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Dinheiro achado em imóvel que seria usado por Geddel soma mais de R$ 51 milhões

Matéria publicada em 6 de setembro de 2017, 08:56 horas

 


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Foram contabilizados R$ 42.643.500 e US$ 2.688 milhões. Perfazendo um total, em reais, de R$ 51.030.866,40
(Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Bahia- A Polícia Federal (PF) concluiu no fim da noite de terça-feira (5) a contagem do dinheiro apreendido em um apartamento na Rua Barão de Loreto, no bairro da Graça em Salvador, que, segundo a PF, “seria supostamente, utilizado por Geddel Vieira Lima [ex-ministro] como bunkerpara armazenagem de dinheiro em espécie”. Foram contabilizados R$ 42.643.500 e US$ 2.688 milhões, totalizando, em reais, R$ 51.030.866,40.

O dinheiro foi encontrado pelos policiais ao cumprir mandado judicial de busca e apreensão, emitido pela 10ª Vara Federal de Brasília, dentro da Operação Tesouro Perdido, desdobramento da Operação Cui Bono, cuja primeira fase foi deflagrada pela PF em 13 de janeiro deste ano. Os valores apreendidos serão depositados em conta judicial.

O apartamento pertence, segundo a Justiça, a Silvio Silveira, que teria cedido o imóvel ao ex-ministro, para que guardasse, “supostamente, pertences do pai, falecido em janeiro de 2016″. Uma denúncia anônima, feita por telefone, alertou a polícia de que Geddel estaria utilizando o apartamento no bairro da Graça para “guardar caixas com documentos”, o que foi constatado após consultas realizadas aos moradores do edifício.

No documento autorizando a operação, o juiz Vallisney de Souza Oliveira considerou que as práticas precisam ser investigadas “com urgência”, devido aos fatos relacionados a “vultosos valores, delitos de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e participação de agentes públicos influentes e poderosos”. A decisão do juiz, autorizando a operação, foi assinada na última quarta-feira (30).

Operação Cui Bono

A Operação Cui Bono investigou esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013. De acordo com a investigação, entre março de 2011 e dezembro de 2013, a vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição era ocupada por Geddel Vieira Lima.

A investigação da  Cui Bono – expressão latina que em português significa “a quem beneficia?” – é um desdobramento da Operação Catilinárias, deflagrada em dezembro de 2015, no âmbito da Operação Lava Jato, quando policiais federais encontraram um telefone celular na residência do então presidente da Câmara dos Deputados, o ex-deputado federal Eduardo Cunha, que revelou intensa troca de mensagens eletrônicas entre Cunha e Geddel. A operação tinha a finalidade de evitar que provas importantes fossem destruídas por investigados da Lava Jato.

Atualmente, o ex-ministro Geddel Vieira Lima cumpre prisão domiciliar em Salvador.

3 comentários

  1. Lula recebeu R$300.000.000,00 de reais do Emílio Odebretch, segundo a delação de Palloci. Geddel tendo sido ministro de Lula aprendeu a roubar, mas nunca vai se igualar ao mestre!!!

  2. Atenção petistas: depois do MORO ter limpado as contas nos bancos do Lula e agora com essa descoberta, ACABOU o dinheiro do pão com mortadela mais notinha de R$ 50,00 para votar no PT.

    Como os petistas farão para votar agora sem dim dim???

  3. Dá uns quase uns 20 triplex aí.
    Enquanto isso, o juizeco tucano de Curitiba, cupincha do Aécio “A gente mata ele antes de delatar”, continua na sua caça aos pedalinhos de alumínio…

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