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Funcionários dos Correios voltam ao serviço nesta quarta-feira

Matéria publicada em 14 de março de 2018, 08:23 horas

 


Em Volta Redonda, adesão à greve foi parcial

 

Serviço: Agência dos Correios aprovaram o fim da greve. (Foto: Mariana Netto).

Serviço: Agências dos Correios aprovaram o fim da greve. (Foto: Mariana Netto).

Volta Redonda – Mais de 90 mil funcionários dos Correios voltaram a trabalhar normalmente nesta quarta-feira (14).  Trabalhadores de diversos estados aprovaram o fim da greve deflagrada na segunda-feira (12) e o retorno aos trabalhos a partir desta quarta-feira (14).  Em Volta Redonda a paralisação dos serviços foi parcial e foram mantidos atendimentos. A retomada aos trabalhos ocorreu após decisão do Tribunal Superior do Trabalho de julgar o impasse sobre o plano de saúde dos empregados. Hoje 96,5 mil empregados (o equivalente a 91% do efetivo total dos Correios) trabalharam normalmente. O número é apurado por meio de sistema eletrônico de presença.

A direção dos Correios defendia a cobrança de mensalidade dos funcionários e restrição do benefício apenas a estes. Os trabalhadores eram contrários a qualquer mudança no sistema, que garantia seguro-saúde a dependentes (incluindo pai e mãe) com pagamento por procedimento utilizado, e não por parcela fixa mensal.

O tribunal aprovou a proposta do relator do processo, ministro Aloysio Corrêa, prevendo o pagamento de mensalidades variando por idade e remuneração, na modalidade de co-participação na qual os trabalhadores passam a ter que arcar com 30% dos valores e a empresa, com 70%. Já pais e mães serão cobertos pelo plano até o encerramento do ACT em vigor, em julho de 2019.

Em nota, os Correios informaram que na tarde de hoje o TST determinou a manutenção de efetivo mínimo de 80% dos trabalhadores em cada unidade, enquanto durasse o movimento.

De acordo com a estudante Marília Rocha, mesmo com os prejuízos que uma greve pode trazer para a população, como atrasos de encomendas e contas, ela afirma que essa é uma forma justa do trabalhador lutar pelos seus direitos.

– Os trabalhadores estão lutando pelos seus direitos, afinal, eles como qualquer outro trabalhador  , merecem ter seus direitos, reconhecimento e um salário digno. A greve pra mim é uma forma em que podemos manifestar pelos nossos direitos”, – disse.

A dona de casa Izabel Felipe, comenta que todo mês sofre com os atrasos das contas e que no final sempre sai prejudicada.

– A greve na verdade nem causou tanto transtorno, pois todo mês eu tenho que pagar juros por atraso das minhas contas e quando compro alguma coisa, pra chegar demora mais do que o esperado. Espero que agora o serviço seja regularizado, pois de uma forma ou de outra estamos sendo”,  – explicou.

5 comentários

  1. Esse Correios já passou da hora de ser privatizado, gera seis bilhões de prejuízo anuais, é um grande cabide de emprego para apadrinhados políticos, é roubado no fundo de pensão por políticos corruptos e seus comparsas, prestam um péssimo serviço ao cidadão, preços por correspondência muito alto. Resumindo, privatização isso logo, pois com várias empresas prestando serviços, incentiva a livre concorrência e gera o dobro de empregos, e ainda livra o cidadão de ter cobrir rombos, o que fará com que sobre mais dinheiro para saúde e educação.

  2. Próximo a entrar em greve: os professores estaduais. Afinal é ano de eleições, né?

    • Se vc fosse casado com uma professora estadual que está há 3 anos sem aumento não estaria criticando as greves.Só quando dói no nosso bolso a realidade chega.

  3. Voltaram de onde? Parece q sempre estiveram em greve. Todas as minhas correspondências, quando chegam, são sempre atrasadas. Uma vergonha.

  4. Não culpo funcionários, pois a culpa é do sistema… Empresa pública sempre administrada por pessoas indicadas politicamente, que usurpam, roubam, desviam verbas, mas infelizmente, vou parar de comprar onde a entrega é através dos correios… Sofremos com a entrega ! Chega de sofrer…

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