sábado, 24 de fevereiro de 2018

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Investigação sobre atropelamento em Copacabana indica homicídio culposo

Matéria publicada em 19 de janeiro de 2018, 18:45 horas

 


Motorista diz que sofreu apagão antes do acidente ocorrer

Motorista diz que sofreu apagão antes do acidente ocorrer


Rio – 
O delegado da 12ª Delegacia de Polícia Gabriel Ferrando disse, na manhã desta sexta-feira (19), que um possível ataque epilético no motorista Antônio de Almeida Anaquim é a principal linha de investigação sobre o atropelamento de 17 pessoas na Praia de Copacabana, na noite de quinta-feira (18). Até o momento, a avaliação do delegado é de que o crime foi um homicídio culposo, em que não há intenção de matar, e que o suspeito deve responder em liberdade.

– Ele narra que teria tido uma espécie de disritmia, decorrente do problema epilético. Segundo ele, essa disritmia causa nele um apagão – disse o delegado, que mantém o motorista na delegacia até o momento, para continuar com os esclarecimentos.

– Esse apagão, segundo ele, teria ocasionado a perda de consciência temporária no momento em que estava conduzindo o veículo – disse.

O delegado afirmou que nenhuma hipótese ainda está descartada e que a vida pregressa do motorista continuará sendo investigada. Na opinião de Ferrando, com as informações que ele tem até o momento, não há como indiciar o motorista por homicídio doloso, quando há intenção de matar, nem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

– Trabalhar com a hipótese, com os elementos que eu tenho no momento, de que ele tinha a intenção ou assumiu o risco, eu acho temeroso – afirmou.

O delegado argumentou que a legislação não prevê prisão em flagrante para casos de atropelamento em que o motorista se mantém no local do incidente. A prisão também foi descartada até o momento porque os exames iniciais não apontaram ingestão de álcool e outras substâncias, e também porque o motorista não participava de um pega. Ferrando também considera que a alta velocidade, ao que tudo indica, foi causada pela disritmia.

Um bebê de oito meses morreu e 16 pessoas ficaram feridas no atropelamento. O motorista responderá pelo homicídio do bebê e lesão corporal das outras pessoas. Testemunhas estão sendo ouvidas na tentativa de esclarecer o caso, incluindo uma mulher que estava no carro no momento do atropelamento. Segundo o delegado, ela corrobora a versão de que houve um ataque epilético.

– A testemunha narra que ele estava dirigindo, e ela foi surpreendida com a paralisia dele. Ele teria tido um apagão enrijecido – conta o delegado.

O delegado contou que ainda não recebeu informações oficiais do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran) sobre a situação do motorista, mas confiscou a carteira de habilitação dele como medida cautelar. Ferrando considera que, mesmo que fique provado que o motorista mentiu sobre a doença no exame médico do Detran, ou que estava com a carteira de habilitação vencida, isso não muda o entendimento de que não houve intenção de matar.

– A situação dele vai ser agravada no que diz respeito às pena. O que estamos discutindo aqui é a voluntariedade – disse o delegado

Além de informações oficiais do Detran, a Polícia Civil aguarda ainda o resultado de exames mais detalhados de sangue e urina, além de câmeras de segurança instaladas perto do local do acidente que possam ter registrado o atropelamento de prédios e câmaras da Prefeitura. Na opinião do delegado, é possível que a investigação do caso seja encerrada em até 30 dias.

7 comentários

  1. Pm é a lei.Vamos apoiar

    O kra é do sistema Globo News,aí ele é imune ou foro privilegiado.Esse país não muda só corrupção e malandragem.

  2. Simony Aparecida da Silva

    Bem, o que eu sei que esse dito cujo aí, esse exemplo de cidadão (cabe ao sarcasmo para não apelar para xingamentos) omitiu ao Detran como eu ouvi em reportagens que era epilético, já tinha carteira vencida e várias multas de trânsito. Outra situação é que qualquer pessoa com problema de saúde deve ter um acompanhamento correto, pois quem tem epilepsia recorrem as crises sem medicação. As vezes até com medicação ocorre. Isso um neurologista saberia explicar melhor. Será que esse homem estava usando a medicação corretamente? Por que ele omitiu que sofria de epilepsia ao Detran? Não seria a mesma coisa uma pessoa ter problema no coração, não usar medicamento, ter um ataque e repentinamente ter um infarto e sair matando um monte de gente na rua? Sabe, acho que esse cara lançou essa história e colou, eu como delegada ia exigir laudo médico, a carteira comprovando que avisou o Detran, eu não ia facilitar. O problema é que não é filha desse delegado que morreu mesmo, foi filho de um pobre coitado. Acho que a pessoa que mente sim no Detran, tem multa vencida e carteira recolhida assume o erro de matar, o problema é que enquadram se for um pega ou tiver bebido e as vezes nem isso, só pagar fiança e sai. Eita país da impunidade!

  3. …para quem não sabe essa proteção toda a este indivíduo se deve ao fato dele ser funcionário da Globonews…já vi esse filme antes.

    • Ouvi e li sobre esse papo também.
      O certo é que se o cara fosse cunhado do gerente de um banco, onde abriu conta um primo de uma senhor que é ex-marido de uma senhora cuja vizinha tem uma empregada que pega um ônibus que passa na rua em que fica uma padaria onde Lula parou para tomar café quando era torneiro mecânico… daria matéria de 12 minutos no Jornal Nacional.

  4. Engraçado falar de “apagão” sem laudo médico e sem verificar com o médico do mesmo, e esse cara já respondeu por dois processos, ambos as vítimas desistiram, mentiu ao Detran ao renovar a habilitação e o delegado tá sendo totalmente parcial no caso desse inconsequente.

  5. Smilodon Tacinus - O Emir Cicutiano

    Esse delegado está se saindo melhor que advogado de defesa… Se a legislação permitir que epiléptico dirija, tem que inquirir o Estado. Se não permitir, tem que processar o Detran. Isso tudo sem eximir esse sujeito de culpa, pois é o mesmo que dirigir com sono ou sob efeito de substâncias químicas. O cara obviamente assume um risco sobre uma situação que pode ocorrer e sobre a qual não tem controle…

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