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Indústria garante crescimento do emprego em Volta Redonda

Matéria publicada em 19 de agosto de 2017, 19:30 horas

 


Contratações da indústria evitam saldo negativo de empregos em Volta Redonda

Contratações da indústria evitam saldo negativo de empregos em Volta Redonda

 

Volta Redonda – Volta Redonda fechou o período de janeiro a julho com um saldo positivo de 61 empregos. No primeiro semestre, o acumulado era de 507 postos de trabalho, mas o mês de julho trouxe um saldo negativo de 446. O número poderia ter sido bem pior se a indústria não tivesse feito 403 contratações a mais do que demissões no mês. No acumulado do ano, a indústria contratou 898 pessoas a mais do que admitiu, o que faz do setor o principal responsável pelo fato de a cidade estar com o mercado de trabalho em expansão.O setor com o maior saldo negativo é a construção civil, que demitiu 508 pessoas a mais do que admitiu nos sete primeiros meses do ano e apenas em julho dispensou 563 pessoas a mais do que admitiu. Na verdade, até o mês passado, a construção tinha um saldo levemente positivo. A quantidade de dispensas em julho indica a finalização de serviços de grande porte.

A retomada das obras do shopping Park Sul, no entanto, deve contribuir para reverter o saldo negativo de empregos na construção civil. Existe também a possibilidade de o segmento habitacional dar início a novos empreendimentos.

Já o comércio, que eliminou 371 postos de trabalho na cidade no nos sete primeiros meses, já vinha com saldos negativos e apenas manteve a tendência em julho, com 109 dispensas a mais que contratações.

Nesse caso, a expectativa de ampliação no número de postos de trabalho fica para os meses finais do ano, por causa das contratações temporárias para as vendas de Natal. No momento, não há perspectivas concretas de crescimento acelerado no consumo via varejo, o que abriria novos postos no setor.

O outro setor com saldo negativo é o de extração mineral, que fechou nove vagas no acumulado do ano. No entanto, trata-se de um segmento da economia com pequena expressão na cidade, ficando concentrado em empresas de extração de areia.

O setor de serviços, embora seja o que mantém o maior número de empregos na cidade, teve uma modificação discreta no decorrer do ano, ampliando seu quadro em 14 postos de trabalho. Já nos serviços de utilidade pública, que englobam água e energia elétrica, houve um saldo positivo de 36. A extração mineral ampliou seu quadro em um empregado e a administração pública manteve seu número de empregados inalterado no período.

No Brasil

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de julho mostram que a economia brasileira está dando sinais gerais de recuperação. A opinião é do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que divulgou os dados na quarta-feira da semana passada (09), na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília.

O Brasil teve crescimento do número de empregos pelo quarto mês consecutivo, com a abertura de 35,9 mil novas vagas formais, resultantes de 1.167.770 admissões e 1.131.870 desligamentos. No acumulado do ano, os números apontam a criação de 103.258 postos de trabalho. “O conjunto da economia dá sinais de recuperação”, comentou o ministro, prevendo que mês que vem os números podem ser ainda melhores.

Segundo Ronaldo Nogueira, o resultado do Caged em julho foi influenciado pela volta do poder de compra da população. Ele destacou os números positivos da Indústria da Transformação, que “decolou” com a abertura de 12.594 vagas, e a Construção Civil, que voltou a gerar empregos (+724 vagas) depois de 33 meses de saldo negativo. “O último dado positivo da Construção Civil havia sido em setembro de 2014. Os números de julho ainda são pequenos, mas depois de 33 meses negativos, é um dado animador”, observou.

Também se destacaram, segundo o ministro, a Indústria de Produtos Alimentícios, com 7.995 postos, e a Indústria do Material de Transporte, que criou 2.282 postos. Nesse subsetor, chama a atenção a Indústria Automobilística. “Esses setores são fortemente associados a financiamentos. Isso indica a volta da capacidade de compra e da demanda por crédito pela população”, disse o ministro, ao detalhar os números da Construção Civil e da Indústria Automobilística, que envolvem bens duráveis e de valor elevado.

