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Do Sul Fluminense para Miami, o susto de quem passou pelo Irma

Matéria publicada em 12 de setembro de 2017, 17:12 horas

 


Nascida em Volta Redonda, empresária conta o antes, durante e depois da passagem do furacão

Empresária registrou estragos feitos pela passagem do furacão Irma

Empresária registrou estragos feitos pela passagem do furacão

 

Volta Redonda e Miami – Dois dias após a passagem do furacão Irma pela Florida, nos Estados Unidos, a voltarredondense Glaucia Nyarady, de 49 anos, ainda não se recuperou do susto provocado pela intensa chuva e os ventos que chegaram a 215 Km/h, na noite do último domingo, em Orlando. Ainda sem poder sair de casa normalmente, sem informações sobre o tamanho dos estragos, nem luz e água, Glaucia, que é empresária do ramo de alimentos, relata que os últimos dias foram extremamente tensos.

Aliás, ela vai mais longe. Afirmou que o estresse provocado pela chegada do furacão Irma começou na semana passada, quando americanos deram início a uma verdadeira corrida aos supermercados e postos de gasolina.

– Por todos os lugares havia filas enormes, com pessoas comprando pães, água e abastecendo carros para uma possível rota de fuga, caso necessário – relatou Glaucia.

E o susto não parou por aí. No último domingo, a empresária, que é casada com o americano Bart Nyarady e tem três filhos (gêmeos de 16 anos e uma menina de 13), permaneceu no prédio onde mora. A família teve de adotar as medidas de segurança necessária para minimizar os danos provocados pelo furacão.

– Aqui tudo é muito organizado, os americanos são bastante solidários e temos todo um protocolo de segurança a ser seguido – completou a empresária, explicando que durante a passagem do furacão, a família não pode chegar perto das janelas ou portas.

Outro item de segurança foi dormir no chão, atrás de um sofá, colocado perto da porta da sala do apartamento. Dessa forma, segundo Glaucia, caso alguma janela de vidro não suportasse os ventos fortes, a família estaria um pouco mais segura, longe dos estilhaços.

– Foi uma noite terrível, porque a gente não conseguia dormir, mas também não conseguíamos ver nada lá fora, só ouvimos os barulhos provocados pelo vento, que passou derrubando árvores, telhados dos prédios, arrancando portas de acesso ao condomínio, entre outros, inúmeros estragos – completou a voltarredondense.

Acampamento

A chegada do furacão Irma, segundo a empresária, transformou o apartamento onde ela mora com a família em um verdadeiro acampamento. Além de deslocar os móveis de lugar, a família precisou se adaptar a dormir no chão, usar água da banheira para dar descarga no vaso sanitário, ficar sem televisão ou qualquer outro aparelho eletrônico, uma vez que a energia ainda não foi restabelecida na localidade onde ela vive.

O consumo de pães e produtos que não precisam ser levados ao fogo também se tornam parte do cardápio diário da família. Isto porque, com a falta de luz, não há como utilizar os eletrodomésticos. “Tudo aqui é eletrônico e sem energia a gente não pode sequer esquentar uma comida”, completou a empresária, explicando que tem passado o dia em casa, inventando coisas para distrair as crianças, como jogos e tarefas de rotina para ocupar o tempo.

Além da rotina completamente modificada, o estresse por conta do furacão, é ainda maior por falta de notícias de familiares que vivem em outras localidades do país. Glaucia disse que somente na tarde desta terça-feira, 12, conseguiu contato com os sogros que vivem em uma localidade próxima, mas que teria sido bastante prejudicada com a passagem do furacão. Para se manterem vivos, segundo Glaucia, o casal contou ter ficado na lavanderia da casa, ilhados, porque o entorno da casa foi inundado.

– A gente obedece as ordens e, somente, deixamos as casas quando existe determinação para isso. No nosso caso, o furacão, inicialmente, não passaria por aqui, mas acabou mudando a rota e nos deixando bastante preocupados e com muito medo – concluiu a voltarredondense.

3 comentários

  1. A notícia que mudou a minha vida!!! o que os Americanos vão gastar para reconstruir as cidades da Flórida não da nem 10% do que os porcos levaram em corrupção no Brasil. Sérgio Cabral, Dilma, Temer, Pezão.. NÃO SOBRA UM!
    O NOSSO PAÍS É UMA VERGONHA, DEVOLVAM AOS ÍNDIOS PELO AMOR DE DEUS!

  2. Do furacão Dirma que começou a destruir o Brasil ninguém fala. Fez um estrago muito maior que esse ventinho aí!

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