quarta-feira, 16 de agosto de 2017

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Maia critica ‘distritão’ e fundo para financiar campanha eleitoral

Matéria publicada em 11 de agosto de 2017, 19:16 horas

 


Maia: ‘Com esse sistema eleitoral de agora, o distritão, não é bom’

Maia: ‘Com esse sistema eleitoral de agora, o distritão, não é bom’

Brasília – O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, criticou nesta sexta-feira (11) a proposta de reforma política aprovada na comissão que trata do tema na Câmara dos Deputados, como o sistema do distritão  e o fundo público de financiamento de campanha, que poderá ter R$ 3,6 bilhões em recursos da União.

Para Maia, o sistema eleitoral atual está falido e criticou o fato de o fundo de financiamento ter caráter definitivo, e não transitório. De acordo com ele, a reforma como está sendo aprovada na comissão envia sinais negativos para a sociedade.

– Com esse sistema eleitoral de agora, o distritão, não é bom. A verdade é que o nosso sistema eleitoral, na forma em que está, faliu. A Câmara e o Senado precisam fazer as mudanças. Agora, o fundo eleitoral podia ter sido feito como algo transitório – disse.

“Se o fundo eleitoral criado tivesse princípio, meio e fim, mesmo com todo o desgaste, teria tido melhor entendimento por parte da sociedade”, acrescentou.

O distritão será aplicado nas eleições de deputados federais, senadores e vereadores. Pela proposta, cada estado ou município se tornará um distrito eleitoral. Serão eleitos os candidatos que receberam mais votos dentro do distrito, sem levar em conta os votos para partido ou coligação, como ocorre atualmente. Para os críticos a esse sistema, o distritão favorece a reeleição de candidatos mais conhecidos, prejudicando a renovação no Parlamento.

Maia defende a aprovação da proposta do distrital misto para a eleição de 2022.

– Acho que avançando para um distrital misto em 22 (eleição de 2022) a gente tá sinalizando claramente que (o país) vai ter um sistema, que inclusive deu certo da Alemanha. Trata-se, de um lado do fortalecimento das ideias e dos partidos – que é a parte da lista pré-ordenada – e do outro da parte do distrito, onde a sociedade fica bem representada. Ele equilibra os dois lados e garante uma boa representatividade para a política brasileira – disse.

No parecer apresentado na comissão, o relator Vicente Cândido (PT-SP) prevê a adoção do sistema “distrital misto” na eleição para deputado federal, deputado estadual e vereador nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Pelo modelo, o eleitor precisa votar duas vezes para deputado: um para o candidato do distrito e o outro, no partido. Metade das cadeiras de cada estado são para os mais votados de cada distrito e a outra para os partidos, a partir de uma lista.

Novo Estado

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu ainda a reformulação do Estado, a partir de uma ampla reforma que permita que seja dada, de forma equilibrada, condições iguais a todos os brasileiros. Para Maia, o Estado é muito maior do que a capacidade que a sociedade tem de financiá-lo.

Rodrigo Maia criticou a possibilidade de mudanças na meta fiscal. “Eu fico desconfortável com o aumento da meta (fiscal). Não é justo para com a sociedade brasileira. O governo já tem um déficit muito grande para não gerar as condições [necessárias] para cumprir esta meta. Nós sabemos que a crise ainda existe, que há queda da arrecadação, mas quando você não cumpre a meta você sinaliza que o endividamento pode crescer, o que pode gerar dificuldades”.

Rodrigo Maia lamentou o engessamento do Orçamento da União. “Infelizmente a gente tem mais de um trilhão [de reais] do orçamento destinado a gastos obrigatórios. Nós temos que discutir os esses gastos obrigatórios”.

O presidente da Câmara defendeu a urgência da reforma da Previdência Social, que, segundo ele, é para onde é destinado a maior parte dos recursos do Orçamento. “A Previdência tem que ser reformada, pois é para onde vai a maior parte desses custos. O país terá de promover mudanças”, disse.

Rodrigo Maia disse que após a Câmara rejeitar o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que o presidente Michel Temer fosse investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, o maior desafio do governo, a partir de agora, “é reorganizar a base de sustentação para que as reformas possam avançar”.

O presidente da Câmara reafirmou que a possibilidade de o Congresso votar a reforma da Previdência até setembro, é missão difícil. “Nós vamos trabalhar, mas a gente sabe que hoje é difícil e nós não estamos aqui para enganar ninguém. Mas o nosso trabalhar é de ir convencendo o parlamento aos poucos”.

4 comentários

  1. O povo não sai mais pra rua deve está gostando do TEMER cadê a multidão na rua o povo está satisfeito com tudo isso
    Tem que reduzir os salários dos deputados,senadores,governadores,predidentes e ainda VEREADORES que não fazem nada pra população
    O salário de vereador de volta redonda está muito alto tem que ser no mínimo 5 mil e tá de bom tamanho

  2. EunãotenhoculpaeuvoteinoAécio.

    Depois de trabalhar para manter o presidente golpista e corrupto no poder, indo contra a vontade popular,esse porco hipócrita quer agora fazer média com o povo, criticando seus “amigos” gambás do congresso. Somente idiotas acreditam nesse merda.

    • Vontade popular se manifesta com o povo na rua, como foi o caso do impeachment da presidenta Dilma, hoje, a população sabe que Temer não é nenhum Itamar Franco, contudo a população sumiu da rua, pois sabe que se Temer sair agora a esquerda poderá ser fortalecida e alguém ligado à Lula poderia chegar ao poder…
      Não vejo como você no quesito “indo contra a vontade popular”… Pois cade o povo na rua?!!!

  3. O bolinha faz um discurso bonito, está querendo seduzir os eleitores, pois ao contrário de todas as articulações que acontecem dentro da Câmara dos deputados para ter esse fundo de 3,6 bilhões para 2018, Maia diz que isso é muito grave e o Brasil não tem condição de ter um fundo partidário nesse valor…. O discurso do Maia está certinho, só que eu não acredito no discurso dele, nem ele mesmo!
    O Rodrigo faz discurso para aparecer, não sabemos se ele vai ser candidato a governador do Rio, ou à reeleição como ele disse que vai ser, ou vai ser vice em alguma combinação com Geraldo Alkmin ou João Dória… Maia está capitalizando, tentando ficar do lado da sociedade…. É uma jogada mais oportunista, pois ele sentiu que a população foi contra esse financiamento público da campanha!

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