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Movimento Passe Livre critica violência policial

Matéria publicada em 13 de janeiro de 2016, 18:23 horas

 


Grupo que protesta contra aumento de passagem diz que resistirá à repressão nas próximas passeatas

Testa: Manifestante atingido durante ato em São Paulo é atendido por uma colega ainda na rua (Foto: ABr)

Testa: Manifestante atingido durante ato em São Paulo é atendido por uma colega ainda na rua

São Paulo – O Movimento Passe Livre (MPL) criticou a violência com que foi reprimida a manifestação de terça-feira em São Paulo e prometeu continuar lutando contra o aumento das passagens de ônibus e metrô na capital. Os preços do transporte público subiram de R$ 3,50 para R$ 3,80.

“Defenderemos nosso direito à cidade e à manifestação. Se a polícia aumenta a repressão, aumentamos a resistência. Não vamos sair da luta até que caia a última catraca”, diz comunicado divulgado nesta quarta-feira (13) pelo MPL.

Sobre a ação da Polícia Militar, o movimento diz que a manifestação foi reprimida antes mesmo de sair da concentração.

– A violência da polícia, que deixou mais de dez presos – sendo que um morador de rua foi ferido no pé por uma bala de verdade – mostra a verdadeira política de (Geraldo) Alckmin e (Fernando) Haddad: defender o lucro dos empresários a qualquer custo – diz a nota em referência ao governador do estado e ao prefeito da capital.

De acordo com o movimento, pelo menos 20 manifestantes foram feridos por estilhaços de bombas e balas de borracha e precisaram ser encaminhados a hospitais da região. Um deles é o estudante de arquitetura Gustavo Camargo, que teve fratura exposta no polegar direito. Segundo a mãe do jovem, Ana Amélia Camargo, o rapaz, de 19 anos, foi atingido por uma bomba lançada pela polícia e passou ontem por uma operação.

– A cirurgia foi para limpar. A preocupação inicial era de não infeccionar. Amanhã que eles vão ver como reconstituir o dedo – disse Ana Amélia.

Ainda não se sabe se Gustavo conseguirá recuperar plenamente os movimentos da mão. “Os médicos disseram que, quando é bomba, estilhaça muito os ossos”, acrescentou Ana Amélia, que pretende acionar o Estado judicialmente. “Para que pelo menos eles não façam mais isso. Foi uma violência horrível”, afirmou.

Os manifestantes começaram a se concentrar às 17h de ontem na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, região central da capital. Eles pretendiam seguir até o Largo da Batata, na zona oeste, passando pelas avenidas Rebouças e Faria Lima. No entanto, o policiamento autorizou a manifestação apenas em direção ao centro.

Por volta das 19h30, parte dos manifestantes tentou driblar o forte policiamento para seguir em direção ao Largo da Batata, correndo no sentido da Avenida Rebouças, momento em que a polícia começou a disparar bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral, e a bater com cassetetes nos manifestantes.

O secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Alexandre de Moraes negou que tenha havido abuso na ação da polícia. Segundo Moraes, se movimentos fizerem manifestações na cidade e não informarem previamente o percurso da passeata, quem definirá isso será a secretaria e polícia.

“Passamos a estabelecer o que a Constituição determina: o absoluto direito de manifestação de qualquer grupo, desde que haja o aviso prévio para que as autoridades possam organizar a cidade. O único movimento que não comunica previamente suas manifestações, apesar de solicitado, é o Movimento Passe Livre. A partir do momento em que não comunicar qual será o trajeto de sua manifestação, nós vamos estabelecer o traçado para evitar confusão com milhões de pessoas que não estão participando”, afirmou o secretário.

O MPL marcou para esta quinta-feira (14) duas manifestações simultâneas às 17h. Uma sairá do Largo da Batata, na zona oeste, e a outra de frente do Theatro Municipal, no centro.


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4 comentários

  1. Se os manifestantes agissem de acordo com as leis não aconteceria essa violência. O que eles querem é chamar a atenção da mídia importunando a quem não tem nada com o problema.

    Quem faz isso são da turma do caos, das bandeiras vermelhas, logo são da turma do “Fica Dilma”. Será quanto eles estão ganhando dos desvios da petrobras para estarem nas ruas?

    Algum petista sabe responder?

    Os coxinhas que eles falam fazem manifestações em domingos e carregam a bandeira brasileira junto.

  2. Engraçado, o governo aumenta a energia elétrica em mais de 57%, dobra o preço dos combustíveis, aumenta taxa de juros, reduz a credibilidade do país a categoria de caloteiro, rouba a petrobrás etc etc e esses “manifestantes” se manifestarem. E outra coisa, só causam caos e baderna nessas manifestações, agem como verdadeiros bandidos, e bandido tem que ser tratado como bandido.

  3. Nós não vimos a polícia descer o cassetete nas manifestações pacíficas que aconteceram nos domingos (aquelas feitas por pessoas que trabalham durante a semana). Estas do MPL os caras já vão para a “manifestação” mascarados e com máscaras de gás, estão muito bem intencionados, não? Recheadas de Black Blocs e bandeiras vermelhas.
    Não, não eram por “20 centavos”. Era pelo “Fica Dilma”.

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