ÔĽŅ Pez√£o admite que faltou prepara√ß√£o para lidar com seguran√ßa no carnaval do Rio - Di√°rio do Vale
quarta-feira, 15 de agosto de 2018

TEMPO REAL

 

Capa / Nacional / Pezão admite que faltou preparação para lidar com segurança no carnaval do Rio

Pezão admite que faltou preparação para lidar com segurança no carnaval do Rio

Matéria publicada em 14 de fevereiro de 2018, 18:26 horas

 


O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pez√£o (PMDB), admitiu hoje (14) que faltou prepara√ß√£o do estado para lidar com seguran√ßa durante os quatro dias de carnaval. Segundo ele, as falhas iniciais foram corrigidas e o policiamento foi refor√ßado na segunda-feira (12) e na ter√ßa-feira (13). As declara√ß√Ķes foram dadas durante entrevista a um programa jornal√≠stico da Rede Globo.

“N√£o est√°vamos preparados. Houve uma falha nos dois primeiros dias e depois a gente refor√ßou aquele policiamento. Eu acho que houve um erro nosso. N√≥s n√£o dimensionamos, mas acho que √© sempre um aprimoramento. A gente tem sempre que aprimorar. Estamos olhando a seguran√ßa p√ļblica de Cabo Frio a Paraty. S√£o 6,5 milh√Ķes de pessoas nas ruas. E com territ√≥rios ainda conflagrados. Boa parte do efetivo da Pol√≠cia Militar, na Rocinha, onde estamos atuando permanentemente, e tamb√©m na Pra√ßa Seca, onde h√° uma guerra pelo dom√≠nio do tr√°fico”.

Casos de agress√Ķes seguidos de assaltos, al√©m de furtos e arrast√Ķes, foram motivos de muitas queixas durante o carnaval. Al√©m disso, na comunidade Bateau Mouche, na Pra√ßa Seca, em Jacarepagu√°, o confronto entre milicianos e traficantes gerou novos epis√≥dios de tiroteio.

O governador e o prefeito se encontravam fora na cidade no período do carnaval. Pezão foi para sua casa no município de Piraí, e Marcelo Crivella viajou para a Europa.

A deputada Martha Rocha (PDT), que preside a Comiss√£o de Seguran√ßa P√ļblica e Assuntos de Pol√≠cia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), informou que autoridades do estado ser√£o convocadas para prestar esclarecimentos.

“O que n√≥s vimos foi uma total demonstra√ß√£o de falta de planejamento. Eu quero perguntar onde estavam os 17 mil policiais anunciados pelo governo do estado. Tivemos cenas de viol√™ncia em todas as regi√Ķes da cidade. Pessoas foram brutalmente agredidas. Bandidos fantasiados foram para a rua portando fuzis, aconteceu roubo nas proximidades de um Batalh√£o da Pol√≠cia Militar e uma idosa foi barbaramente agredida voltando da padaria”, disse a parlamentar.

A Pol√≠cia Militar disse em nota, que diante dos casos de viol√™ncia nos primeiros dias, o patrulhamento na regi√£o da orla foi refor√ßado, inclusive com monitoramento a√©reo. “√Č importante atentar para a necessidade de seguir regras mundiais de seguran√ßa: aten√ß√£o ao uso do celular e demais pertences em aglomera√ß√Ķes de pessoas”, diz o texto.

O governador Pez√£o adiantou que o governo realiza ainda esta tarde uma reuni√£o para fazer um¬† balan√ßo dos epis√≥dios de viol√™ncia nos √ļltimos dias. Em nota, a Secretaria de Estado de Seguran√ßa destacou que o Instituto de Seguran√ßa P√ļblica (ISP) √© o √≥rg√£o respons√°vel por compilar os dados da criminalidade no estado do Rio de Janeiro. O levantamento leva em conta as ocorr√™ncias registradas nas delegacias de Pol√≠cia Civil, mas ainda n√£o h√° detalhes sobre os casos ocorridos durante o carnaval. “As estat√≠sticas s√£o divulgadas mensalmente pelo ISP, de forma sistem√°tica e transparente”, disse a secretaria em nota.

Crise

A seguran√ßa p√ļblica do Rio de Janeiro vive um momento de crise. Na semana passada, a morte de uma menina de 3 anos durante um assalto e de um adolescente 13 anos, baleado em meio a um confronto entre policiais e criminosos, que levou ao fechamento de tr√™s vias importantes da cidade, gerou declara√ß√Ķes p√ļblicas tanto de Pez√£o como do prefeito Marcelo Crivella.

Dados do ISP divulgados no m√™s passado mostram que o n√ļmero de mortes violentas no Rio de Janeiro em 2017 foi 7,5% superior a 2016. Criada em 2008 como um dos principais instrumentos de seguran√ßa p√ļblica do estado, as Unidades de Pol√≠cia Pacificadora (UPPs) j√° s√£o vistas com reservas. No in√≠cio do m√™s, o comandante-geral da Pol√≠cia Militar (PM), coronel Wolney Dias, disse que a corpora√ß√£o estuda reduzir de 38 para 20 o n√ļmero de UPPs.

Outra preocupa√ß√£o √© com o armamento em poder de bandidos. No m√™s passado, a Pol√≠cia Rodovi√°ria Federal prendeu em flagrante um homem que transportava 19 fuzis e outras armas. Dados do ISP j√° haviam mostrado que, em 2017, as apreens√Ķes de fuzis que estavam em poder do crime organizado vinham sendo 75% superior a 2016.

6 coment√°rios

  1. VAI VENDO a√≠ o que d√° votar em candidatos que N√ÉO CONHECEM a Administra√ß√£o P√ļblica e N√ÉO ENTENDEM de Gest√£o P√ļblica. √Č s√≥ trag√©dia atr√°s de trag√©dias.

    Eu ajudei na campanha para ninguém votar no PMDB e muito menos nos partidos ALIADOS. VR deu um show em 2014 e acertou em cheio em 2016, MAS muitas cidades ao redor votaram em peso no PMDB.

  2. Este ano vamos colocar um profissional competente no Estado
    ..pq está difícil morar no Rio de Janeiro.
    Interior totalmente esquecido…

  3. sempre nao esta preparado . ner pezao, turma dos irmaos metralhar

  4. T√° de brincadeira

    E faltou pagar os sal√°rios da pm e civil assim como o 13 tb ou esqueceu

  5. Esse cara é um incompetente, amigo de Cabral. Vamos ver se o povinho do RJ aprende a votar.

  6. Nem li a mat√©ria toda…
    Todos meterao o pé.
    O p√©, foi para perto. O prefeito Tess… lixo. Viva a comunidade evang√©lica.

Untitled Document