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Jungmann defende distinção entre traficante e usuário de drogas

Matéria publicada em 24 de junho de 2018, 19:33 horas

 


Descriminalização de porte de maconha deverá ser decidida pelo STF

Para Ministro a medida pode reduzir o número de mortes violentas de jovens no país e desafogar o sistema penitenciário brasileiro (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, defende a distinção entre usuário e traficante, bem como a descriminalização do porte de drogas para reduzir o número de mortes violentas de jovens no país e desafogar o sistema penitenciário brasileiro. A Lei Antidrogas prevê tratamento diferenciado para usuários e traficantes, mas não estabelece a quantidade de droga que caracterizaria o porte.

– A lei diz que usuário, desde que tenha bons antecedentes, é um caso de saúde e assistência social, não de reclusão. Só que, ao não estabelecer o limite entre um e outro, permite a interpretação, dada majoritariamente pela primeira instância da Justiça, do encarceramento – explica o ministro.

O assunto está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto a decisão não sai, jovens continuam alimentando as estatísticas de violência no país. Segundo o Atlas da Violência 2018, 33.590 jovens foram assassinados em 2016, sendo 94,6% do sexo masculino. O estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com base em dados de mortalidade do Ministério da Saúde, mostra que os homicídios respondem por 56,5% das mortes de brasileiros entre 15 e 19 anos.

Segundo o Ministério da Segurança Pública, cerca de 74% da população carcerária brasileira são formados por pessoas que praticaram crimes de baixa periculosidade, entre eles, pequenos traficantes e usuários de drogas.

– Então o que você vê é uma grande quantidade de jovens que vai para a prisão. Lá, para sobreviver, eles têm que fazer o juramento e passam a integrar uma gangue. Então, ou morre dentro ou morre fora. Geralmente é isso que acontece. Por isso, na faixa de 15 a 24 anos, o índice de mortalidade é praticamente três vezes o índice de mortalidade do Brasil. É isso que está acontecendo. Estamos fazendo um massacre com certos segmentos da população – argumenta Jungmann.

3 comentários

  1. Quando o Ministro da Justiça defende essas merdas, vemos o nivel perigoso em q se encontra o Brasil
    O trafico tem voz na Esplanada

  2. Há diferença mesmo, um que financia o tráfico, o usuário, e o outro é quem operacionaliza, o traficante. Simples assim, tinha de haver pena de morte pra traficante assim sobraria espaço nas celas para colocar quem financia o tráfico atrás das grades, pois são esses que fazem a coisa acontecer e existir neste país.

    • FALOU A REALIDADE QUE EU IRIA POSTAR NO MEU COMENTÁRIO. SÃO TODOS VAGABUNDOS ESCÓRIA DA SOCIEDADE ,TANTO O QUE VENDE QUANTO O QUE COMPRA.

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