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ONU e Cruz Vermelha dizem que comboio não pode voltar a Ghouta

Matéria publicada em 8 de março de 2018, 09:09 horas

 


Genebra – O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e a Organização das Nações Unidas (ONU) confirmaram hoje, quinta-feira (8), que o comboio humanitário que deveria retornar nesta quinta-feira a Ghouta Oriental, reduto rebelde na periferia de Damasco, não poderá entrar devido a um novo aumento da violência.

“Hoje, a ONU e as organizações com as quais colabora não conseguiram retornar a Duma, em Ghouta Oriental, porque o movimento do comboio não foi autorizado por razões de segurança”, disse o porta-voz, em Genebra, do Departamento de Assuntos Humanitários da ONU, Jens Laerke.

“A situação no terreno está mudando muito rápido e calculamos que não existem as condições para realizar esta operação”, disse a porta-voz do CICV, Iolanda Jaquemet.

A ajuda que deveria ser distribuída consiste principalmente em alimentos que não puderam ser entregues na segunda-feira passada, quando entrou o primeiro comboio humanitário desde o início de uma grande ofensiva governamental, apoiada pela Rússia, contra esta área sob controle de grupos rebeldes.

Desse primeiro comboio, dez caminhões ficaram completamente cheios e quatro foram parcialmente descarregados, o que representava a metade da comida que estava destinada para 27.500 pessoas.

“A ajuda total, que também incluía remédios e equipamento médico para 70 mil pessoas, ainda deve ser provida”, ressaltou Laerke.

Material médico

Da carga da segunda-feira passada, as forças sírias descarregaram 70% do material médico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A ONU segue recebendo relatos sobre o aumento dos combates em Ghouta Oriental e disparos de foguetes contra Damasco, que põem em perigo os civis e impedem que a assistência humanitária chegue a centenas de milhares de pessoas que a necessitam, inclusive milhares de crianças”, explicou Laerke.

Ghouta Oriental, onde há cerca de 390 mil pessoas, é alvo de ataques de artilharia e bombardeios aéreos desde 18 de fevereiro e esteve sob assédio de forças governamentais desde 2013. Isto fez com que a população se encontre em estado muito vulnerável e sofra elevadas taxas de desnutrição.

Desde que o assédio foi iniciado, a ajuda humanitária foi esporádica e obstaculizada pelas autoridades sírias. A ONU sustentou que se mantém preparada para fornecer assistência a Duma, assim como a outras localidades de Ghouta Oriental e a zonas povoadas sitiadas ou de difícil acesso pelo conflito, enquanto as condições permitirem.

O número de civis mortos pelos bombardeios da última quarta-feira na região de Ghouta Oriental, principal reduto opositor dos arredores de Damasco (Síria), aumentou hoje para 86, entre eles dez crianças e oito mulheres, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Além disso, há cerca de 150 feridos de diferentes gravidades e vários desaparecidos sob os escombros, por isso o número de mortos ainda pode aumentar, ressaltou o observatório. As informações são da agência de notícias EFE.


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