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CSN negocia com o governo do Estado doação de escória da Brasilândia

Matéria publicada em 19 de junho de 2018, 16:41 horas

 


Empresa confirma que pretende doar material para ser usado em asfaltamento de estradas rurais

Matéria-prima: Escória vai se tornar asfalto

Volta Redonda – A CSN confirmou, em nota oficial, a informação apurada pelo DIÁRIO DO VALE de que a empresa está negociando com o governo do Estado do Rio – mais especificamente com a secretaria estadual de Agricultura – a doação da escória acumulada no depósito do bairro Brasilândia, em Volta Redonda. “A CSN, inclusive, está em tratativas com órgãos públicos para a doação de parte desse material para recuperação de estradas vicinais no Rio de Janeiro”, afirma a nota, que está reproduzida na íntegra ao fim da reportagem.

A nota confirma também que o material, que é inerte, será usado na produção de asfalto para pavimentação de estradas em todo o Estado do Rio, principalmente rodovias rurais.

De acordo com as informações obtidas pelo DIÁRIO DO VALE, o acúmulo de escória no terreno ocorreu devido à crise econômica que atingiu o país nos últimos anos. A Harsco Metals, contratada pela CSN para lidar com a escória, retira do resíduo todos os compostos metálicos que podem ser reaproveitados no processo siderúrgico e os devolve à CSN. O material restante (a escória) é vendido para a produção de asfalto e cimento. Com a redução recente da atividade econômica, o material se acumulou, segundo a empresa.

A relação entre CSN e Harsco

A CSN informou ainda em nota que tem contrato com a empresa Harsco para fazer a gestão do agregado siderúrgico originário de seu processo de fabricação do aço. Este material se encontra na Área de Beneficiamento operada pela Harsco, onde acontece a separação do material metálico, que volta como sucata metálica para ser reutilizado pela CSN. A mesma nota diz que “o restante do material, que não é perigoso, conforme análises físico-químicas feitas com base na Norma ABNT NBR 10.004, o classifica como Classe II – Não Inerte, sendo comercializado pela empresa para diversos fins, principalmente o de pavimentação. É prática comum o uso deste agregado siderúrgico por prefeituras em todo o pais na pavimentação de estradas rurais e vicinais”.

A íntegra da nota da CSN

“De início, cabe ressaltar que o material armazenado na área de beneficiamento operada pela empresa Harsco não é perigoso, conforme classificação da ABNT. Não representa qualquer risco ao meio ambiente e ao rio Paraíba do Sul. A empresa Harsco, que é licenciada e especializada para o processamento deste tipo de material, o faz seguindo todas as normas ambientais pertinentes. No processo de beneficiamento, a parte metálica do material é separada e volta a ser usada no processo siderúrgico. O que sobra é estéril, incapaz de contaminar o meio ambiente, tanto é que é destinado para o uso em pavimentação, em lastro de ferrovias e como base para asfaltamento de vias de tráfego, dentre outras formas de utilização. A CSN, inclusive, está em tratativas com órgãos públicos para a doação de parte desse material para recuperação de estradas vicinais no Rio de Janeiro.
Estranha-se, contudo, que a ONG Associação Homens do Mar da Baía de Guanabara (Ahomar), sediada em Magé, até então com histórico de atuação na Baia de Guanabara, tenha passado a se preocupar com situações ambientais em Volta Redonda, sempre em desfavor da CSN, parecendo a todos estar sendo indevidamente utilizada para esse fim”.

22 comentários

  1. Quanta asneira escrita por ignorantes de plantão.

  2. Me engana que eu gosto

    VAMOS ESCLARECER SEM OLHAR PARA OS LADOS: 1) PRATICAMENTE 100% DO ASFALTO EM VOLTA REDONDA NA BASE E SUB-BASE FOI UTILIZADA ESCÓRIA, TECNICAMENTE DENOMINADO “AGREGADO SIDERÚRGICO”; 2) RODOVIA DO CONTORNO 100% UTILIZADO ESCÓRIA DA CSN, INCLUSIVE NAS CANALETAS; 3) MAIORIA DAS PRAÇAS DE VR, QUADRAS, BANCOS, MESAS DE PINGPONG FOI UTILIZADO ESCÓRIA, OU SEJA, ECONOMICAMENTE E AMBIENTALMENTE O MATERIAL É TOTALMENTE VIÁVEL, PORÉM ESTAMOS EM ANO ELEITORAL, DAÍ, APARECEM AQUELES DE SEMPRE, TODO ANO ELEITORAL É ASSIM. ENTÃO QUAL O RISCO ATUAL.
    O RISCO ATUAL É O ENORME PESO QUE O MATERIAL ACUMULADO ESTÁ FAZENDO SOBRE O TERRENO MUITO PRÓXIMO DO RIO, COM ISSO, EXISTE O RISCO DE MUDANÇA DO LEITO CAUSANDO CATÁSTROFE, PRINCIPALMENTE BAIRRO SÃO LUIZ.

