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Obama alerta a Trump sobre riscos de afastar acordo sobre o clima

Matéria publicada em 10 de janeiro de 2017, 17:02 horas

 


Obama deixa presidência dos EUA com legado ambiental

Obama deixa presidência dos EUA com legado ambiental

Washington – Prestes a deixar a presidência dos EUA na próxima semana, o mandatário americano Barack Obama alertou o presidente eleito, Donald Trump, contra os riscos de afastamento de um acordo global sobre o clima, dizendo que as tendências em direção à energia limpa são “irreversíveis” e ajudarão a impulsionar o crescimento econômico. As informações são da agência chinesa Xinhua.

A advertência do atual presidente é pertinente, pois acredita-se que o legado climático e ambiental de Obama possa ser desmantelado por Trump, que já chamou o aquecimento global de “farsa” e ameaçou retirar os EUA do Acordo de Paris que entrou em vigor no ano passado.

Obama escreveu que “um registro científico maciço” mostra que as mudanças climáticas são “reais e não podem ser ignoradas” e que o crescimento contínuo dos emissões de gases de efeito estufa pode elevar as temperaturas médias globais em quatro graus Celsius ou mais até 2100. Esse aumento iria custar à economia mundial cerca de 4% do Produto Interno Bruto, o que pode levar os EUA à perda de receitas de cerca de 340 bilhões a 690 bilhões de dólares a cada ano, disse Obama.

“Embora a nossa compreensão dos impactos das mudanças climáticas seja cada vez mais incrivelmente clara, ainda há um debate sobre o curso adequado para a política dos EUA – um debate que está muito em evidência durante a atual transição presidencial,” disse Obama, referindo-se a atitude de Trump, que ameaça abster-se do Acordo de Paris no combate às alterações climáticas.

Obama frisou no entanto que as tendências para uma economia de energia limpa que surgiram durante a sua presidência vão continuar e que “a oportunidade econômica para o nosso país  aproveitar essa tendência só vai crescer.” Ele observou que entre 2008 e 2015 a economia dos EUA cresceu mais de 10%, enquanto as emissões de dióxido de carbono do setor energético caíram 9,5%, resultado que “deveria rebater o argumento de que o combate às mudanças climáticas requer a aceitação de um menor crescimento ou um padrão de vida mais baixo.”

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