Na avaliação de Ronaldo Nogueira, o saldo positivo já reflete de maneira mais consistente medidas como a liberação das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), à medida que parte desses recursos foi usada para saldar dívidas. “Quem pagou as dívidas tem a possibilidade de obter novo crédito. Isso acaba gerando mais compras e, consequentemente, a abertura de novas vagas”, analisou.

A expectativa é de que os números continuem positivos no restante do ano, pelo menos até novembro, com a possibilidade de um ajuste no mês de dezembro. Mesmo considerando que “ainda há muito a recuperar”, Ronaldo Nogueira acredita que a tendência de crescimento e retomada do emprego está consolidada.

Ele também voltou a prever a abertura de mais vagas, nos próximos dois anos, a partir da entrada em vigor da modernização da legislação trabalhista. “Com as novas modalidades de contratos e a segurança jurídica, a previsão é de que nos próximos dois anos sejam criados dois milhões de empregos no país”, disse.

11 comentários

  1. Ela monopolizou tudo,a terra é dela.ela não quer outra empresa aqui,assim ela oferece o salário que ela deseja pagar e então resta o povão sem estudo entrar pra essa empresa.Outra isso não é contratação minha gente é a primarização e que quiser fixar é com um salário bem menor que a contratada pagava já era Volta Redonda.Resta a poluição e a violência e ruas esburacadas,saúde um lixo,educação uma merda.E o povo besta não faz nada e confia nessas pragas.

  2. FranciscoJFLacerda

    Volta Redonda tem realmente que se reinventar, este município fica sempre nos altos e baixos de estar a reboque desta empresa, demitindo e admitindo aliás recompondo em parte seu quadro de colaboradores.. e que não é e nunca mais será um grande exemplo de humanização e promoção social muito ao contrário… A cidade tem que parar de ficar vulnerável com este grupo que controla a CSN que na verdade não morre de amores por esta terra. A cidade que hoje é um grande centro de serviços e comércio central na região precisa se diversificar seu parque industrial mesmo com poucas áreas disponíveis já que a própria CSN que detém as melhores maiores terras vazias em extensão em vez de ajudar na verdade atrapalha a vinda de novas empresas, veladamente, porque até serviria de concorrência a ela para melhores empregos x salários a nossa população . A área de 3 milhões de m² oferecido a Ford foi um exemplo claro disso, foi ela que travou, a CSN não moveu uma palha, junto com políticos sem escrúpulos como Antônio Carlos Magalhães em uma influência maléfica a levou para a Bahia.

  3. Foi obra do Samuca . Interferencia dele . Kkkk

  4. O caminho é estudar, se preparar e se apresentar em condições de pleitear uma vaga, acabou a época de que bastava saber ler e escrever, é duro mas é verdade
    A região ordem precisa proteger a CSN, sem ela VRedonda vira uma roça
    ,

  5. a csn so contrata parente de supervisor parente de gerente da area os coitados que levao o curriculum no escritorio cntral acreditao que vao ser chamados pura ilusao numa estrevista da csn vao mais ou menos 10 pessoas se tem 2 vagas podem ter certeza que vao para os parentes do supervisor ou do gernte a diretoria da csn deveria investica o rh da csn

  6. Onde estão essas vagas de emprego, estou com dois sobrinhos uma filha e um genro desempregado

  7. Aonde isso??

  8. Sem comentários.

  9. Esse tipo de reportagem objetiva levar o leitor a acreditar que o nível de emprego em Volta Redonda é absolutamente normal.
    A quem interessa a disseminação dessa mentira?
    É claro que aos empresários sonegadores de impostos que campeiam nessa cidade.
    Um rápido olhar na Vila Sta Cecília nos mostra que, diariamente, centenas de desempregados se reúnem nas imediações de Cine 9 de Abril, região da cidade onde antes se concentravam os escritórios de contratação de mao-de-obra, em busca do emprego que não existe mais.

  10. Gostaríamos de saber os números da tal primarização da manutenção industrial na CSN, que começou em julho. O Sindicato dos Metalúrgicos comemorou, mas contam que o número de demissões da contratada foi maior que as admissões na CSN e com algumas reduções de salário. E continua acontecendo em agosto. A soma disso pode significar menos dinheiro circulando na cidade.

  11. CSN contratando mecânicos profissionais a 1209 reais mensais… Assim fica fácil…aproveitando do desespero do povo..

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