Coreias e os EUA não deveriam ser difíceis de alcançar por meio de cúpulas intercoreanas e entre Pyongyang e Washington.

As declarações foram repercutidas pela imprensa local e internacional. “Não acho que a desnuclearização tenha significados diferentes para as Coreias do Sul e do Norte. O Norte está expressando o desejo de uma desnuclearização completa”, frisou.

Segundo o jornal norte-coreano The Cholsonilbo, Moon Jae-In enfatizou que os norte-coreanos não atrelaram nenhuma condição que os EUA não possam aceitar, como por exemplo, uma completa retirada de tropas americanas da Coreia do Sul. “Eles só estão falando do fim das políticas hostis à Coreia do Norte, seguido por uma garantia de segurança”.

A Coreia do Norte mantém programas nuclear e de mísseis, o que contraria resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Mas não está claro se Pyongyang abdicaria de pedir a retirada de tropas dos EUA da Coreia do Sul. Mais de 28 mil soldados norte-americanos permanecem no país, como herança da guerra na península, que aconteceu entre 1950 e 1953.

O governo norte-coreano já afirmou anteriormente que os EUA deveriam retirar as tropas do Sul, como condição de negociação da desnuclearização.

A imprensa local em Seul também destaca os preparativos da visita do presidente chinês XI Jinping à Pyongyang em junho, encontro em planejamento para acontecer logo após uma eventual reunião entre Trump e Kim Jong-Un.

Um comentário

  1. Meu nome é Zé Pequeno!

    Nada como um ataque a outro país para servir de recado a vários outros embora seja mais uma ação imperialista do que humanitária.
    Se fosse realmente humanitária está guerra já teria acabado não transformando-se em uma tragédia humana.
    Um terço do petróleo e do gás natural do globo estão naquela área desértica sem contar os seus arredores logo quem a controla diretamente ou indiretamente controla a riqueza mundial.
    Isso explica o interesse no nosso país vizinho, bem como, no nosso e o desmanche lento e gradual da nossa maior empresa.
    Um país no qual poucos têm acesso ao gás canalizado, cuja matriz energética principal tornou-se instável em razão das mudanças climáticas, cujo principais produtos são agrário- pecuários como todos eles não são rentáveis para justificar a sua venda e agora o interesse em vender a área de refino logo vamis usar petróleo bruto nos nossos veículos?
    Conta outra!

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