  3. Que sumam com aquela merdaaa o mais rápido possível. Os moradores de Volta Redonda não merecem sofrer assim com aquela montanha de escória matando aos poucos os moradores da Brasilândia e adjacência.
    CSN em que sofrer as penalidades cabíveis.

  4. Cidinha do cacete.

    Que Judeu mais esperto.

  5. Esse gringo não é bobo não . Vai ficar livre do lixo a custo zero, vai por o governo para transportar pra ele. O cabra sábado.

  6. Esse material nao serve como recuperador de estradas sem asfalto por ser agressivo as vias respiratorias e pequenos rios, e, para asfalto por possuir alto teor de enxofre. ou seja é lixo, mas logo vai aparecer alguem do governo para dar uma força pra csn desovar seu lixo pelo nosso tao sofrido meio ambiente. ela teria que reprocessar esse material, mas nao quer gastar! ela so quer ganho, se possivel com sidicato corrupto para manipular salarios bem abaixo do que a mesma pagava no fim do periodo estatal. É o fim das instituicoes que deveria proteger o cidadao.

  7. A CSN tem é que ser mais invesinvestigada pelos órgãos competente de Meio Ambiente, e que não se vendam com tanta facilidade. Estou acompanhado a quantidade de pó preto que está caindo em qualquer lugar da Cidade, principalmente aqui na Minerlândia. Daqui a pouco, digo uns 4 a 5 anos, estaremos desenvolvendo câncer de pulmão devido a esse tipo de poluição. Uma fuligem com pó de ferro. Vamos acordar gente….Boa noite!!!

    • Amigo, bom dia.
      Estamos tratando de dois assuntos diferentes.
      Uma coisa é o acumulo de escória no bairro Brazilândia, escória essa que quem conhece o mínimo de processo de siderurgia, sabe que essa escória é justamente parte do processo que não vai para o meio ambiente no caso o ar (então não tem relação alguma com o pó no bairro Minerlândia), e é utilizado para reaproveitado para retornar para o processo produtivo. Resumindo: reaproveitamento de recurso que é igual a, preservação de recursos naturais, isso é bom para o meio ambiente.
      Outra coisa é esse ódio mortal que alguns moradores extremistas da cidade tem, pela empresa que é o principal braço econômico não só da cidade, mas da região. Devemos fazer o seguinte: deixar o INEA fechar a empresa e todo dos empregados, lojistas, locatários e prestadores de serviço da região, e vamos todos morar na sua casa.

    • Moradora da Brasilândia

      Amigo, bom dia! Seja sincero, você realmente acredita que um depósito de escória que já alcança 20 metros de altura (cinco vezes mais que o recomendado pelo instituto) e que está localizado a menos de 50 metros de distância do manancial não ofereça riscos ao Meio Ambiente e à saúde da população? Este depósito fica em meio a vários bairros, em um dos quais eu resido. Com o aumento do volume do depósito a incidência de problemas respiratórios vem aumentando bem como o aumento do acúmulo de poeira ocasionada por ventos na região. Acha justo pagarmos nossos impostos e continuarmos sendo vítima dessa negligência da CSN e dos órgão de fiscalização. Até quando vai durar isso? Até que o depósito atinja uma altura não suportada e haja uma acidente ambinetal como ocorreu e Mariana? E depois como fica?

