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terça-feira, 14 de agosto de 2018

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Nova fase da Lava Jato no Rio investiga contratos da Seap

Matéria publicada em 13 de março de 2018, 18:04 horas

 


Operação Pão Nosso é detalhada pelos integrantes da Força-Tarefa

Operação Pão Nosso é detalhada pelos integrantes da Força-Tarefa


Rio –
O Minist√©rio P√ļblico Federal, a Pol√≠cia Federal, a Receita Federal e o Minist√©rio P√ļblico do Estado do Rio de Janeiro deflagraram nesta ter√ßa-feira (13) a Opera√ß√£o P√£o Nosso. O objetivo √© investigar crimes de corrup√ß√£o, evas√£o de divisas e lavagem de dinheiro em contratos da Secretaria de Estado de Administra√ß√£o Penitenci√°ria do Rio de Janeiro (Seap).

As investiga√ß√Ķes partiram de irregularidades no projeto P√£o-Escola, cujo objetivo √© a ressocializa√ß√£o dos presos. A empresa Induspan, de Felipe Paiva, foi inicialmente contratada para executar o projeto, mas o contrato foi rescindido porque havia desequil√≠brio financeiro, j√° que o estado fornecia os insumos necess√°rios para a produ√ß√£o dos p√£es, enquanto os presos forneciam a m√£o de obra, com custo baix√≠ssimo para a empresa, que fornecia lanches para a Seap a pre√ßos acima do valor de mercado. Ap√≥s a rescis√£o do contrato, Paiva criou, por meio de laranjas, a Oscip Iniciativa Primus, que sucedeu a Induspan no fornecimento de lanches em pres√≠dios do Rio de Janeiro. No entanto, inspe√ß√£o do Tribunal de Contas do Estado identificou que o esquema prosseguiu, j√° que a organiza√ß√£o utilizava a estrutura do sistema prisional e a m√£o de obra dos detentos para fornecer alimenta√ß√£o acima dos pre√ßos de mercado. Mesmo com a identifica√ß√£o das irregularidades, o ex-secret√°rio de Administra√ß√£o Penitenci√°ria C√©sar Rubens de Carvalho autorizou prorroga√ß√Ķes de contrato com a Iniciativa Primus. Estima-se que o dano causado √† Seap seja de R$ 23,4 milh√Ķes.

Por outro lado, a Iniciativa Primus foi usada em uma s√©rie de transa√ß√Ķes de lavagem de dinheiro. Estima-se que, por meio de uma complexa rede de empresas com as quais a Oscip celebrou contratos fict√≠cios de presta√ß√£o de servi√ßos, Felipe Paiva tenha lavado pelo menos R$ 73,5 milh√Ķes. Neste bra√ßo do esquema, o principal doleiro de Paiva era S√©rgio Roberto Pinto da Silva, preso na Opera√ß√£o Farol da Colina, da for√ßa-tarefa CC5 do Banestado.

As investiga√ß√Ķes tamb√©m apontam que o patrim√īnio de C√©sar Rubens de Carvalho aumentou ao menos dez vezes enquanto esteve √† frente da Seap. Um dos operadores financeiros de S√©rgio Cabral revelou, em colabora√ß√£o premiada, que parte da propina recebida na Seap era repassada ao ex-governador, mas sem a defini√ß√£o de percentual fixo como identificado em outras secretarias j√° investigadas. Para receber a propina, C√©sar Rubens utilizava duas empresas das quais era s√≥cio, a Intermundos C√Ęmbio e Turismo e a Precis√£o Ind√ļstria e Com√©rcio de M√°rmores. O s√≥cio de C√©sar Rubens na Precis√£o √© Marcos Lips, apontado como respons√°vel pela entrega de dinheiro em esp√©cie ao n√ļcleo central da organiza√ß√£o criminosa que operava no estado do Rio de Janeiro na gest√£o de S√©rgio Cabral.

Lavagem de capitais

J√° na Intermundos, o s√≥cio de C√©sar Rubens √© Carlos Mateus Martins, que por sua vez √© s√≥cio de seu filho, Marcelo Luiz Santos Martins, na empresa Finder Executive Consulting Assessoria. Carlos e Marcelo colaboraram com C√©sar Rubens na estrutura√ß√£o de pessoas jur√≠dicas para viabilizar a lavagem de capitais e ainda atuaram por meio da Finder junto ao grupo Dirija de Ary da Costa Filho, um dos operadores financeiros do n√ļcleo central de Cabral. H√°, ainda, registro de emiss√£o de notas fiscais por parte da Finder para outras empresas investigadas no esquema, como o grupo Magro, que adquiriu a refinaria de Manguinhos e √© investigado por participar de esquema de sonega√ß√£o fiscal e fraude, Toesa Service, envolvida na pr√°tica de crimes na √°rea de sa√ļde, e Trans-Expert Vigil√Ęncia e Transporte de Valores, cujo administrador foi denunciado em decorr√™ncia da Opera√ß√£o Ponto Final.

‚ÄúCarlos Felipe Paiva fez uso do doleiro S√©rgio Roberto Pinto para promover atos de lavagem de dinheiro auferido por meio de contratos fraudulentos firmados com a Seap. √Č, assim, plaus√≠vel que parte do dinheiro recebido do Estado do Rio de Janeiro tenha sido remetido para o exterior, utilizando a estrutura de empresas utilizadas por Carlos Paiva e S√©rgio Pinto. E, por meio da empresa Intermundos, mediante presta√ß√£o fict√≠cia de servi√ßos, tais valores (pagos a t√≠tulo de vantagem indevida) retornem a C√©sar Rubens, Carlos Mateus Martins e Marcelo Santos Martins, em atos de lavagem de dinheiro‚ÄĚ, explicam em peti√ß√£o os procuradores da Rep√ļblica integrantes da for√ßa-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

2 coment√°rios

  1. ACHAVA BOM A POLICIA FEDERAL VER QUAL √Č DESTA OBRA DA VILA DOS IDOSOS NO BELMONTE EM VOLTA REDONDA QUE GASTARAM UMA GRANA BOA E N√ÉO TERMINARAM A OBRA ,
    E AGORA AS CASAS FORAM INVADIDAS PELA TUMA DOS SEM TETO ,

    TA CHEIRANDO LAVAGENS DE GRANA NINGUEM FALA NADA,

  2. Só bandidos. Aqui temos uma diferença: pai e filho juntos.

    E quem colocou no cargo o comandante? Claro, os ELEITORES DE BANDIDOS do PMDB, incluindo os evangélicos.

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