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Papa reconhece temor, mas pede apoio a imigrantes

Matéria publicada em 14 de janeiro de 2018, 11:28 horas

 


Cidade do Vaticano – O papa Francisco classificou neste domingo (14) como pecado que imigrantes e moradores dos países que os recebem se recusem a conhecer-se e integrar-se por um medo que, ainda que “legítimo”, não deve alimentar o ódio e a rejeição. A informação é a da Agência EFE.

“Não é fácil entrar na cultura que nos é alheia, pôr-nos no lugar de pessoas tão diferentes de nós, compreender seus pensamentos e suas experiências”, declarou o pontífice em uma missa com refugiados realizada durante a Jornada Mundial dos Imigrantes.

Francisco disse que, perante esta dificuldade, “frequentemente renunciamos ao encontro com o outro e levantamos barreiras para defender-nos”.

“As comunidades locais, às vezes, temem que os recém-chegados perturbem a ordem estabelecida, ‘roubem’ algo que se construiu com tanto esforço. Mesmo os recém-chegados têm medos: temem a confrontação, o julgamento, a discriminação, o fracasso”, destacou.

O papa reconheceu que estes medos “são legítimos” por estarem baseados em “dúvidas que são totalmente compreensíveis do ponto de vista humano”.

No entanto, sustentou que duvidar “não é um pecado”, mas sim permitir que “estes medos determinem nossas respostas, condicionem nossas escolhas, comprometam o respeito e a generosidade, alimentem o ódio e a rejeição”.

“O pecado é renunciar ao encontro com o outro, com aquele que é diferente, com o próximo”, completou.

Francisco pronunciou esta homilia durante uma missa na basílica de São Pedro na qual participaram imigrantes e refugiados de 49 países diferentes que levaram suas bandeiras, assim como 70 diplomatas credenciados na Santa Sé.

Perante eles, o papa insistiu na necessidade de entendimento entre os imigrantes e as sociedades que os recebem e ressaltou que ambas partes devem “acolher, conhecer e reconhecer”.

Para os primeiros isto implica em “conhecer e respeitar as leis, a cultura e as tradições dos países que os acolheram”, bem como “compreender os seus medos e as suas preocupações em relação ao futuro”.

Os segundos, por sua parte, deveriam “abrir-se à riqueza da diversidade sem ideias preconcebidas, compreender os potenciais, as esperanças dos recém-chegados, bem como a sua vulnerabilidade e os seus temores”.

Na opinião do papa, o “verdadeiro encontro com o outro não se limita à acolhida”, mas envolve as três ações que já destacou em agosto na sua mensagem prévia à jornada de hoje: “proteger, promover e integrar”.

Por último, Francisco pediu uma “oração recíproca” entre refugiados e as comunidades locais.

4 comentários

  1. Nao e facil de reverter o trauma na cabeca de uma crianca apos um abuso sexual, talvez seja ate impossivel. Mas dai a promover um Bispo Pedofilo e demais. Se ele nao sabia e agora sabe, deve tomar as devidas providencias, para corrigir tamanho erro. E retirar do clero esse monstro.

    LULA NA CADEIA JA

  2. O Brasil tem que proteger, promover e integrar os milhares de venezuelanos que estão vindo para o Brasil, pois o Brasil, durante o governo petista, apoiou, ajudou, sustentou, protegeu os ditadores Chavez e Maduro, que acabaram com a Venezuela e levaram milhões de venezuelanos à miséria!
    Colômbia, Peru, Chile, Paraguai também tem que proteger, promover e integrar os milhares de venezuelanos que fogem da Venezuela, mas o Brasil tem que fazer mais, pois enquanto Maduro mandava políticos da oposição para a cadeia e fechava rádios e redes de televisão… Lula e os petistas aplaudiam essas decisões ditatoriais e anti-democráticas!

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