  8. A RJ 161 QUE LIGA RESENDE A DIVISA DE MINAS GERAIS – BOCAINA DE MINAS POR EXEMPLO, TEM 12 KM DE EATEADA DE CHAO E SERR seera do eme..
    AE COLOCAREM ESCORIA lá molharem e passarem o rolo, fica ifual a asfalto. resolve o problema dos produtores rurais

  9. FranciscoJFLacerda

    Parte da nota: “O que sobra é estéril, incapaz de contaminar o meio ambiente”, hahahahaha! Trouxa a população, as entidades de defesa do meio ambiente e a imprensa investigativa não é,

    Pois vejamos: o pó que sobe para a atmosfera pelos caminhões na rua de acesso com pavimentação quase inexistente através da BR 393 (fácil comprovar), e uma denúncia grave, também por muitas vezes não se molhar a escória talvez por economia d’agua, ao se retirar dos vagões de trem onde há um processo de se revirar o mesmo e quando ocorre um vento mais forte e brusco e não há como impedir que a poeira seja levada para onde este mesmo vento se direcionar!

    E pra piorar, floresta ciliar ao lado de várias espécies da flora importante para o ecossistema do rio Paraíba do Sul e da fauna, com vários animais, lebres ou coelhos do mato, macacos, pássaros diversos, répteis Fora pátio de escória! Levem aquilo para longe, de volta às origens do minério em MG!

  10. A justiça está de graça, todos sabem que a CSN não cumpre acordos, veja a data base dos trabalhadores, sempre atrasado .

  11. O governo está fazendo graça, pois todos sabem como a administração atual está desastrosa. Uma empresa que tem recorde de ações trabalhistas, nunca respeitou a data base de seus funcionários e muito menos a comunidade.

  12. Sempre soube que lugar de escória é em volta redonda, só não sabia que tinha tanta, eita lugarzinho dos infernos

  13. O Estado deve cobrar da CSN, que faça o asfalto nas estradas rurais.
    Afinal todo aquele resíduo, às margens do Paraíba, é um baita passivo ambiental.

  14. Canalhas do estado!

    Nossa essa crise, da qual a CSN fala, deve ter sido aquela dos anos 70 a 80 a crise do petróleo, pois essa “montanha” está aí há muito tempo, muito tempo mesmo há mais de uma década que vejo aquela montanha lá. Agora é “doar” o lixo para que a usem como asfalto, lembrando que na composição do asfalto não vai escória. Ela simplesmente é “jogada” no chão e após isso colocam o asfalto por cima, faz o mesmo dano ambiental, pois os compostos tóxicos chegam a rios, pois bueiro serve justamente pra isso, ou poluindo lenções freáticos.

    • O cara disse que ia construir um edifício de 500m de altura no bairro Aero, o cara disse que não ia dispensar nenhum funcionário mesmo aumentando a carga horária de 6 para 8 horas, o cara assina um TAC (termo de ajustamento de conduta) com a justiça se comprometendo a tomar várias medidas de cunho ambiental e simplesmente não as cumpre, o cara fixa placas dizendo que é proibido plantar e consumir alimentos em qualquer terreno do bairro Volta Grande-4 e diz para a comissão ambiental que não há nenhuma contaminação no solo do bairro. E este mesmo cara será candidato a vice presidente do Brasil. Parece até piada mas não é!!

  15. A CSN está querendo varrer a sujeira para debaixo do tapete asfáltico? E o povo do Estado do Rio é que vai pagar o frete desse material poluente e demais custos para a pavimentação dessas estradas?

  16. FranciscoJFLacerda

    Se acontecer isto o que é apenas um paliativo temporário..e não cessa a emissão de poeira naquele local e nem deixa de se contaminar o entorno, deve-se transportar via estrada de ferro e não por caminhões pois eu tenho a certeza que acarretará um transtorno enorme com mais pó acumulado por todo lado…!

  17. FranciscoJFLacerda

    Eu como um cara idealista que brota sempre algo novo na mente já apresentei uma possível solução, podem copiar autoridades do município porque eu já sei que vocês copiam de várias outras pessoas projetos até importantes..

    Este rejeito da CSN ou escória resultado da produção do aço e que pode ser usado em alguns benefícios, menos para um bom acabamento em pavimentação pois faz estourar as vias de rolamento devido a expansão de gases e outras reações físico químicas. Sendo assim, poderia ser levado de volta a Minas Gerais nos vagões de trem vazios via MRS Logística a qual a CSN acho que ainda é societária e que trazem o minério de ferro para a CSN e ao porto de Itaguaí.

    Pensem que na extração do material das minas da empresa devem haver crateras, buracos enormes com o passar do tempo e poderiam levar toda ou parte desta escória para lá pois deve haver com certeza mais espaço que a nossa área urbana e já pequena para estes fins.

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